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Países prometem 6 bilhões de dólares para sírios e países anfitriões

Em Bruxelas, durante a conferência para apoiar a Síria, doadores se comprometeram a ajudar sírios deslocados e países anfitriões, e renovaram chamados para maior solidariedade internacional.

BRUXELAS, Bélgica, 11 de abril – Durante conferência internacional realizada em Bruxelas sobre a Síria, 41 Estados-membros das Nações Unidas prometeram na quarta-feira (5) doar um total de 6 bilhões de dólares para apoiar programas humanitários críticos para o país em 2017.

O pronunciamento aconteceu ao fim do segundo dia da conferência internacional que contou com a participação do Secretário Geral da ONU, dos Primeiros Ministros do Líbano e da Jordânia, e dos Ministros das Relações Exteriores da Noruega, Alemanha, Reino Unido, Kuwait e Qatar.

A conferência também contemplou questões recorrentes, como a necessidade de maior solidariedade da comunidade internacional com os sírios – e da necessidade de ações sólidas e conjuntas para pôr fim ao crescente sofrimento dessas pessoas.  

Durante a conferência, os países se comprometeram com uma doação conjunta, a curto e longo prazo, de 6 bilhões de dólares para 2017, e 3,7 bilhões de dólares a partir de 2018. Servirá para ajudar 13,5 milhões de pessoas que necessitam de assistência humanitária dentro da Síria, cerca de cinco milhões de refugiados e 4,4 milhões de pessoas que os recebem nas regiões próximas.

O anúncio em Bruxelas desta nova quantia de fundos foi bem recebido. O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, alertou esta semana que somente uma parte da quantia total necessária para dar apoio a refugiados e comunidades anfitriãs foi recebida até agora, aumentando o risco de cortes em serviços para refugiados em situação de vulnerabilidade.

“Houve avanços importantes: mudanças nas políticas de educação e oportunidades de emprego, melhoria no acesso de financiamento internacional, incentivo aos acordos comerciais em países anfitriões, além de uma crescente convergência entre ações humanitárias e desenvolvimentistas”, afirmou Kelly Clements, vice-chefe do ACNUR, durante a conferência.

“Os países anfitriões da região continuam a sofrer as consequências da crise na Síria de uma forma que não é sustentável, o que pode, em última instância, gerar ainda mais instabilidade”, ela acrescentou.

O compromisso firmado em Bruxelas está inserido no contexto de negociações apoiadas pelas Nações Unidas, em Genebra, para dar fim aos seis anos de conflito. O ataque suspeito de armas químicas na última terça-feira ocorrido em Khan Sheikhoun, na província de Idlib, na Síria, foi condenado durante a conferência.

A conferência de Bruxelas foi realizada pela ONU, União Europeia, Alemanha, Kuwait, Noruega, Qatar e Reino Unido, a fim de abordar a situação na Síria, o impacto do conflito na região e planejar o futuro.

“Temos que oferecer suporte aos sírios dentro da Síria e em países vizinhos – as pessoas, incluindo aqueles em situação de maior vulnerabilidade, não podem esperar. Eles precisam da nossa ajuda imediatamente”, afirmou Federica Moguerini, Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança.

“A reconstrução da Síria demandará esforços internacionais de grandes proporções. Por diversas vezes estivemos despreparados para a paz, mas temos que nos preparar para este dia – mesmo que hoje essa realidade pareça muito distante”, ela acrescentou.

Com um clique você pode se tornar um doador também, apoiar os programas do ACNUR e contribuir para salvar vidas.