Sete fatos sobre a crise na Síria

Desde 2011, milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas e fugir da Síria. São sete anos de crise. Conheça sete fatos sobre ela.

A refugiada síria Nawal, 3, e sua irmã Soundens, 4, moram com seus pais em um assentamento informal no Líbano. O assentamento é o lar de 55 famílias sírias. © ACNUR/David Azia

  1. Mais da metade da população síria foi forçada a deixar sua casa.

Moradores deslocados internamente pela violência e destruição começam a voltar para o que restou de suas casas, em Aleppo. © ACNUR/Hameed Marouf

 

Existem mais de 5,5 milhões de refugiados sírios registrados[1] e mais de seis milhões de pessoas deslocadas dentro da Síria.[2]  A Síria é o país que gera o maior número de pessoas deslocadas à força no mundo e mais da metade de sua população foi forçada a fugir.[3]

 

2. Os países vizinhos acolhem a maioria dos refugiados sírios.

A refugiada síria Amira dentro de sua casa. Ela vive com o marido Hamad, a sogra Amina e a filha Amani (3) há seis anos no Líbano. © ACNUR/Hannah Maule-ffinch

 

A maioria dos mais de 5,5 milhões de sírios refugiados estão em apenas cinco países vizinhos: Líbano, Jordânia, Turquia, Iraque e Egito. [4] A Turquia acolhe mais de três milhões de refugiados sírios. No Líbano, aproximadamente uma em cada quatro pessoas é um refugiado sírio. [5]

 

  1. A maioria dos refugiados sírios vive na extrema pobreza.

Uma criança síria deslocada espera em um acampamento improvisado para atravessar a fronteira da Jordânia. © ACNUR/Ritzau Scanpix

 

Nove em 10 refugiados sírios vivem em comunidades de acolhimento em áreas rurais e urbanas em países vizinhos. [6]  Na Jordânia, 80% dos refugiados sírios que vivem fora dos campos estão vivendo abaixo da linha de pobreza. [7] No Líbano, cerca de 60% das famílias de refugiados sírios vivem em pobreza extrema com menos de US$ 2,87 por pessoa por dia. [8]

 

  1. Contra todas as probabilidades, os sírios são sobreviventes.

Crianças pequenas participaram da abertura de um novo centro comunitário apoiado pelo ACNUR no bairro de Qadi Askar, no leste de Aleppo. © ACNUR/Antwan Chnkdji

 

Por todo o mundo, as famílias sírias continuam a demonstrar sua coragem e resiliência, fazendo grandes sacrifícios para colocar as necessidades de seus filhos em primeiro lugar, transformando seus abrigos temporários em casas, mostrando seu espírito empreendedor e seu profundo desejo de reconstruir suas vidas com esperança e dignidade.

  

  1. As crianças sírias estão ficando para trás nos estudos.

Famílias no leste de Aleppo estão retornando depois de serem deslocadas internamente e receberam itens de inverno. © ACNUR / Hameed Maarouf

 

Dentro da Síria, uma em cada quatro escolas foi danificada, destruída ou usada como abrigo. [9] Menos da metade das crianças em idade escolar primária estão matriculadas na escola. No entanto, o mais preocupante é que somente uma pequena fração de estudantes de ensino médio e superior têm acesso à educação.

 

  1. Apesar do retorno de alguns sírios para casa, mais pessoas foram deslocadas em 2017.

Aysha e sua família hoje moram no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia. © ACNUR/David Azia

 

Em 2017, cerca de 655 mil pessoas que haviam sido deslocadas dentro da Síria voltaram para casa. Cerca de 70 mil refugiados também retornaram de países vizinhos. Muitas pessoas estão voltando para casas danificadas em bairros sem energia ou água corrente. Durante o mesmo período, pelo menos 1,8 milhões de sírios foram forçados a fugir de suas casas, muitas vezes por causa de conflitos em curso, e permanecem deslocados dentro do país.

 

  1. A Guerra da Síria já dura mais que a Segunda Guerra Mundial.[10]

A refugiada síria Nawal, 3, e sua irmã Soundens, 4, moram com seus pais em um assentamento informal no Líbano. O assentamento é lar de 55 famílias sírias. © ACNUR/David Azia

 

À medida que o conflito continua, também continua a luta das famílias deslocadas dentro da Síria e além de suas fronteiras. No mundo, a Síria gera mais refugiados do que qualquer outro país. [11] Apesar das dimensões do conflito, ele corre o risco de tornar-se mais uma emergência esquecida.

 

Trabalhamos para ajudar milhões de pessoas refugiadas em todo o mundo. Na região, lideramos um esforço coordenado com parceiros locais, ONGs e governos para oferecer esperança a quem precisa. Doe e nos ajude a ampliar esse trabalho!

 

[1] http://data.unhcr.org/syrianrefugees/regional.php
[2] http://www.unhcr.org/syria-emergency.html
[3] http://www.unhcr.org/globaltrends2016
[4] http://www.3rpsyriacrisis.org/the-3rp/
[5] http://www.unhcr.org/news/press/2017/5/5921922c4/searching-syria-google-unhcr-offer-answers-five-top-questions.html
[6] http://www.unhcr.org/news/press/2017/5/5921922c4/searching-syria-google-unhcr-offer-answers-five-top-questions.html
[7] http://reporting.unhcr.org/sites/default/files/Syria%203RP%20Regional%20Strategic%20Overview%202018-2019%20%28December%202017%29.pdf?v=2 p7
[8] http://www.unhcr.org/news/briefing/2018/1/5a548d174/survey-finds-syrian-refugees-lebanon-poorer-vulnerable-2017.html
[9] https://searchingforsyria.org/en/what-is-going-on-in-syria/
[10] http://www.unhcr.org/news/press/2017/3/58c6bc6e4/remembering-victims-syrias-brutal-war.html
[11] https://searchingforsyria.org/en/what-is-a-refugee/