<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
	<channel>
		
		<title>acnur.org: em português</title>
		<link>http://www.acnur.org/t3/</link>
		<description>Últimas notícias da acnur.org em português</description>
		<language>br</language>
		<image>
			<title>acnur.org: em português</title>
			<url>http://www.acnur.org/t3/typo3conf/ext/tt_news/ext_icon.gif</url>
			<link>http://www.acnur.org/t3/</link>
			<width>18</width>
			<height>16</height>
			<description>Últimas notícias da acnur.org em português</description>
		</image>
		<generator>TYPO3 - get.content.right</generator>
		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>
		
		
		
		<lastBuildDate>Wed, 22 May 2013 12:00:00 -0600</lastBuildDate>
		
		
		<item>
			<title>ACNUR pede proteção a civis em meio a retomada dos conflitos na RDC</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/acnur-pede-protecao-a-civis-em-meio-a-retomada-dos-conflitos-na-rdc/</link>
			<description><![CDATA[ACNUR está profundamente preocupado com a eclosão de novos conflitos entre as tropas do governo e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[KINSHASA, República Democrática do Congo, 22 de maio de 2013 (ACNUR)&nbsp;- O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados afirmou nessa quarta-feira que está profundamente preocupado com a eclosão de novos conflitos entre as tropas do governo e os combatentes do grupo rebelde M23, no leste da República Democrática do Congo. 
A Agência da ONU para refugiados está particularmente preocupada com a segurança de milhares de pessoas deslocadas internamente nos campos próximos a Goma,&nbsp; capital da província de Kivu do Norte. “Ontem foram relatados tiroteios próximos a Mugunga 3, campo para deslocados internos , causando pânico entre os mais de 13 mil habitantes, na maior parte mulheres e crianças. Seis moradores locais, que residem nas proximidades do campo, foram feridos durantes os ataques”, disse a agência em um pronunciamento para a imprensa. &nbsp;
Desde a erupção do último conflito&nbsp; nesta terça-feira o campo de Mugunga está esvaziando, com os deslocados internos indo para Goma, 15 quilômetros a leste. Outros também estão indo em direção a Sake, a 10 quilômetros do campo Mugunga. Segundo relatos, além dos deslocados, residentes da comunidade local também têm deixado a região de Mugunga. 
Estima-se que 350 mil deslocados internos vivam atualmente em 55 campos por toda província de Kivu do Norte. Metade dos campos está localizada nas áreas afetadas pelo conflito. Dezenas de milhares de pessoas deixaram a região desde abril de 2012, quando começou um intermitente conflito entre o exército congolês e as forças do M23. O conflito também forçou mais de 60 mil congoleses a buscar refúgio em Uganda e em Ruanda. 
Em novembro de 2012, o M23 tomou a cidade de Goma, mas os dois lados do conflito iniciaram as negociações de paz em Uganda um mês depois. Ao que tudo indica esse acordo foi quebrado. 
O ACNUR pede que os combatentes garantam a proteção de todos os cívis, inclusive dos deslocados internos. 
“O princípio de distinção entre alvos militares e a população civil deve ser respeitado”, disse Kouassi Etien, chefe do escritório do ACNUR em Goma. 
Segundo as estimativas das Nações Unidas, há mais de 2,5 milhões de deslocados internos na República Democrática do Congo, incluindo os 900 mil no Kivu do Norte.&nbsp;]]></content:encoded>
			<category>Congo</category>
			<category>República Democrática do</category>
			<category>Deslocamento Interno</category>
			<category>Ajuda Humanitária</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Wed, 22 May 2013 12:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Governo do México e ACNUR apresentam relatórios sobre integração dos refugiados</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/governo-do-mexico-e-acnur-apresentam-relatorios-sobre-integracao-dos-refugiados/</link>
			<description><![CDATA[O escritório do ACNUR no México e o governo do país apresentaram no início deste mês o relatório...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[CIDADE DO MÉXICO, 8 de maio de 2013 (ACNUR) – O escritório da Agência da ONU para Refugiados no México e o governo do país apresentaram no início deste mês o relatório “<b><media 13370 _blank - "PDF">Refugiados no México. Perfis sociodemográficos e integração social</media></b>”, feito por meio da Unidade de Política Migratória e da Comissão Mexicana de Ajuda a Refugiados, ligados ao Ministério do Interior.
O documento é resultado de uma pesquisa realizada entre os refugiados que chegaram ao México entre 2002 e 2011. O objetivo foi obter dados concretos sobre o perfil das pessoas que chegaram ao país nos últimos anos, assim como seu nível de integração na sociedade mexicana. Cerca de 30% do total da população refugiada foi entrevistada.
A pesquisa foi realizada majoritariamente na casa dos próprios refugiados. As 121 questões referiam-se à situação da moradia, serviços, características sociodemográficas e econômicas dos refugiados, além de informações sobre emprego, educação, acesso aos serviços de saúde, atividades recreativas e percepções de vida. O questionário englobava ainda a situação dos refugiados antes de sair de seus países de origem, sua chegada ao México, o momento de solicitar o reconhecimento da condição de refúgio e sua situação no momento da pesquisa.
O Representante Regional do ACNUR para América Central, México e Cuba, Fernando Protti Alvarado, ressaltou a importância de ter estatísticas atualizadas sobre os refugiados no país. “Sabíamos pouco sobre esta população. O ACNUR fez um levantamento anteriormente mas esta é a primeira pesquisa realizada em parceria com o governo mexicano”. Protti destacou ainda a contribuição do estudo para “tornar visível uma população que, apesar de continuar chegando ao México, é pouco conhecida”.
Durante o evento de divulgação do relatório, Salvador Cobo, um dos autores da publicação, apresentou as principais conclusões do estudo. Ele destacou que a maioria da população é composta por jovens com cerca de 29 anos de idade, 70% são de países latino-americanos, seguidos de países africanos e asiáticos, e mais de 86% vivem na Cidade do México, na área metropolitana e no Estado do México. Destacou uma maior presença de mulheres refugiadas em casos de chegadas mais recentes, provenientes, principalmente, da América Central e do Sul (55,9% e 59,5%, respectivamente).
