<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
	<channel>
		
		<title>acnur.org: em português</title>
		<link>http://www.acnur.org/t3/</link>
		<description>Últimas notícias da acnur.org em português</description>
		<language>br</language>
		<image>
			<title>acnur.org: em português</title>
			<url>http://www.acnur.org/t3/typo3conf/ext/tt_news/ext_icon.gif</url>
			<link>http://www.acnur.org/t3/</link>
			<width>18</width>
			<height>16</height>
			<description>Últimas notícias da acnur.org em português</description>
		</image>
		<generator>TYPO3 - get.content.right</generator>
		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>
		
		
		
		<lastBuildDate>Wed, 16 May 2012 14:00:00 -0600</lastBuildDate>
		
		
		<item>
			<title>Em busca da integração, solicitantes de refúgio e refugiados frequentam aulas de português em Manaus</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/em-busca-da-integracao-solicitantes-de-refugio-e-refugiados-frequentam-aulas-de-portugues-em-manaus/</link>
			<description><![CDATA[Para facilitar a integração socioeconômica dos estrangeiros que buscam proteção em Manaus, o ACNUR...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[BRASÍLIA, 16 de maio de 2012 (ACNUR) – Para facilitar a integração socioeconômica dos estrangeiros que buscam proteção em Manaus, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e a Cáritas Manaus oferecem cursos básicos gratuitos de português para os refugiados e solicitantes de refúgio que vivem na principal cidade da região amazônica.
O curso, que existe há mais de um ano, já beneficiou mais de 30 estudantes de diferentes nacionalidades. Uma nova turma começou nesta semana, com oito participantes (entre solicitantes de refúgio e refugiados da Colômbia e de Guiné Conacri, na África). As aulas acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 18h30 às 20h30, em uma sala da Arquidiocese de Manaus, no centro da cidade. 
Diego(*), que acaba de chegar da Colômbia, é um dos novos alunos. Ele tenta se comunicar nas ruas de Manaus, em português, mas quase nunca conseguem entendê-lo. Para ele, as aulas contribuirão para seu processo de integração no Brasil. 
“Falar português será algo muito importante na minha vida. As aulas poderão me ajudar a crescer socialmente e economicamente, facilitando minha entrada no mercado de trabalho”, avalia Diego. 
Ele foi forçado a deixar seu país devido à perseguição de grupos armados irregulares que passaram a atuar na região onde ele morava, em 2010. Um dos seus irmãos foi levado por um grupo e desapareceu. Para evitar este mesmo destino, Diego seguiu os conselhos do pai e deixou a cidade onde morava.&nbsp; 
Posteriormente, o mesmo grupo expulsou o restante de sua família da casa onde moravam, e desde então Diego não teve mais contato nem notícias dos seus familiares. Antes de chegar a Manaus, passou pela Venezuela e decidiu buscar refúgio no Brasil. “Espero ter uma nova família no Brasil. Para mim, aprender o português significa não voltar mais aos maus-tratos e à violência”, disse o jovem solicitante de refúgio. 
Todos os refugiados, solicitantes de refúgio e estrangeiros recém-chegados a Manaus com mais de 12 anos de idade podem se inscrever no curso oferecido pelo ACNUR e pela Cáritas Arquidiocesana. Eles recebem um kit de material didático com apostila, caderno, lápis e borracha. Os refugiados e solicitantes que estão no país há menos de um ano contam ainda &nbsp;com um auxílio transporte oferecido pelo ACNUR.
“O domínio do idioma local é uma das principais dificuldades encontradas pelos refugiados na busca por um emprego. Saber falar o português, ainda que em nível básico, ajuda os refugiados a alcançarem a autossustentabilidade e é fundamental para sua integração no país de acolhida”, afirma o representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez. Por isso, os cursos são incentivados pelo ACNUR e seus parceiros em todo o país. 
Nas aulas de português oferecidas pela Cáritas Manaus, em parceria com o ACNUR, o professor adota uma didática específica que facilita o ensino do português para adultos. Além do idioma, os refugiados aprendem como preencher documentos brasileiros, como solicitar uma carteira de trabalho e como preencher corretamente um currículo profissional.&nbsp; O curso incluiu ainda dicas básicas sobre o dia-a-dia na cidade de refúgio.&nbsp; 
Para Andreia Lopes, assistente social da Cáritas Manaus que coordena os programas de assistência a refugiados e solicitantes de refúgio, as aulas são relevantes para o aprendizado formal da língua e para resgatar a autoestima dos refugiados.
“Esse curso é de extrema importância para a integração local desta população. Quando eles chegam, não conseguem se comunicar direito com os brasileiros. Mas ao longo do curso, vão vencendo essas dificuldades. A gente nota como ficam felizes de poder conversar e se expressar melhor”, explica. 
Crianças e jovens que já estão matriculados em escolas brasileiras também podem frequentar as aulas de português. Andreia Lopes conta que a evolução dos jovens é mais rápida, e que os alunos das aulas de português também melhoram o rendimento escolar.&nbsp; “Os jovens têm capacidade de se comunicar mais facilmente, e vão aprendendo paralelamente à escola. As dúvidas que surgem na escola são trazidas para o curso e discutidas com o professor. Isso ajuda bastante”, conclui. 
As aulas da nova turma começaram na última segunda-feira, e as próximas aulas acontecem hoje e nesta sexta-feira. Novos alunos serão aceitos até o próximo dia 25 de maio. Os interessados devem procurar a Cáritas de Manaus, que fica na Arquidiocese de Manaus – no mesmo prédio onde acontecem as aulas. 
