Refugiados contribuem para a realização do maior festival de inovação da América Latina

Trabalhando ao lado de brasileiros, 16 refugiadas de diferentes nacionalidades e áreas de conhecimentos atuaram como monitores do Festival Path e mostraram ao público seus talentos artísticos e profissionais.

SÃO PAULO, 08 de maio de 2017 (ACNUR) – A quinta edição do Festival Path, o maior evento de inovação e criatividade da América Latina, aconteceu em São Paulo no último fim de semana com um diferencial marcante: 16 pessoas refugiadas no Brasil de países como Síria, Colômbia, Camarões e Mali trabalharam ao lado de brasileiros e tiveram a oportunidade de trocar experiências e estabelecer contatos profissionais.

A diversidade de nacionalidades refletiu também a riqueza do networking realizados entre os refugiados e os frequentadores do festival. Muitos microempreendedores se mostraram interessados em dar oportunidade para os refugiados se recolocarem no mercado de trabalho, e acreditam que eles têm muito a contribuir para o desenvolvimento das empresas.

Este foi o caso da gestora de marketing e curadora cultural da Expomusic, Renata Gomes, que esteve no evento e ficou admirada com a performance de Leonardo Matumona e Hidras Tuala, músicos refugiados da República Democrática do Congo que fizeram uma apresentação durante o festival.

"Eles me disseram que são parte de um trio de cantores, chamado de ‘Os Escolhidos’. Fiquei encantada com a performance e toda a técnica que apresentaram. Já entrei em contato com um produtor musical para os conhecer e pensar no futuro profissional dos rapazes", revelou Renata.