O evento foi presidido pela Subsecretária de População, Migração e Assuntos Religiosos, professora Mercedes del Carmen Guillén, pelo titular da Unidade de Política Migratória, Omar de la Torre, a Coordenadora da COMAR, Sandra Velasco, e o Representante do ACNUR no México, Hamdi Bukhari.
A subsecretária Guillén ressaltou a importante contribuição deste trabalho “para mostrar a realidade de uma das faces mais dramáticas do fenômeno migratório”. Também parabenizou os envolvidos na elaboração da obra “que é parte do planejamento e defesa de uma causa com a qual o México, a sociedade e o governo estão absolutamente comprometidos”.
“O México é e seguirá sendo um destino generoso, solidário e aberto ao refúgio. A salvaguarda integral do refúgio é uma prioridade, continuaremos honrando este compromisso com fatos concretos e melhorando o desempenho da luta pela defesa dos direitos humanos de acordo com as metas nacionais, sendo um México inclusivo e de responsabilidade global”, concluiu a subsecretária de População, Migração e Assuntos Religiosos.]]></content:encoded>
			<category>México</category>
			<category>Proteção</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Mon, 20 May 2013 12:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Número de refugiados sírios chega a 1,5 milhão, muitos mais estão deixando o país</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/numero-de-refugiados-sirios-chega-a-15-milhao-muitos-mais-estao-deixando-o-pais/</link>
			<description><![CDATA[A Agência da ONU para Refugiados anunciou nesta sexta-feira que já passa de 1,5 milhão os civis...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[GENEBRA, 17 de maio de 2013 (ACNUR)&nbsp;–&nbsp;A Agência da ONU para Refugiados anunciou nesta sexta-feira que já passa de 1,5 milhão os civis sírios que deixaram o país para escapar da violência. “O conflito na Síria continua tendo um efeito devastador na vida daqueles que são obrigados a deixar suas casas”, disse o porta-voz do ACNUR, Dan McNorton, em Genebra. Segundo ele, o número real de refugiados é provavelmente bem superior, “isto porque muitos sírios ainda não foram registrados como refugiados&quot;. 
<br /> A defasagem crescente entre as necessidades dos refugiados e os recursos disponíveis está desafiando a assistência, enfatizou o porta-voz da agência. Desde o começo do ano o ACNUR já registrou cerca de 1 milhão de refugiados – uma média de 250 mil pessoas por mês. No início de junho a agência anunciará a revisão do apelo por fundos para atender as vítimas da crise na Síria.&nbsp; 
&quot;Os refugiados relatam aumento dos embates e a mudança de controle das cidades e vilas, particularmente nas áreas de intensas disputas, o que resulta em mais e mais saídas de civis. Nos últimos quatro meses houve uma rápida deterioração em comparação com os 20 primeiros meses de conflito&quot;, disse o porta-voz do ACNUR. 
Dentro da Síria o ACNUR continua atendendo as necessidades das muitas centenas de famílias deslocadas em Zamarin, nos arredores de Tartus, cidade na costa mediterrânea. Estas famílias deixaram o distrito de Banias, em Latakia, onde eclodiram combates no começo de maio. Algumas famílias encontraram abrigo em uma mesquita e escolas locais, mas a maioria tem sido acolhidas por famílias solidárias em Zamarin.
Estas famílias receberam do ACNUR assistência emergencial na última semana, incluindo cobertores, lençóis, kits de higiene, fraldas e papel higiênico. Muitas famílias disseram que pretendem voltar a Banias, pois as crianças precisam fazer exames escolares.
Parte de um esforço interagencial da ONU, a ajuda do ACNUR distribuída por meio de seus parceiros de 4 a 11 de maio beneficiou 3 mil pessoas. A agência está em Tartus desde o começo de abril e tem presença permanente em Damasco, Aleppo, Hassakeh e Homs. Em toda a Síria, a assistência do ACNUR já alcançou 860 mil deslocados desde o começo deste ano.
No Líbano, o ACNUR ampliou sua capacidade de registro de refugiados. “Mais de 4.200 pessoas procuram nossos escritórios todos os dias para obter o registro. Em abril, mais de 90 mil refugiados foram registrados nos centros do ACNUR. Este total é dez vezes superior ao mês de abril de 2012”, disse o porta-voz McNorton.
O período de espera para a obtenção do documento de refúgio no Líbano diminuiu, levando de 16 a 30 dias para ficar pronto, com exceção do sul do país, onde o centro de registros do ACNUR acaba de se tornar operacional. No entanto, também este novo centro tem diminuído o prazo para emitir o documento. 
O escritório do ACNUR no Líbano também está diminuindo em 8 mil por semana o número de casos aguardando pela obtenção do registro. A agência tem aberto novos centros de registro e está aprimorando os mecanismos de registro, assegurando a realização de entrevistas individuais, fornecendo assistência para o transporte de refugiados e aumentando o número de turnos de trabalho.]]></content:encoded>
			<category>Síria</category>
			<category>Doadores e financiamento</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Fri, 17 May 2013 18:32:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Mianmar realojou milhares de deslocados antes da tempestade Mahasen</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/mianmar-realojou-milhares-de-deslocados-antes-da-tempestade-mahasen/</link>
			<description><![CDATA[Com a ameaça da tempestade Mahasen na costa de Mianmar e Bangladesh, mais de 35 mil deslocados...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[YANGON, Mianmar, 16 de maio (ACNUR) – Com a ameaça da tempestade Mahasen na costa de Mianmar e Bangladesh, mais de 35 mil deslocados internos no Estado de Rakhine, em Mianmar, foram reinstalados em locais mais seguros, seguindo o plano de evacuação do governo do país. Muitos outros mudaram-se espontaneamente para outras comunidades a fim de evitar o impacto da tempestade, que acabou perdendo força na última semana. 
O Estado de Rakhine é lar de mais de 140 mil de pessoas deslocadas pela eclosão de um violento conflito entre comunidades no ano passado. As Nações Unidas estimam que mais de 70 mil - acampados próximo a costa, em áreas baixas ou em abrigos improvisados - nas regiões de Sittwe, Pauktaw e Myebon estejam especialmente vulneráveis aos impactos da tempestade.