* Nome alterado por motivos de proteção
<i>&nbsp;Por Lívia Mota, de Brasília, e Isabela Mazão, de Manaus.</i>]]></content:encoded>
			<category>Brasil</category>
			<category>Integração local</category>
			<category>Colômbia</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Criadores de escargot dinamizam projeto de geração de renda para refugiados</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/criadores-de-escargot-dinamizam-projeto-de-geracao-de-renda-para-refugiados/</link>
			<description><![CDATA[Papa Tokpa Sadia, 45 anos, é todo sorrisos ao pegar um escargot e explicar como extraí-lo de sua...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Campo de refugiados de Saclepea, Libéria, 14 de maio de 2012 (ACNUR) – Papa Tokpa Sadia, 45 anos, é todo sorrisos ao pegar um escargot e explicar como extraí-lo de sua concha para preparar uma refeição. “Carne de caramujo é deliciosa e nutritiva”, disse o marfinense, que está aprendendo como criar e colher os saborosos moluscos. 
Sadia é um dos 30 refugiados da Costa do Marfim, 20 deles mulheres, estudando para se tornar criadoras de escargot dentro de um programa de geração de renda do ACNUR lançado no ano passado no campo de refugiados Saclepea, no nordeste da Libéria. É um negócio com grande potencial comercial, de acordo com muitos especialistas.
Os estudantes estão entusiasmados com as novas técnicas que estão aprendendo e com o fato de que o produto é potencial gerador de renda – os moluscos são uma iguaria popular tanto na Libéria quanto na Costa do Marfim. Muitos dos alunos refugiados disseram que costumavam coletar este alimento nas florestas para consumo próprio e para vender. 
Alguns afirmaram que comer moluscos é excelente para a saúde e que podem prevenir de diversas doenças porque são ricos em nutrientes, com bastante proteína e ferro, com baixo nível de gordura e porque contém aminoácidos.
Os refugiados estão sendo treinados, graças a fundos de apoio do ACNUR, pelo Programa de Assistência às Vítimas de Guerra, uma organização não-governamental liberiana cujo diretor executivo, Dismas Cupson, aprendeu sobre a criação de moluscos quando era refugiado em Gana. Ele disse que muitas pessoas consumiram este alimento em desespero durante as guerras civis liberianas (1989-2003), um tempo em que as trocas comerciais estavam congeladas e as pessoas comiam aquilo que podiam encontrar.
Forçado a consumir comidas estranhas, como carne de caramujo, para sobreviver, as pessoas começaram a adquirir gosto por isso. “O índice de consumo cresceu tremendamente durante e após a Guerra civil”, disse Cupson.
Os estudantes naquela que se acredita ser a única fazenda de caramujos da Libéria aprendem o básico sobre como reproduzir e criar saudavelmente essas saborosas criaturas livres, incluindo o uso de soja orgânica.
Mensor Marie costumava comer moluscos na Costa do Marfim. “Quando éramos pequenos, costumávamos ir para a floresta em busca de caramujos. Era muito divertido”, disse a estudante de meia-idade, que estava encantada por estar no curso. “O que estamos reproduzindo aqui é chamado achatina achatina,&quot; ela disse ao ACNUR.
A achatina achatina, comumente conhecida como o caramujo gigante de Gana, é nativa do Oeste da África. Algumas pessoas em países daquela região as criam como bichos de estimação por conta de seu tamanho e marcas distintivas, mas aqui eles são uma valiosa fonte de proteína, especialmente para habitantes das florestas.
Marie disse que é fácil cuidar de caramujos. “Damos coisas a eles como cascas de batata, folhas de mandioca, mamão e resíduos de óleo de palma”, ela explicou.
Cupson, por sua vez, afirmou que as autoridades da saúde liberianas e organizações de ajuda especializadas em nutrição recomendaram que as pessoas comam caramujos e isso tem ajudado a abastecer a demanda, que “atualmente ultrapassa a oferta”.
Ele disse que uma embalagem com 50 kg de caramujos selvagens é vendida por 8.000 dólares liberianos (US$125) durante as estações de chuva, mas durante a estação seca estão disponíveis apenas caramujos importados da Costa do Marfim por 14.000 dólares liberianos (US$200) a embalagem com 50 kg.
Cupson afirma que a fazenda de caramujos em Saclepea, que abriga cerca de 1.300 refugiados na Libéria há mais de um ano após uma breve guerra civil, é a única na Libéria. E, embora seja uma operação modesta, com pouco mais de 3.500 caramujos criados até a maturidade, o que leva três anos, o projeto está ajudando a preparar pessoas para se tornarem auto suficientes.
Os 30 aprendizes, quando qualificados e de volta aos lares, poderão começar seus próprios negócios. Não surpreendentemente, muitos outros refugiados, assim como membros da comunidade local, expressaram interesse no projeto. 
A agência da ONU para refugiados está atualmente avaliando o impacto deste e outros projetos geradores de renda que visem beneficiar refugiados e suas comunidades hospedeiras. Uma possibilidade é a de estender o projeto para outras áreas.
Andrew Mbogori, chefe do sub-escritório do ACNUR em Saclepea, disse que o experimento de criação de caramujos certamente fez a diferença. “O projeto é único”, ele concluiu.
