Família devastada pela guerra na Síria encontra segurança na Grécia

Depois de perder o marido e um filho na Síria, Falak escapou com seus dois filhos sobreviventes. Agora, eles finalmente encontraram um espaço para recomeçar.

LESVOS, Grécia, 01 de março de 2017 – Falak Kourini perdeu o marido e um filho na Síria. Agora, depois de encontrar segurança na ilha grega de Lesvos, ela finalmente foi capaz de procurar tratamento médico no continente para o mais novo de seus dois filhos sobreviventes, que foi gravemente ferido em um ataque com foguetes.

“Os médicos me disseram que é melhor no continente porque meu filho vai precisar de mais ajuda médica”, explicou Falak, 40 anos, que foi transferida com seus filhos para um abrigo governamental na cidade grega de Larissa.

Falak e sua família estão entre os milhares de solicitantes de refúgio que, com a ajuda do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, se mudaram das Ilhas Egeias para o continente, onde há melhores acomodações e instalações disponíveis. Desde junho, o ACNUR apoiou a transferência de 5.556 pessoas para abrigos governamentais e alojamentos do ACNUR.

“Não dá para viver na Síria nessa situação.”

Prioridade tem sido dada a casos vulneráveis como o de Falak, que fugiu de sua casa em Idlib, na Síria, em agosto de 2016 com seus filhos Morad, de 5 anos, e Samir, de 14. Ela já queria ter deixado a região devastada pela guerra mais cedo, mas estava esperando por notícias de seu marido desaparecido. Então um morteiro caiu em sua casa, matando um de seus três filhos e ferindo gravemente Morad, o filho mais novo.

O menino foi levado às pressas para o hospital, onde os médicos sírios conseguiram apenas salvar a perna esquerda em uma série de operações complexas. Ele precisava de mais atenção médica, mas, após o ataque, Falak estava com pressa de deixar o país.

“Não dá para viver na Síria com essa situação”, disse Falak sobre o conflito, que está chegando ao seu sexto trágico aniversário em março. “Todos os dias eu olhava para os rostos dos meus filhos e eles estavam assustados, com medo das bombas. Mesmo agora, cada vez que ouvimos sons parecidos com o de um avião ou de bombas, eles ficam muito assustados. Foi difícil, mas eu sabia que tinha que deixar a Síria ou morrer tentando. Eu faria qualquer coisa por meus filhos, para encontrar uma vida melhor para eles”.