A evacuação emergencial começou há uma semana, liderada pelo Estado de Rakhine. Mais de 35 mil deslocados internos foram alojados em prédios públicos, abrigos temporários ou terras mais altas. A operação foi feita sob chuva intensa e ventos fortes. 
“As autoridades garantiram que todos nas áreas de riscos seriam realojados e assistidos sem discriminação”, disse Hans ten Feld, representante do ACNUR em Mianmar. “O ACNUR e outras agências monitoraram o processo para garantir a prioridade das pessoas mais vulneráveis, que as famílias não fossem separadas e que seus direitos fossem respeitados”. 
A equipe do ACNUR em campo também ajudou a esclarecer as dúvidas de alguns deslocados que se recusavam a ser transferidos para os locais determinados pelo governo. Na área rural de Sittwe, deslocados internos em Hmanzi decidiram tardiamente pelo realojamento, levando os trabalhadores humanitários a buscar caminhões para transportá-los para as escolas mais próximas. As autoridades garantiram que eles poderiam retronar ao local depois da tempestade.
Um grupo de 7 mil deslocados em Nget Chaung na cidade de Pauktaw recusou-se a seguir para o alojamento do governo, optando por uma viagem de barco até outro local. Depois do trágico acidente que na última semana deixou 50 desaparecidos, as autoridades passaram a oferecer barcos e escoltas para transportar o grupo. Porém, o transporte teve de ser interrompido com a chegada da tempestade, e as mil pessoas remanescentes abrigaram-se em uma mesquita local, correndo risco de superlotação. 
O ACNUR designou um coordenador sênior para ajudar na avaliação dos locais de alojamento. Ele e outros especialistas aconselharam o governo sobre a adequação das instalações para o grande número de pessoas. 
“O governo e a comunidade humanitária estão fazendo todo o possível para proteger as pessoas”, disse ten Feld. “Depois da tempestade, o foco será na recuperação”.
O ACNUR mobilizou seus estoques de tendas, lençóis plásticos e outros itens emergenciais para atender às necessidades dos deslocados internos de Rakhine no período pós-tempestade. 
O governo de Bangladesh evacuou 1 milhão de pessoas das cidades de risco no sul do país. Estima-se que na região hajam 230 mil pessoas sob o mandato do ACNUR (refugiados, deslocados e apátridas), incluindo 30 mil refugiados Rohingya em dois campos, e mais de 200 mil indocumentados do Estado de Rakhine. O ACNUR antecipou-se identificando possíveis locais de abrigo e separou suprimentos de emergência para o período posterior à tempestade. O governo também garantiu assistir todos os afetados sem qualquer discriminação.&nbsp;]]></content:encoded>
			<category>Mianmar</category>
			<category>Desastres naturais</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Thu, 16 May 2013 16:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Colômbia: soluções sustentáveis para os deslocados</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/colombia-solucoes-sustentaveis-para-os-deslocados/</link>
			<description><![CDATA[O programa “Construindo Soluções Sustentáveis” apoia o processo de resgate cultural, fortalecimento...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[FLORENCIA, Colômbia, 3 de maio de 2013 (ACNUR) – Viver em uma das poucas casas no bairro Malvinas, em Florencia, Caquetá, durante os últimos oito anos tem sido como perder tradições e costumes para as 167 pessoas da comunidade indígena Embera Chamí, deslocadas por três vezes desde os anos de 1960. “Temos viajado pelo país em busca de novos horizontes e territórios... Fomos desalojados de nossa terra mais de uma vez”, conta um líder indígena da comunidade Embera Chamí.&nbsp;&nbsp; 
“Os estrangeiros nos obrigaram a sair de nossas terras com ameaças e o assassinatos de nossos líderes”, diz com tristeza Delfa Aisama, uma indígena deslocada, que perdeu o tio, cacique de sua comunidade, assassinado por um grupo armado ilegal há alguns anos. <br /> <br /> Devido aos conflitos internos na comunidade Embera Chamí, que fica no departamento del Valle, no Canhão de Garrapatas, um grupo mudou-se para Caquetá formando o abrigo Honduras, em 1960. Depois de 28 anos de calma e tranquilidade esta comunidade indígena foi obrigada a abandonar pela primeira vez seu abrigo para enfrentar os riscos na cidade de Florencia. “Não nos adaptamos à cidade, tivemos que mendigar e não nos acostumamos a isso”, comenta Delfa. “Voltamos ao nosso abrigo sem pensar nas advertências de nossos amigos que ficaram em Florencia”, continua. O grupo viveu com tranquilidade no abrigo até 2005, ano em que a ameaça de um ataque obrigou-os a abandonar novamente o abrigo sem saber se algum dia retornariam. 
Obrigados a deixar para trás suas terras, animais, casas e tudo o que tinham no abrigo Honduras, mulheres, homens, crianças e jovens de Embera Chamí chegaram ao bairro Malvinas, desdenhosamente chamado pelos florencianos de “a rua dos índios” por causa da grande chegada de índígenas nos anos 1980. “Vivíamos em 40 pessoas em uma casa lotada, em extrema pobreza. Não reconheceram nossos direitos fundamentais, tampouco nossos direitos coletivos”, diz outro líder da comunidade. 
Discriminados, esgotados e conscientes da impossibilidade de regressar ao abrigo Honduras, a comunidade solicitou ajuda da justiça e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que aconselhou-a a apresentar uma ação para exigir das instituições uma resposta para a situação: “queremos preservar a vida de nosso povo”, afirma Abeiro Guasiruma, professor da comunidade. Ele permitiu que em 2009 a sentença Nº 0125 ordenasse às instituições responsáveis que tivessem mais agilidade em relação ao processo de deslocamento da comunidade Emberá Chami. &nbsp;
Um ano depois o Instituto Colombiano para Desenvolvimento Rural (Inconder) adquiriu um terreno de 294 hectares na fazenda São José Canelo, a aproximadamente 30 minutos de Florencia, para ser o território da comunidade. “Sem território não somos nada”, acrescenta Delfa. 