<i>Por Sulaiman Momodu no campo de refugiados Saclepea, Libéria</i>
]]></content:encoded>
			<category>Libéria</category>
			<category>Costa do Marfim</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Mon, 14 May 2012 15:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Princípios antigos influenciam leis atuais, diz chefe do ACNUR em reunião com países islâmicos </title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/principios-antigos-influenciam-leis-atuais-diz-chefe-do-acnur-em-reuniao-com-paises-islamicos/</link>
			<description><![CDATA[O chefe da agência da ONU para refugiados falou no início de uma conferência de dois dias realizada...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[ASHGABAT, Turquemenistão, 14 de maio de 2012 (ACNUR) – Citando os paralelos entre os ensinamentos islâmicos e a atual legislação sobre refugiados, o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, pediu aos países membros da Organização da Cooperação Islâmica (OIC, da sigla em inglês) que incluam em suas leis nacionais os tradicionais princípios sobre asilo e refúgio presentes na cultura islâmica. 
O chefe da agência da ONU para refugiados falou no início de uma conferência de dois dias realizada conjuntamente pela OIC e ACNUR, com o apoio do governo do Turquemenistão. Este foi o primeiro encontro ministerial a lidar especificamente com refúgio no mundo islâmico. 
&quot;Leis islâmicas e tradições incluem o princípio de fornecer proteção àqueles que buscam asilo”, disse Guterres aos delegados representantes dos 57 países membros, assim como não membros da OIC, ONGs e organizações internacionais. &quot;Também proíbe o retorno forçado de requerentes de asilo. Estes dois princípios são as pedras angulares do direito internacional para refugiados”.
Ele fez um apelo aos países da OIC que ainda não aderiram à Convenção de 1951 da ONU para Refugiados e seu protocolo de 1967 para que busquem assinar estes documentos.
Lembrando dos conflitos que afetam os países membros da OIC no Norte da África, no Oriente Médio, no Chifre da África e também na fronteira entre Sudão e Sudão do Sul, o Alto Comissário chamou os delegados a trabalhar em conjunto para tratar “das necessidades daqueles para os quais o ACNUR foi criado para servir”.
Ao final de 2011, metade da população sob os cuidados do ACNUR estavam em países membros da OIC – mais de 17 milhões de pessoas, entre refugiados, requerentes de asilo, deslocados internos e apátridas.
A conferência, aberta pelo presidente do Turquemenistão, Gurbanguly Berdymukhamedov, procurou destacar a contínua e generosa hospitalidade e assistência prestada por membros da OIC aos refugiados e requerentes de asilo, sendo que muitos deles foram abrigados em grandes números por um longo período de tempo.
Tratando da situação dos refugiados afegãos, agora com mais de 30 anos, Guterres apontou para a estratégia de solução a nível regional acordada entre a Repúblicas Islâmicas do Afeganistão, Irã, Paquistão e ACNUR, como um sucesso. Esta estratégia recebeu endosso internacional em uma conferência ocorrida em Genebra, no início deste mês.
&quot;Assim como a abordagem e a visão comungada por Afeganistão, Irã e Paquistão, há possibilidades de um diálogo estruturado para promover soluções em outras situações prolongadas de refúgio no mundo islâmico”, disse Guterres.
Como reconhecimento da aproximação entre os ensinamentos islâmicos e direito internacional de refugiados, o ACNUR colaborou com acadêmicos islâmicos para preparar a segunda edição de um livro intitulado, “O Direito a Asilo no Islã e o Direito Internacional Contemporâneo para Refugiados”.
<i>Por Tim Irwin em Ashgabat, Turcomenistão</i>]]></content:encoded>
			<category>Noticias sobre Afganistán</category>
			<category>Afeganistão</category>
			<category>Paquistão</category>
			<category>Irã</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Mon, 14 May 2012 14:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>ONU apresenta campanha para a Rio+20</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/onu-apresenta-campanha-para-a-rio-20/</link>
			<description><![CDATA[O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil convida a imprensa para o lançamento da...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[RIO DE JANEIRO, Brasil,&nbsp;11 de maio de 2012 (UNIC)&nbsp;- O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) convida a imprensa para o lançamento da conversa global O Futuro que Queremos, que será realizada no dia 14 de maio, às 10h30, no Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro (Av. Marechal Floriano, 196).
A iniciativa, desenvolvida em conjunto com o Comitê Nacional Organizador (CNO) da Rio+20, é composta de diversas ações que serão apresentadas à mídia brasileira. A primeira delas é uma campanha, desenvolvida pelo Grupo Ogilvy Brasil especialmente para as Nações Unidas, intitulada Eu sou Nós, que incentiva os brasileiros a participarem da Rio+20 através do envio de textos, fotos ou vídeos, para o site em português de O Futuro que Queremos.
Brasileiros anônimos e famosos se juntaram a esta conversa global para compor as diversas peças de divulgação que serão apresentadas à imprensa na segunda-feira.
Outra iniciativa que será mostrada durante a coletiva é a Agenda Total (AT). A AT é uma ferramenta de comunicação inédita, que será o principal instrumento de interação da ONU com a sociedade civil brasileira durante a Rio+20 por ser uma plataforma de colaboração e compartilhamento de conteúdo online, através da qual todos os usuários poderão compartilhar a programação e os eventos planejados para a Rio+20, tanto da agenda oficial como da paralela oficial e da Cúpula dos Povos.
