Projeto “Empoderando Refugiadas” inicia segundo ano com foco na inclusão laboral destas mulheres em São Paulo

Retomada do projeto contou com a presença de 26 refugiadas de diferentes nacionalidades que querem atuar no mercado de trabalho brasileiro em suas áreas de conhecimento.

SÃO PAULO, 13 de março de 2017 (ACNUR) – Mesmo com capacitação, conhecimento técnico e formação em diferentes níveis e áreas do conhecimento, muitas das mulheres refugiadas que vivem no Brasil encontram dificuldades para atuar profissionalmente em suas áreas de especialidade.

Para promover a devida inserção destas mulheres no mercado de trabalho, a Rede Brasil do Pacto Global, o ACNUR – Agência da ONU para Refugiados – e a ONU Mulheres lançaram na semana passada a segunda rodada do projeto “Empoderando Refugiadas”.

O projeto, que começou em 2016, tem o objetivo de conscientizar as empresas sobre a possibilidade legal de contratar refugiadas e preparar as mulheres para entrar no mercado de trabalho brasileiro.

Na atividade inaugural desta nova edição do projeto, um grupo de 26 mulheres refugiadas se reuniu na sede da Thomson Reuters, em São Paulo, para adquirir conhecimentos e trocar informações com representantes de integrantes do Pacto Global, a maior iniciativa em sustentabilidade corporativa voluntária do mundo, promovido pelas Nações Unidas.

"Essa proposta é muito importante para cada uma de nós, pois temos condições e capacidade de melhorar nossas vidas, de contribuir para o bem-estar de nossas crianças e ajudar o desenvolvimento do Brasil", disse, de forma entusiasmada, a refugiada congolesa Luyndula Helene.

Ao longo do dia, as refugiadas – oriundas de países da África Subsaariana, Oriente Médio e América Latina – participaram de uma série de atividades, incluindo orientações para a elaboração adequada de um currículo, técnicas para entrevistas de emprego, conscientização sobre os direitos trabalhistas e dicas para encontrar vagas e oportunidades em redes sociais.