No entanto, apesar da disposição da comunidade e das instituições, por quase três anos a falta de coordenação impediu que se efetivasse de forma digna a realocação de 45 famílias do grupo no novo território. 
Em 2012, o Programa Interagencial “Construindo Soluções Sustantáveis” (TSI - Colômbia), do ACNUR e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), iniciou a implementação de uma metodologia inovadora que originou o planejamento participativo da reunificação indígena, liderada pelas autoridades locais juntamente com a comunidade, além da Fundação Yapawayara e o ACNUR. A metodologia assegurou um processo de escuta e diálogo através de ferramentas como o diagnóstico participativo, o Plano de Vida e o desing inteligente das casas com base na cultura da comunidade. “Em primeiro lugar, estivemos de acordo em construir as casas como nos disseram, já estávamos cansados de não ter onde viver; mas logo nos permitiram fazer parte do processo e nós, tanto os homens como as mulheres, desenhamos o que seriam nossos novos lares”, diz Albeiro Guasiruma.<br /> <br /> Graças ao acompanhamento do ACNUR e Yapawayra, que aceleraram a construção das casas e das instalações de água e esgoto, formou-se um comitê para impulsionar o processo de reunificação no âmbito do Comitê Departamental de Justiça de Transição. “As instituições revisaram seus compromissos na primeira reunião e fecharam um acordo para começar a reunificação no início de 2013”, ressalta Jovanny Salazar, chefe de escritório do ACNUR em Neiva. 
Sem a participação das instituições locais este processo não seria possível porque “são as instituições que devem garantir a sustentabilidade futura do TSI&nbsp; e sua replicação para outras situações”, diz Jovanny. 
Depois de oito meses de trabalho duro e iniciando a construção do Plano de Vida Indígena, a comunidade Embera Chami reside agora em São José Canelo, no território que ganhou o nome de CHAMI PURU ou povoado Embera. Os desafios são muitos, porém as instituições e comunidade que participam do programa “Construindo Soluções Sustentáveis” reafirmaram seu compromisso de continuar apoiando o processo de resgate cultural, fortalecimento comunitário e sustentabilidade deste comunidade. “Para mim esta iniciativa do ACNUR e das demais organizações é espetacular, muito importante para nossa comunidade indígena, é a nossa vida. Agora este sonho se tornará realidade”, afirma com alegria Delfa Aisama.
<i>Por Diana Díaz Rodríguez em Chami Puru, Florencia, Caquetá.</i>]]></content:encoded>
			<category>Colômbia</category>
			<category>Deslocamento Interno</category>
			<category>Povos Indígenas</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Mon, 13 May 2013 18:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>ACNUR ganha prêmio Lápiz de Mérito no Festival One Show 2013</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/acnur-ganha-premio-lapiz-de-merito-no-festival-one-show-2013/</link>
			<description><![CDATA[ACNUR ganhou o prêmio de Mérito no Festival One Show 2013 com a campanha “Vamos calçar os sapatos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[BOGOTÁ, Colômbia, 10 de maio de 2013 (ACNUR) – O Alto Comissariado das Nações Unidas para para refugiados (ACNUR) ganhou o prêmio de Mérito no Festival One Show 2013<i>&nbsp;</i>com a campanha <i>“Vamos calçar os sapatos dos refugiados e dar o primeiro passo para entender sua situação”.</i> 
One Show é considerado um dos maiores prêmios da publicidade. A cada ano um grupo de 30 publicitários de todo o mundo reúne-se durante uma semana para julgar cerca de 20 mil trabalhos nas categorias impressa, televisiva, <i>outdoor</i> e rádio.&nbsp; &nbsp;
Este é o terceiro prêmio que o ACNUR recebe com esta criativa campanha , que ganhou também o Ouro no Festival Internacional Olho Iberoamérica 2012, na categoria PR-Campanhas, &nbsp;e o terceiro lugar no Festival Iberoamericano de Publicidade (Fiap) 2012, na categoria PR-Comunicação Institucional. 
A campanha foi realizada em caráter pro-bono pela agência de publicidade Sancho BBDO/Colômbia. Com uma simples porém grandiosa ideia, a campanha promoveu a conscientização do público sobre a condição enfrentada por 43 milhões de deslocados e refugiados ao redor do mundo.&nbsp;“Uma idéia simples pode comunicar uma grande verdade, mas você sempre vai precisar de uma implementação forte e objetiva, estes foram os ingredientes que, misturados, nos levaram a colocar as vivências de muitos sapatos usados &#8203;&#8203;pertencentes aos mesmos refugiados em caixas de papelão, o que terminou gerando o boca a boca que foi preciso ao redor do mundo para que esta ideia prosperasse”, disse Alejandro Calero, diretor criativo da campanha.
A campanha foi lançada em novembro de 2010 no Brasil e divulgada nos anos seguintes para os demais países da América Latina, além de África e Europa, circulando, por exemplo, em países como Colômbia, Costa Rica, Espanha, México, Suíça e Tunísia. O objetivo era promover a tolerância com refugiados e deslocados internos por meio de um simples objeto: um par de sapatos, que todos nós usamos todos os dias independentemente da cor da pele, nacionalidade ou posição social.&nbsp;
Celebridades como Enrique Iglesias, James Blunt, Iker Casilla, Eric Cantona, Alejandro Sanz, Pep Guardiola, Vincente del Bosque, Mário Vargas Llosa e o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, uniram-se para reforçar a mensagem da campanha. Ao longo dos anos de divulgação e várias atividades em diversas partes do mundo “Calce os sapatos” sensibilizou mais de duas milhões de pessoas e ofereceu programas de microcréditos a 8 mil refugiados nas Américas, que assim puderam recomeçar suas vidas em um novo lugar.