Estarão presentes na coletiva de imprensa o Ministro Laudemar Aguiar, Secretário Nacional do CNO; Sérgio Amado, Presidente do Grupo Ogilvy no Brasil; Giancarlo Summa, Diretor do UNIC Rio e Vice-Porta-Voz da Rio+20; e Silvana de Matos, Coordenadora da AT junto à sociedade civil.
<b>Lançamento da conversa global ‘O Futuro que Queremos’</b>
<ul><li>QUANDO: 14 de maio (segunda-feira), às 10h30</li><li>ONDE: Palácio Itamaraty - Rio de Janeiro (Av. Marechal Floriano, 196 - Centro)</li><li>A imprensa precisa confirmar presença pelo email vanessa.oliveira@unic.org ou pelo telefone (21) 2253-2211.</li></ul>

]]></content:encoded>
			<category>Brasil</category>
			<category>Rio+20</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">UNIC Rio</source>
			<pubDate>Fri, 11 May 2012 10:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>ACNUR começa repatriação de refugiados da República do Congo</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/acnur-comeca-repatriacao-de-refugiados-da-republica-do-congo/</link>
			<description><![CDATA[ACNUR lançou um programa de repatriação voluntária para dezenas de milhares de refugiados que vivem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[GENEBRA, 10 de maio de 2012 (ACNUR) – A agência da ONU para refugiados lançou um programa de repatriação voluntária para dezenas de milhares de refugiados que vivem na República do Congo (também conhecida como Congo Brazaville) para a vizinha República Democrática do Congo (RDC).
A operação começou no último sábado, com um pequeno comboio de embarcações levou 79 refugiados pelo rio Oubangui, desde a cidade de Betou na República do Congo para Dongo, na província de Equateur, ao norte da RDC. O ACNUR e funcionários de alto escalão dos dois países são esperados para uma posterior cerimônia formal. 
Na terça um segundo comboio levou 323 refugiados da localidade de Eboko, através do rio Dongo. Outros 246 refugiados serão repatriados hoje da aldeia de Ikpengbele, perto de Betou, à cidade de Libenge, na República Democrática do Congo. Outro comboio&nbsp;de Ikpegbele a Libenge é&nbsp;previsto para a&nbsp;próxima terça. O ACNUR planeja assistir 49 mil refugiados retornados este ano da República do Congo, além de outros 32 mil durante o próximo ano. A agência da ONU para refugiados também planeja repatriar refugiados congoleses que vivem na República Central Africana, mas este programa ainda está em desenvolvimento.
A repatriação desde a República do Congo é um grande desafio logístico para o ACNUR e seus parceiros, pois os refugiados estão dispersos em áreas remotas e em meio a uma grande região.
Os refugiados que retornaram no comboio do último final de semana estavam entre os estimados 143 mil civis da RDC que foram forçados a buscar proteção em países vizinhos (123 mil para a República do Congo e 20 mil para a República Central Africana) devido a conflitos interétnicos envolvendo disputas por recurso naturais (pesca e agricultura) em Equateur, no final de 2009. Aqueles que cruzaram para a República do Congo buscaram abrigo em remotos assentamentos às margens do rio Oubangui.
Outros 10 mil buscaram segurança em regiões da própria província de Equateur, sendo que a maioria retornou às suas vilas com a melhora da situação. 
O ACNUR tem ajudado os retornados com itens de abrigo e construindo mais de 200 casas para os mais vulneráveis. Isso tem promovido também a reconciliação entre as comunidades Enyele e Munzaya, que assinaram um pacto de não agressão no final do ano passado.
Como parte do programa de reconciliação, uma estação de rádio do ACNUR entrou no ar na comunidade em outubro passado. Ela pode ser ouvida do outro lado do rio.]]></content:encoded>
			<category>Congo</category>
			<category>Congo</category>
			<category>República Democrática do</category>
			<category>Repatriação Voluntária</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Fri, 11 May 2012 08:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>ACNUR e Cátedra Sérgio Vieira de Mello lançam concursos de estudos acadêmicos e logomarca</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/acnur-e-catedra-sergio-vieira-de-mello-lancam-concursos-de-estudos-academicos-e-logomarca/</link>
			<description><![CDATA[ACNUR e a Cátedra Sérgio Vieira de Mello anunciam o lançamento de dois concursos para estimular...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[BRASÍLIA, 8 de maio de 2012 (ACNUR) - O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) anunciam o lançamento de dois concursos para estimular a produção acadêmica sobre temas relacionados ao mandato do ACNUR e criar uma identidade visual para a CSVM. 
O “I Concurso Nacional de Estudos Acadêmicos” irá incentivar a pesquisa, reflexão, discussão e produção intelectual sobre a questão dos refugiados, da apatridia e dos deslocamentos forçados em toda a comunidade acadêmica brasileira. O “Concurso de Logomarca da Cátedra Sérgio Vieira de Mello” irá selecionar uma imagem criativa para representar o projeto da Cátedra e facilitar a comunicação com seu público-alvo.
O concurso para escolha da logomarca é aberto ao público geral, sendo que a participação de solicitantes de refúgio e refugiados residentes no Brasil é especialmente incentivada. Já o concurso de estudos acadêmicos é restrito a estudantes de graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado matriculados em instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (<i>Clique <b><media 11165 _blank - "PDF">aqui</media></b> para consultar o regulamento do concurso de estudos acadêmicos e <b><media 11166 _blank - "PDF">aqui</media> </b>para consultar o regulamento do concurso de logomarcas</i>).
A inscrição nos dois concursos é gratuita. Para participar basta enviar os documentos e o trabalho gravado em um CD para o ACNUR, A/C Unidade de Informação Pública, caixa postal 8560, CEP 70312-970, Brasília (Distrito Federal). Somente serão aceitas as propostas com data de postagem até 29 de junho de 2012.
Os trabalhos científicos serão premiados nas categorias “melhor tese de doutorado”, “melhor dissertação de mestrado” e “melhor artigo acadêmico”. No caso do concurso da logomarca não há categorias: apenas uma será declarada vencedora.
Os primeiros colocados no concurso de trabalho acadêmico terão suas pesquisas publicadas no website do ACNUR Brasil e incluídas na reedição do “Diretório de Teses de Doutorado e Dissertações de Mestrado sobre Refúgio, Deslocamentos Internos e Apatridia”. 
A logomarca vencedora será incorporada pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello e divulgada nos sites do ACNUR Brasil e das Universidades conveniadas à CSVM, sendo também utilizada em cartazes panfletos, publicações ou outros mecanismos de divulgação dos eventos relacionados à Cátedra. 
Todos os vencedores receberão certificados do ACNUR, que serão entregues durante o III Seminário Nacional da Cátedra Sérgio Vieira de Mello, previsto para os dias 18 e 19 de setembro de 2012, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 
Implantada a partir de 2003 em toda a América Latina, a CSVM tem como objetivo difundir o Direito Internacional dos Refugiados e promover a formação acadêmica e a capacitação de professores e estudantes nestes temas. Seu nome é uma homenagem ao brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto no Iraque naquele mesmo ano, que dedicou grande parte de sua carreira nas Nações Unidas ao trabalho com refugiados.
No Brasil, participam da cátedra universidades públicas, privadas, leigas e confessionais e o projeto incorporou uma nova vertente: o trabalho direto com os refugiados. Juntamente a produção de conhecimento acadêmico, o atendimento solidário aos refugiados foi definido como nova prioridade.
O ACNUR e a comunidade acadêmica brasileira acreditam que as universidades devem ser centros de excelência para a produção e disseminação do conhecimento sobre a Proteção Internacional da Pessoa Humana, servindo também como espaços de apoio à proteção e integração dos homens, mulheres e crianças que foram forçados a abandonar seus lares e reconstruir suas vidas em outro país.]]></content:encoded>
			<category>Brasil</category>
			<category>Publicar no Facebook</category>
			<category>Capacitação</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Tue, 08 May 2012 15:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Chegada de refugiados congoleses gera preocupações sobre falta de abrigo em Ruanda</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/chegada-de-refugiados-congoleses-gera-preocupacoes-sobre-falta-de-abrigo-em-ruanda/</link>
			<description><![CDATA[O adolescente Arsène está completamente sozinho em Ruanda. Ele se separou de sua família na...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[CENTRO DE TRÂNSITO NKAMIRA, Ruanda, 7 de maio de 2012 (ACNUR) – O adolescente Arsène está completamente sozinho em Ruanda. Ele se separou de sua família na correria para fugir do conflito entre forças do governo e tropas renegadas ao leste do Congo.
&quot;Quando os soldados começaram a atirar, eu corri. Pensei que minha família estava acompanhando”, disse o jovem de 15 anos ao ACNUR após chegar ao Centro de Trânsito Nkamira. Ele é um entre mais de 5.860 pessoas que fugiram da província Kivu Norte na República Democrática do Congo para Ruanda desde 27 de abril.
A maioria é composta por mulheres, crianças e idosos provenientes dos territórios de Masisi e Walikale em Kivu Norte, onde o conflito entre forças do governo e soldados leais ao ex-comandante rebelde Bosco Ntaganda também deixou cerca de 20 mil pessoas na situação de deslocados internos. Notícias de domingo afirmam que o exército tinha finalizado suas operações contra tropas rebeldes.
Arsène disse que o confronto foi caótico, e civis foram vítimas do fogo cruzado. “Primeiro ouvi tiros, depois vi os soldados chegando por trás de uma colina. Um soldado levou um tiro na cabeça. Eu não sei por qual lado ele lutava, todos os soldados estavam usando o mesmo uniforme”, ele lembrou.
&quot;Eu fugi apenas com as roupas do corpo&quot; disse Arsène, que estava vestindo sua camiseta da escola embaixo de um agasalho azul escuro. “Estou em Ruanda, mas sozinho agora”, disse o menino, com a voz suavizada.
A família de Sarah também foi separada no voo para Ruanda de sua vila em Masisi,a oeste da capital de Kivu Norte, Goma. Ela estava trabalhando na terra quando o conflito atingiu sua área.
&quot;De repente, nossos vizinhos vieram correndo, gritando. Disseram que havia um confronto na região, então corri para casa. Dois de meus filhos haviam desaparecido, não sei para onde fugiram. Peguei meus (outros cinco) filhos, alguns quilos de feijão e fugi”, contou a viúva de 40 anos, com um olhar resignado.
&nbsp;As pessoas já estão quase acostumadas com o ciclo de violência no leste do Congo e muitas já se deslocaram diversas vezes. Outros que estão abrigados em Nkamira têm histórias semelhantes à de Sarah. Mas ela manteve-se esperançosa, crendo na habilidade do ACNUR e seus parceiros para ajudá-la a encontrar seus dois filhos perdidos. 