Histórias reais de pessoas deslocadas e refugiadas ao redor do mundo podem ser encontradas no site oficial da campanha <link http://www.ensuszapatos.org/ _blank - "Opens external link in new window">www.ensuszapatos.org</link> ou&nbsp;<link http://www.ensuszapatos.es/ _blank - "Opens external link in new window">www.ensuszapatos.es</link>, juntamente com outros produtos, como vídeos, áudios, notícias e fotos das pessoas que calçaram os sapatos dos refugiados e deram visibilidade a causa daqueles que não tiveram outra opção a não ser deixar seu país para trás.&nbsp;]]></content:encoded>
			<category>Colômbia</category>
			<category>Fazendo a Diferença</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Fri, 10 May 2013 20:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Na Romênia, refugiado congolês vive como os romenos</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/na-romenia-refugiado-congoles-vive-como-os-romenos/</link>
			<description><![CDATA[O romance de Jean-Louis Kialoungou com a Romênia começou antes de ele chegar  ao país, em meados...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[BUCARESTE, Romênia, 10 de maio (ACNUR) – O romance de Jean-Louis Kialoungou com a Romênia começou antes de ele chegar&nbsp; ao país, em meados dos anos 1990.&nbsp; Ao longo dos anos, este refugiado congolês tornou-se mais romeno que muitos romenos.
Enquanto a Romênia se preparava para as eleições gerais de dezembro passado, por exemplo, ele parecia mais preocupado que muitos eleitores sobre o destino do país que o acolheu. “ Perguntei aos meus colegas e amigos: o que você acha dos candidatos? A maioria não tinha nem ideia!”, disse Jean Louis, reclamando em romeno fluente sobre a apatia local em relação à política.
“Por quanto tempo nós romenos seremos tratados como inferiores a outras nações europeias? O que eles têm que nós não temos?”, ele perguntou com uma paixão que contraria não só suas raízesmas&nbsp; também o fato que, como refugiado, ele não tem direito ao voto. Jean-Louis veio para a Romênia da República do Congo há 16 anos, quando tinha 34 anos. Hoje – assim como fortes opiniões sobre a política romena – ele tem um trabalho estável, uma família e uma casa, e mantém o brilho nos olhos e&nbsp; a&nbsp; energia que o ajudaram a superar as adversidades.
“Eu moro aqui, tenho uma filha e quero ver mudanças para melhor”, disse Jean-Louis que em 1996 deixou um país assolado por agitação política e em direção à guerra civil, que eclodiu em 1997.
Ele aterrissou no aeroporto de Bucareste em outubro de 1996 com a namorada Daniela, uma romena que conheceu ainda no Congo e casou-se posteriormente. Eles tinham passagens para Paris, mas planejavam passar os primeiros dois meses com a mãe de Daniela na Romênia.
“Não sei o que aconteceu, me apaixonei por este lugar”, disse Jean-Louis, que hoje vive em uma casa com um grande jardim em Chitila – uma cidade nas imediações de Bucareste –com sua esposa e a filha de 14 anos, Letitzia.
Ele trabalha no Banco BRD em Bucareste, administrando transferências de dinheiro. Em casa, ele gosta de cuidar do jardim, onde cultiva vegetais, árvores frutíferas e uvas.
Em Chitila ele é conhecido por seujeito amistoso e por ser o único negro da vizinhança. Os vizinhos o apresentaram ao tzuica, um conhaque romeno artesanal.
“Foi fácil me integrar&nbsp; à&nbsp; sociedade romena e tenho orgulho disso”, contou Jean-Louis. “Quando você chegaa um lugar é você quem deve se adaptar e lutar para ser aceito, não o contrário.”
No entanto, um recente episódio no centro de Bucareste, quando um homem gritou palavras racistas enquanto Jean-Louis falava em seu celular, foi um lembrete que a vida nem sempre é fácil em uma Romênia predominantemente branca.
“Ele pensou que eu teria porque ele estava em um grupo de trabalhadores, mas eu interrompi minha ligação e&nbsp; disse: ‘Com licença senhor. Eu lhe incomodei de alguma forma? Por que você está assim comigo? Você está aqui fazendo seu trabalho e eu estou a caminho do meu’”, lembra Jean-Louis.
Coragem e força de vontade ajudaram Jean-Louis a reconstruir um lar na Romênia. Ele também acredita que sua educação em literatura francesa e comunicação na República&nbsp; do Congo o ajudaram a se relacionar bem com as outras pessoas.
“Você também tem que saber o que quer fazer com a sua vida”, afirma, dizendo que ser refugiado na Romênia não foi necessariamente mais difícil que em outros países onde há mais oportunidades e melhores salários.
“As pessoas aqui são boas e o país tem potencial”, disse, “mas tem momentos, como [os gritos racistas] ontem por exemplo, que eu realmente sinto saudades da África.”
A saudade de casa o acerta em cheio quando ouve música congolesa enviada por um amigo. “Ontem, senti como se eu estivesse no Congo. Se alguém tivesse me dito, vamos voltar, teria ido sem pensar duas vezes.” 
Nos 21 anos desde que a Romênia assinou a Convenção de Refugiados da ONU, mais de 3.550 pessoas receberam proteção internacional. Apesar&nbsp; de a lei romena proteger os refugiados, muitos têm dificuldades de acesso a seus direitos e a reconstruir sua vida na Romênia. No ano passado, o país recebeu cerca de 2.500 solicitantes de refúgio.
<i>Por Andreea Anca em Bucareste, Romênia</i>
<i>Obrigado à voluntária do&nbsp;</i><link http://www.onlinevolunteering.org/ _blank><i>UNV Online</i></link><i>&nbsp;Isabela Fontanella pelo apoio na tradução deste texto do inglês.</i>]]></content:encoded>
			<category>Romênia</category>
			<category>Congo</category>
			<category>República Democrática do</category>
			<category>Integração local</category>
			<category>Histórias com rosto</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Fri, 10 May 2013 16:40:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Determinada, refugiada sudanesa prefere estudar a casar</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/determinada-refugiada-sudanesa-prefere-estudar-a-casar/</link>
			<description><![CDATA[Aida não quer ficar presa a um casamento precoce e dependente do seu marido, como muitas outras...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[CAMPO DE REFUGIADO YUSUF BATIL, Sudão do Sul, 8 de maio (ACNUR) – Há um ano, a determinação de Aida Budjut para continuar seus estudos conflitou com a posição de sua avó, que acreditava que a menina de 16 anos deveria se casar e ter filhos. Mas Aida, uma refugiada do Sudão, não iria ser influenciada, e com o apoio de um aliado poderoso – seu pai- ela está ganhando a discussão. A adolescente recentemente começou um curso de seis meses que prepara não-falantes de inglês para aprender a lingua, e eventualmente ensiná-la em escolas primárias. 