Este recente influxo de pessoas de Kivu Norte sobrecarregou o Centro de Trânsito Nkamira, que foi visitado no domingo por oficiais de Kivu Norte, incluindo o governador Julien Paluku Kahongya, que agradeceu Ruanda por abrigar seus refugiados e afirmou que espera que todos possam voltar para casa logo.
Após cruzarem a fronteira para Ruanda, na cidade fronteiriça de Gisenyi, os recém-chegados foram transportados pelo ACNUR e seus parceiros para o Centro de Trânsito Nkamira, 22 quilômetros ao leste. Eles receberam alimentação e itens como esteiras de plástico, baldes e louça. Mas a principal preocupação é com abrigo, pois o centro de trânsito foi construído para comportar apenas 2.600 pessoas. Com a urgente reforma 19 tendas e construção de 13 novas, a capacidade aumentará para 5.400 pessoas.
Enquanto isso, o governo de Ruanda, o ACNUR e muitos de seus parceiros trabalham incansavelmente para providenciar água limpa, sanitários e serviços de saúde básica. Mas se as pessoas continuarem a chegar em números elevados, haverá falhas críticas na assistência humanitária. 
Liz Ahua, vice-diretora do escritório do ACNUR africano, advertiu que “um novo local deve ser encontrado caso mais refugiados continuem a chegar diariamente”. A taxa de chegados caiu desde a semana passada, mas cerca de 400 entraram em Ruanda no domingo.
Enquanto a agência da ONU para refugiados discute soluções a longo prazo com o governo de Ruanda, necessita urgentemente de doações a curto prazo. Ruanda já abriga 55 mil refugiados congoleses que vivem em três campos lotados em todo o país. 
Recentemente, o Centro de Nkamira serviu de abrigo para ruandeses que retornavam ao país de origem vindos da República Democrática do Congo. Eles ficaram aqui por um ou dois dias antes de serem transportados para suas vilas de origem pelo ACNUR. 
<i>Por Anouck Bronée no Centro de Trânsito Nkamira, Ruanda.</i>]]></content:encoded>
			<category>Ruanda</category>
			<category>Congo</category>
			<category>República Democrática do</category>
			<category>Ajuda Humanitária</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Mon, 07 May 2012 18:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>ACNUR e PMA alertam para a situação de refugiados malineses no Níger</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/acnur-e-pma-alertam-para-a-situacao-de-refugiados-malineses-no-niger/</link>
			<description><![CDATA[O Alto Comissário da ONU para Refugiados António Guterres fez um apelo para a comunidade...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[NIAMEY, Níger, 7 de maio de 2012 (ACNUR) – O Alto Comissário da ONU para Refugiados António Guterres fez um apelo para a comunidade internacional ajudar aos refugiados do Mali e as cidades do Níger que os acolhem. Segundo Guterres é extremamente necessário encontrar uma solução política para prevenir que a situação na região do Sahel se torne uma crise global.
“A comunidade internacional deve mobilizar-se para ajudar os refugiados que estão no Níger e em países do Sahel. Agências humanitárias precisam de mais apoio financeiro”, disse Guterres durante uma visita de quatro dias ao Níger, juntamente com o diretor executivo do&nbsp;Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, Ertharin Cousin.
“É preciso um esforço para encontrar soluções políticas para a situação no Mali. Isso é absolutamente necessário para evitar que a crise vire uma ameaça à segurança de toda a região”, ressaltou o Alto Comissário. A contínua luta entre forças do governo e combatentes rebeldes Tuareg no Mali deslocaram mais de 150 mil pessoas, obrigando mais de 160 mil a procurar refúgio nos países vizinhos, como Burkina Fasso, Mauritânia, Níger e Argélia.
Guterres e Cousin – que assumiu o escritório do Programa Alimentar Mundial no mês passado – chegaram ao Níger no último dia 4 para visitar refugiados e comunidades nas regiões de Ouallam e Maradi, onde a população enfrenta uma escassez de alimentos. “O Níger e outros países do Sahel estão enfrentando uma combinação mortal de seca e segurança alimentar, este dramático problema que o Programa Alimentar da ONU está incumbido de contornar”, afirmou Guterres no último sábado, no campo de refugiados de Mangaizé.
“O ACNUR está transferindo os refugiados das fronteiras instáveis para áreas ou campos de refugiados no interior do país, onde têm mais acesso a água, abrigo e a serviços de saúde. Porém, por causa da persistente instabilidade política e da falta de segurança no Mali, nosso temor é que novos fluxos de pessoas pressionem os países vizinhos”, acrescentou o Alto Comissário.
O campo de Mangaizé, localizado a 75 quilômetros da fronteira com o Mali e a aproximadamente 150 quilômetros da capital Niamey, abriga mais de 3 mil refugiados malineses. Muitos escaparam de ataques nas cidades do norte e fugiram da violência &nbsp;generalizada, chegando ao campo em caminhões.
Ousseini, 30 anos, professor numa escola primária, vendeu sua televisão e algumas cabras para pagar um motorista de caminhão que o levaria da cidade de Menakam – na região de Gao, ao norte do Mali – a Mangaizé, juntamente com sua esposa, filho e sete sobrinhos. A família é originária de Kidal, mas deixou a cidade no começo de abril, quando começaram os ataques. “Nós partimos por causa da insegurança, mas também porque eu não recebia salário desde fevereiro”, explicou. Eles chegaram a Menaka, mas quando a insegurança aumentou e o acesso a remédios e alimentos tornou-se difícil a família decidiu partir em direção ao Níger.
Mariama, 47 anos, também abandonou sua casa em Kidal e foi para Menaka. Ela partiu com seus sete filhos e sua sogra, porém não pode pagar para que todos fossem levados ao Níger. “Vendi a cabra que meu pai me deu para pagar o transporte de Menaka para Níger. Não dava para custear a viagem de todos, então tive de deixar meus três filhos menores com meus primos”, relatou. Seus pais ficaram em Kidal e ela teme pela segurança deles. “Também não pudemos ficar em Menaka, pois meus parentes estavam com dificuldades para alimentar suas próprias famílias e não queríamos incomodar”.
As condições no campo de Mangaizé são difíceis; crianças, gestantes e idosos sofrem com o calor e a aridez. Tarefas simples exigem muito esforço, como bombear água e macerar grãos de sorgo para comer. Muitas pessoas contraíram infecções respiratórias, diarréia, malária e precisam de tratamento na clínica administrada pela ONG Médicos Sem Fronteiras. O ACNUR auxilia no pagamento de ambulâncias para mulheres com problemas gestacionais que precisam de tratamento na cidade de Ouallam, a uma hora do campo.
Ao visitar Mangaizé, Guterres notou&nbsp; as duras condições no campo. Ele reforçou para os refugiados que o ACNUR e seus parceiros estão trabalhando para melhorar as condições de vida. O ACNUR está prestes a levar famílias para um campo com tendas.
Nesta segunda-feira, o Alto Comissário encontrou-se com o Primeiro Ministro do Níger Brigi Rafini e outros oficiais do governo para discutir a situação dos refugiados e reinterar seus agradecimentos ao Níger por hospedar os malineses.
<i>Por Hélène Caux em Niamey, Níger</i>]]></content:encoded>
			<category>Mali</category>
			<category>Níger</category>
			<category>Refugiados</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Mon, 07 May 2012 13:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Conferência sobre afegãos: delegados reforçam estratégias para solucionar situação dos refugiados </title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/conferencia-sobre-afegaos-delegados-reforcam-estrategias-para-solucionar-situacao-dos-refugiados/</link>
			<description><![CDATA[Uma conferência internacional de dois dias realizada esta semana apresentou uma nova estratégia...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[GENEBRA, 4 de maio de 2012 (ACNUR) – Uma conferência internacional de dois dias realizada esta semana apresentou uma nova estratégia para apoiar a repatriação, reintegração sustentável e outras formas de assistência aos refugiados afegão nos países de acolhida. 
Os delegados, vindos de mais de 40 países, se reuniram em Genebra para discutir a proposta elaborada conjuntamente pelo Afeganistão, Irã e Paquistão com o apoio do ACNUR, co-organizador&nbsp; da reunião em parceria com o governo suiço.
António Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, ficou satisfeito com o amplo apoio internacional recebido, e parabenizou os países realizadores. Para ele, a nova estratégia pavimentou o caminho para fortalecer a discussão de novas propostas em busca de soluções para a situação dos refugiados afegãos – uma das mais difíceis do mundo. 
O Alto Comissário disse que a conferência ofereceu orientações substanciais e que o plano apresentado não é apenas resultado de um processo, mas o início de um novo debate.
O objetivo da nova estratégia é preservar o espaço de asilo para os refugiados afegãos nos países vizinhos ao longo dos próximos três anos e, após esse período, incentivar a reintegração sustentável dos afegãos que desejam voltar para casa. Ele fez ainda um apelo pelo apoio aos países que acolhem os afegãos.
Em comunicado conjunto os participantes da conferência “dão boas vindas e apoiam as soluções estratégicas como um quadro integrado de cooperação multilateral e de coordenação das ações.” Afirma também que os três pilares da estratégia exigirão um compromisso entre governos e atores nas áreas humanitárias e de desenvolvimento. 
Além disso, o plano precisará de apoio contínuo e tangível da comunidade internacional.
Os afegãos formam uma das comunidades de refugiados mais antigas e importantes acompanhadas pelo ACNUR. Apesar do retorno de mais de 5,7 milhões ao Afeganistão desde 2002, quase 2 milhões ainda vivem no Paquistão e quase um milhão no Irã. Nos últimos anos, o ritmo de retorno diminuiu. Em 2011, cerca de 70 mil refugiados afegãos voltaram para casa.&nbsp; 
Algumas das estratégias propostas são específicas para as demandas dos afegãos em cada um dos três países.
No Afeganistão o foco é apoiar a reintegração. No documento final do encontro, os participantes reconhecem a necessidade de reforçar o potencial de desenvolvimento e reintegração das comunidades de grande número de retornados, particularmente nos setores de subsistência, serviços básicos e de abrigo. O intuito é criar comunidades viáveis &#8203;&#8203;a longo prazo, incentivando os retornados a permanecer no Afeganistão em vez de deixar o país novamente.
No Irã, os esforços serão direcionados a apoiar o regresso dos refugiados ao Afeganistão, e ajudar a garantir a sustentabilidade destes retornos. No Paquistão, mais ênfase será colocada sobre o repatriamento voluntário e a assistência às comunidades de acolhida onde os refugiados vivem.