Ela foi uma dos 400 refugiados no Sudão do Sul aceitos para o curso ministrado pela Windle Trust International, um parceiro do ACNUR. Ela também começou a trabalhar como professora numa escola infantil no campo de refugiado Yusuf Batil, depois de terminar um curso de um mês sobre desenvolvimento infantil precoce (ECD em inglês). O ACNUR dá muita importância ao acesso à educação para os refugiados, especialmente as mulheres. 
No entanto, embora Aida esteja ganhanho o equivalente a US$ 250 por mês para ajudar a sua família, sua avó Rajab, não está convencida. “Minha avó pensou que assim que fizesse o curso, eu ficaria satisfeita e começaria avaliar um possível casamento, mas ela não entende o que eu quero”, disse Aida. 
Aida explica que ela não quer ficar presa a um casamento precoce e dependente do seu marido, como muitas outras jovens que ela conhece. Até o momento ela recusou três pretendentes. “Quem vai casar com ela, se continua recusando as propostas de casamento?”, reclama sua avó. 
É uma frase que a menina se acostumou a ouvir, após meses sozinha com a sua avó Rajab, de 60 anos, no campo de Yusuf Batil. A família inteira fugiu de sua cidade no estado de Nilo Azul no Sudão no final de 2011, depois do lugar se tornar alvo dos conflitos entre as forças armadas sudanesas e o grupo Movimento Popular de Libertação do&nbsp;Sudão Norte.
Aida e Rajab se separaram do restante da famíia e foram sozinhas para o Sudão do Sul. Preocupada sobre como poderia tomar conta de sua neta, Rajab acreditou veemente que um casamento seria a única forma de garantir alguma segurança financeira para a menina. 
Para escapar da insistência da avó, Aida saiu pelo campo com aproximadamente 38 mil pessoas a procura de alguma coisas para fazer ou estudar. A situação começou a mudar quando seus pais e irmãos chegaram ao campo. “Fiquei tão feliz em ver meus pais, não só pelo fato de estarem vivos”, disse ela, “mas também porque meu pai discorda da postura da minha avó quanto ao meu casamento”. 
Não muito tempo depois do reencontro da família, Aida estava indo ao mercado do campo de refugiados quando viu o que parecia ser um grupo de estudantes de umas das escolas do lugar. Percebeu que o grupo tinha a sua idade e participava de um workshop sobre professores para pré-escola. 
“Fiquei lá até que o professor me convidou para entrar no grupo. Era como voltar à escolar, fiquei muito animada”, recorda ela que fez o curso de um mês sobre ECD. 
A jovem está adorando o curso para professores do ACNUR, financiado pela Wingle Trust, e está confiante do bom trabalho que está fazendo. Como a maior parte do outros alinos, ela foi alfabetizada em árabe, mas precisa lecionar em inglês, a principal língua do Sudão do Sul. 
“Pode até não ser a continuação dos meus estudos de segundo grau, de forma convencional. Mas é definitivamente uma contribuição para meus objetivos de vida, que é aprender inglês e me tornar professora”, diz a Aida. Os estudantes, todos não-falantes da língua inglesa, são ensinados a utilizar técnicas audiovisuais e corporais para o ensino. 
“Qualquer não-falante da língua inglesa pode ser treinado para, ao final do curso, ensinar inglês, e nesse caso, na escola primária”, explica Deborah Namukwaya da &nbsp;Windle Trust, quem gerencia o programa de formação de professores do ACNUR no campo de refugiados próximo ao município de Maban, no estado do Alto Nilo.&nbsp; 
Ao completar o treinamento, os novos professores, como Budjut, darão aulas para 40 ou 50 crianças em idade escolar. No final de 2012, aproximadamente 20 mil crianças estavam matriculadas nas escolas de Maban, nos quatro campos de refugiados, que juntos abrigam 116 mil pessoas. Um quinto campo foi aberto recentemente. 
A avó Rajab parou de insistir que Aida se case imediatamente, mas ainda acha que a neta deveria encontrar um marido antes dos 20. 
<i>Por Pumla Rulashe no campo de refugiado Yusuf Batil, Sudão do Sul.&nbsp;</i>]]></content:encoded>
			<category>Sudão do Sul</category>
			<category>Sudão</category>
			<category>Educação</category>
			<category>Fazendo a Diferença</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Wed, 08 May 2013 14:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>Encontro em Brasília debate desafios da integração de migrantes, refugiados, retornados e apátridas</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/encontro-em-brasilia-debate-desafios-da-integracao-de-migrantes-refugiados-retornados-e-apatridas/</link>
			<description><![CDATA[O Instituto Migrações e Direitos Humanos e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[BRASÍLIA, 08 de maio de 2013 (ACNUR) – Para debater os desafios e contribuir com propostas para a integração de migrantes, refugiados, brasileiros retornados e apátridas no Brasil, o Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) realizam até amanhã, em Brasília, o IX Encontro Nacional das Redes de Proteção. 
O evento reúne cerca de 50 entidades de todo o país, envolvidas com a atenção a migrantes e refugiados que vivem no Brasil e associadas à Rede Solidária para Migrantes e Refugiados, coordenada pelo IMDH. 
Com o tema “Migrantes, Refugiados, Retornados e Apátridas: os Desafios da Integração”, o encontro busca avaliar a conjuntura e os aportes existentes para cada uma destas populações e formular propostas para melhorar seu acesso aos benefícios sociais, além de sua efetiva integração à sociedade brasileira. 
Segundo Rosita Milesi, diretora do IMDH e anfitriã do evento, estes grupos têm suas especificidades, mas um universo comum de necessidades. “São pessoas em situação social vulnerável que quando chegam aqui no Brasil precisam de mecanismos que as ajude a recomeçar”, disse ontem, na abertura do evento. 