A conferência reconheceu os custos econômicos, sociais e o impacto ambiental sofrido pelo Irã e Paquistão em virtude da prolongada situação dos refugiados afegãos, reafirmando a importância da divisão internacional dos encargos. No documento final, a comunidade internacional reforça seu compromisso de contribuir para cobrir as necessidades humanitárias dos afegãos e das comunidades de acolhida afetadas nestes países.
O custo de implementação da estratégia é estimada em 1,9 bilhões de dólares. Embora a reunião realizada em Genebra não tenha sido uma conferência de doadores, o apoio dos doadores será um fator-chave para o desenvolvimento das novas soluções. &nbsp;
]]></content:encoded>
			<category>Afeganistão</category>
			<category>Proteção</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Fri, 04 May 2012 15:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Mais de 20 mil fogem do Congo devido a conflito na província do Kivu do Norte</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/mais-de-20-mil-fogem-do-congo-devido-a-conflito-na-provincia-do-kivu-do-norte/</link>
			<description><![CDATA[Nos últimos dias, mais de 20 mil pessoas abandonam suas casas devido a conflitos entre forças do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[GOMA, República Democrática do Congo, 4 de maio de 2012 (ACNUR) – Nos últimos dias, mais de 20 mil pessoas abandonam suas casas devido a conflitos entre forças do governo e tropas rebeldes no leste do Congo, procurando abrigo na região de Goma, capital da província de Kivu do Norte. A informação foi passada nesta sexta-feira por funcionários do ACNUR.
Em Ruanda, o ACNUR relatou que na noite desta quinta-feira aproximadamente 4.100 civis cruzaram a fronteira de Goma-Gisenyi e foram direcionados para um centro de trânsito, onde receberam assistência emergencial.
Funcionários do ACNUR em campo relataram que o fluxo de pessoas continua – ainda que em menor intensidade – em direção a Goma e regiões próximas, como os territórios de Masisi e Walikale. Cerca de 10.300 foram registradas a 25 quilômetros de Goma e 9 mil em Mugunga III – um dos 31 campos para deslocados internos no Kivu do Norte administrado pelo ACNUR.
Os deslocados chegam aos campos exaustos e famintos, carregando colchões e baldes com itens básicos. Muitos estão com crianças. Centenas estão dormindo em uma escola e uma igreja em Sake. Outras cerca de mil pessoas estão abrigadas no Kivu do Sul.
“Estamos trabalhando com nossos parceiros para fornecer assistência, incluindo abrigo e itens não alimentícios” disse nesta sexta-feira o porta-voz do ACNUR Adrian Edwards. “Nossos funcionários de proteção estão em campo monitorando as necessidades e identificando os deslocados internos vulneráveis”.
Os deslocamentos dos últimos dias somam-se ao movimento massivo de pessoas que deixaram suas casas no Kivu do Norte e nos arredores de Kivu do Sul este ano. A estimativa é de que os conflitos que ocorreram no primeiro trimestre desse ano deslocaram cerca de 300 mil pessoas, segundo os dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, em inglês), baseados em informações do ACNUR e de outras organizações. Mais de 2 milhões de pessoas estão desprotegidas por todo o país, incluído 1.4 milhões nos dois Kivus.
A maior parte dos deslocados está no Kivu do Sul. Somente nos primeiros três meses desse ano 220 mil pessoas deixaram suas cidades por conta de confrontos permanentes entre a milícia Mai Mai e Forças Democráticas de Libertação de Ruanda (FDLR, em inglês). Deslocamentos também foram ocasionados por uma operação militar conjunta das tropas de paz da ONU com as forças armadas congolesas. A operação já está suspensa. 
No Kivu do Norte, o número de embates entre tropas do governo e soldados leais ao comandante rebelde Bosco Ntaganda aumentaram em abril. Segundo estimativas, cerca de 58 mil pessoas se deslocaram na região entre janeiro e março, e outras milhares em abril. 
A agência da ONU para Refugiados está particularmente preocupada com os 38 mil deslocados que estão nos territórios de Masisi e Walikale, situados respectivamente no oeste e noroeste de Goma. O ACNUR não consegue ter acesso a essa população em virtude da insegurança na região. Muitos estão em assentamentos para deslocados internos localizados em áreas que agora estão sob a influência de grupos rebeldes ou milícias. Esses locais são Mpati (9 mil) Nyange (1.305 pessoas) e Kivuye (2.717 pessoas).
Os deslocados que foram para Mpati descreveram casos de assédio sexual, trabalho forçado e extorsão. Também existem relatos perturbadores de estupros no território de Walikale.&nbsp; 
O ACNUR fez um apelo para que as partes em conflito permitam o acesso de ajuda humanitária para os grupos vulneráveis e respeitem os direitos civis, incluindo o direito a segurança, assitência médica e liberdade de movimento. O ACNUR ressaltou ainda a importância da manutenção do caráter civil dos campos, incitando as autoridades dos territórios a aumentar tanto quanto possível a segurança tanto dentro quanto nos arredores deles. 
Enquanto isso, o escritório do ACNUR em Ruanda relatou que, em média, mil pessoas por dia têm cruzado a fronteira para Ruanda pela região de Goma-Gisenyi. Em sua maioria, o grupo é formado por mulheres, crianças e idosos provenientes de Masisi e Walikale. Os recém-chegados estão sendo levados para um centro de trânsito em Ruanda, a 20 quilômetros do Congo, onde recebem assistência humanitária.
]]></content:encoded>
			<category>Congo</category>
			<category>República Democrática do</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Fri, 04 May 2012 14:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
	</channel>
</rss>