Para a diretora do IMDH, a integração supõe quatro dimensões: socioeconômica, político-jurídica, cultural e acolhimento social. “Vamos aprofundar nosso conhecimento sobre este cenário para migrantes, refugiados, retornados e apátridas e pensar na integração especialmente por meio dos direitos socioassistenciais que já existem, estão regulamentados e podem ser estendidos a estas populações”, disse Milesi. “Os entraves são muitos, por isso é importante debater sobre estes direitos e as lacunas que precisam ser resolvidas”, completou. 
Além do IMDH, a sessão de abertura teve a participação do Representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez, do Presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), Paulo Abrão, do Secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Leonardo Steiner e do Embaixador do Haiti no Brasil, Madsen Cherubin. 
Para o Represente do ACNUR, o encontro das redes é uma oportunidade única de “trocar experiências com as entidades que lá na ponta acolhem e conhecem a realidade das vítimas de violência e de situações econômicas muito difíceis”. Ele explicou que ao longo do tempo o mandato do ACNUR – que inicialmente abarcava somente refugiados – foi alterado para incluir outras categorias de pessoas que também precisam de proteção, como deslocados internos em razão de conflitos e apátridas. Estes últimos – cuja situação também é tema do encontro das redes – são pessoas sem nacionalidade reconhecida por nenhum país e por isso são totalmente alijadas de seus direitos civis e sociais. 
Segundo o presidente do CONARE, Paulo Abrão, a realidade é sempre mais complexa e rápida do que a capacidade de ação dos governos, daí a importância de ouvir quem está na linha de frente da assistência a refugiados e migrantes. “Todos nós trabalhamos com os mesmos princípios e valores, porém em papéis e esferas distintos. O que nos dá oportunidade de melhorar nosso trabalho é compartilhar nossas vivências, porque sem gerar indignação em torno dos problemas não somos capazes de criar soluções concretas”, disse Abrão. 
“Não poderia perder a oportunidade de agradecer a vocês brasileiros pelo apoio que têm dado aos cidadãos do meu país”, disse o embaixador do Haiti no Brasil, Madsen Cherubin, referindo-se às decisões do governo para regularizar a situação migratória dos haitianos de chegaram ao Brasil após o terremoto de 2010, mas especialmente às entidades que acolhem e apoiam diretamente os imigrantes haitianos em todo o território nacional. 
Os debates seguiram com o diretor da Revista REMHU, Roberto Marinucci, que apresentou um panorama global das migrações e, em seguida, o oficial de Proteção do ACNUR, Gabriel Godoy, fez uma exposição sobre apatridia, apresentando as convenções internacionais e os principais problemas enfrentados pelas pessoas que não têm nacionalidade reconhecida por nenhum país. 
As entidades da rede votaram uma moção de apoio ao anteprojeto de lei de apatridia. Elaborado pelo ACNUR em parceira com a Secretaria Nacional de Justiça e apoiado pela sociedade civil, o anteprojeto reflete os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na proteção de apátridas, propõe procedimentos para determinação desta condição e um estatuto que estabelece os direitos e deveres de apátridas no território nacional. O anteprojeto em breve deverá ser encaminhado pelo poder executivo ao Congresso Nacional. 
Nesta quarta-feira (08/05) haverá o debate “Os direitos sócioassistenciais básicos e respectivos mecanismos de acesso”, apresentado pelo secretário estadual de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Daniel Seidel, com a coordenação do presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), Paulo Sérgio de Almeida. A mesa “Tráfico humano” vai tratar do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, a participação da sociedade civil, além do tema migração haitiana e Direitos Humanos, com a participação do presidente do CONARE e da advogada do Ministério da Justiça, Fernanda Anjos. &nbsp;A atenção aos brasileiros e brasileiras que retornam ao país será abordada pelo presidente do Núcleo de Informação e Apoio a Trabalhadores Retornados do Exterior (Niatre-Isec), Reimei Yoshioka. 
No último dia de encontro, sexta-feira (09/05), os participantes debaterão a proteção a crianças imigrantes e refugiadas que chegam ao Brasil desacompanhadas, além de um levantamento sociodemográfico sobre refugiados que está sendo feito pelo Instituto de Pesquisas Avançadas (IPEA), em parceria com o ACNUR e o CONARE.&nbsp; 
A Rede Solidária para Migrantes e Refugiados é um espaço de articulação aberto, tanto em âmbito nacional quanto internacional, em favor da causa dos migrantes e dos refugiados. As instituições e organizações associadas estão espalhadas por todo o Brasil. O propósito da rede é facilitar e favorecer os contatos, a articulação, o intercâmbio, a localização das entidades, na atuação junto e a favor dos migrantes e dos refugiados.
Segundo estatísticas do Governo atualizadas até março deste ano, o Brasil abriga um total de 4.262 refugiados reconhecidos, vindos de mais de 70 países, sendo a maior parte de angolanos (1.060), colombianos (738) e congoleses (570). O debate e a troca de conhecimento entre as entidades da rede são ferramentas importantes para elaborar ações que atendam às necessidades de acolhimento deste público tão diverso.
<b>IX Encontro Nacional das Redes de Proteção</b><br /> Data: de 07 a 09/05 <br /> Local: Centro Cultural de Brasília (SGAN, Av. L2 Norte, quadra 601 – Módulo B) ]]></content:encoded>
			<category>Brasil</category>
			<category>Proteção</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Wed, 08 May 2013 12:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
		<item>
			<title>ACNUR solicita exemplos de boas práticas em questões de Fé e Proteção</title>
			<link>http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/acnur-solicita-exemplos-de-boas-praticas-em-questoes-de-fe-e-protecao/</link>
			<description><![CDATA[Dando seguimento ao diálogo do Alto Comissário em dezembro de 2012 sobre Aplicação de exemplos de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<i>Dando seguimento ao diálogo do Alto Comissário em dezembro de 2012 sobre Aplicação de exemplos de Fé e Proteção: melhores práticas das organizações confessionais/comunidades de fé locais para alcançar resultados em matéria de proteção.</i>
<b>Antecedentes</b>
As organizações confessionais (FBO, na sigla em inglês) e as comunidades de fé locais (LFC, em inglês) têm sido valiosas parceiras na proteção e assistência desde a criação do ACNUR. O <link el-acnur/alto-comisionado/dialogo-del-alto-comisionado-sobre-los-desafios-de-la-proteccion/dialogo-del-alto-comisionado-sobre-los-desafios-de-la-proteccion-2012/>quinto Diálogo do Alto Comissário sobre os Desafios em matéria de Proteção, com o tema “Fé e Proteção”</link>, destacou o importante papel que desempenham estas intituições e iniciativas na proteção a refugiados, solicitantes de refúgio, deslocados internos e apátridas.&nbsp; 
No encerramento do Diálogo, o Alto Comissário fez uma série de sugestões que impulsionaram as seguintes iniciativas:<br /> 1) Destacar as boas práticas das organizações religiosas e das comunidades de fé locais na obtenção de resultados em matéria de proteção, inclusive em colaboração com o ACNUR; 2) Desenvolver um Código de Conduta para os líderes religiosos que trabalham com refugiados, solicitantes de refúgio, deslocados internos e apátridas; 3) Identificar temas chave para pesquisa e capacitação em matéria de fé e proteção, que mereçam ser aprofundados; e 4) Preparar guias que sensibilizem os funcionários do ACNUR e seus parceiros em questões de fé e religião². Este solicitação de exemplos foi desenhada para impulsionar o processo relativo à primeira das quatro orientações mencionadas.&nbsp; <br /> <br /> 
<b>Objetivo</b>
O objetivo desta proposta é documentar as conquistas na proteção dos refugiados, solicitantes de refúgio, deslocados internos e apátridas que tenham resultado de boas práticas das organizações religiosas ou comunidades de fé locais, inclusive por meio de parceria com o ACNUR. Um evento paralelo sobre Fé e Proteção a ser realizado nas Consultas Anuais do ACNUR com ONG’s em 2013 analisará detalhadamente as questões que surgem a partir dos exemplos apresentados e destacará as boas ações. 
As boas ações podem se referir, por exemplo, ao papel das FBO/LFC em: 
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acolher os refugiados, apátridas e deslocados internos nas comunidades locais; 
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lutar contra a xenofobia e a descriminação;
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ajudar na obtenção de soluções duradouras para o deslocamento forçado e apatridia;
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover a reconciliação e a convivência pacífica;
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apoiar as necessidades multidimensionais das pessoas e comunidades, inclusive no apoio psicossocioal; 
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover a coesão comunitária, inclusive por meio de mecanismos de proteção comunitária;
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Oferecer proteção física às populações de refugiados, deslocados internos e apátridas;
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Advogar pelo acesso humanitário, o fortalecimento de sistemas de refúgio nacional, o respeito ao princípio da não devolução e outras formas de proteção, inclusive mobilizando o apoio a organizações de base; e 
·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inovar modelos de associações entre as FBO/LFC e o ACNUR.
<b>Processo</b>
Todos os exemplos devem ser enviados a José Riera (<link riera@unhcr.org>riera@unhcr.org</link>), com cópia para Marie-Claude Poirier (<link poirier@unhcr.org>poirier@unhcr.org</link>), antes da data limite, <b>15 de maio de 2013</b>. A redação dos exemplos deve ser de duas a quatro páginas, respondendo o máximo possível das perguntas seguintes e incluindo os dados completos dos candidatos ou organizações que apresentam os exemplos. Estão convidados a participar apresentando boas práticas qualquer líder religioso, representante de comunidades de fé locais e representante de organização religiosa, funcionário do ACNUR ou acadêmico. 

<b>Perguntas de orientação para as FBO/LFC:</b>
1)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Descreva brevemente os resultados em matéria de proteção de sua FBO/LFC e as atividades realizadas para atingi-los. 
2)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;De que forma sua identidade, motivações e/ou estruturas religiosas levaram a essas atividades? &nbsp;
3)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Como você descreveria a sua FBO/LFC (por exemplo filiação religiosa, tamanho, estrutura, redes e outras atividades)?
4)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Quais pontos fortes e/ou deficiências resultaram de sua identidade, motivação e/ou estrutura religiosa para alcançar estes resultados na proteção? Por que? 
&nbsp;5)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Você se relaciona com outras organizações ou parceiros nestas atividades, incluindo outra minoria/maioria religiosa, membros da comunidade, organizações seculares, etc? Se a resposta for afirmativa, até que ponto o esforço é reforçado ou criou-se novos desafios? &nbsp;
6)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Você é parceiro do ACNUR? Como é essa parceria? Enfreta desafios no desenvolvimento e na ampliação de sua cooperação em relação a proteção com o ACNUR ou outras instituições humanitárias que não são ‘confessionais’? 
7)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O que você mais valoriza no seu trabalho com o ACNUR? (por exemplo, qual é a sua opinião sobre o valor agregado do ACNUR para alcançar o seu objetivo de proteção)? &nbsp;
8)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Estes exemplos poderiam ser reproduzidos em nível local e/ou nacional? Que lições é possível obter desta experiência?&nbsp;&nbsp;
*Baixe as orientações em formato PDF

<b>&nbsp;Notas:</b>
<sup>1</sup>&nbsp;Estas condições estão definidas no <link fileadmin/scripts/doc.php?file=t3/fileadmin/Documentos/BDL/2013/9068>Documento de Discussão do Diálogo do Alto Comissariado sobre Fé e Proteção, concluído em dezembro de 2012</link>.
<sup>2</sup>&nbsp;Veja o <link fileadmin/scripts/doc.php?file=t3/fileadmin/Documentos/BDL/2013/9069>Resumo da Presidência do Diálogo do Alto Comissariado sobre Fé e Proteção de dezembro</link>.]]></content:encoded>
			<category>Alto Comissário</category>
			<category>Proteção</category>
			
			<source url="http://www.acnur.org">ACNUR</source>
			<pubDate>Thu, 02 May 2013 12:00:00 -0600</pubDate>
			
		</item>
		
	</channel>
</rss>