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Forçados a se deslocar de suas terras, os awás da Colômbia lutam para sobreviver

Comunidades indígenas da Colômbia que foram deslocadas pelo conflito armado estão diante de um futuro incerto.

28 Dec 2017

VILLAGARZÓN, Colômbia, 28 de dezembro de 2017 (ACNUR) – Em suas terras ancestrais, nos bosques úmidos da Colômbia, o líder awá mayasquer Cuasaluzan Nastacuas caçava, criava seu rebanho e cultivava o necessário para alimentar sua família.

Entretanto, agora que é uma das pessoas forçadas a se deslocar devido ao conflito armado interno testemunhado pela Colômbia durante mais de 50 anos, este homem de 63 anos se levanta todos os dias às três da manhã para buscar emprego como jornaleiro na capital departamental, localizada a uma hora e meia de ônibus.

“Quando vivíamos no bosque, trabalhávamos na terra, plantávamos mandioca e tínhamos uma criação de porcos. Nunca havíamos trabalhado na cidade antes de sermos deslocados”, explica seu filho, Armando Cuasulzan Pai.

Os povos indígenas como os awá mayasquer estão entre os que se viram mais afetados pelo conflito armado interno da Colômbia que causou o deslocamento forçado de 7,6 milhões de pessoas, tanto dentro do país como para além das fronteiras nacionais.

Esta comunidade, cujas terras se encontram no departamento de Nariño, ao sudoeste de Colômbia, ficou encurralada devido ao fogo cruzado entre o exército e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Na Colômbia, um dos países de maior diversidade étnica do mundo, vivem 102 diferentes povos indígenas, sendo que um terço desses, incluindo os awá, se encontram em risco de extinção por causa do conflito e deslocamento forçado, de acordo com dados da Corte Constitucional da Colômbia.

“É importante considerar que a convivência em grupo é fundamental para suas vidas”, disse Harold Juajibioy, funcionário do ACNUR que trabalha com os awá. “Quando o conflito armado chega ao seu território, o sentimento de unidade é o primeiro aspecto afetado. Não se prejudica apenas uma pessoa, mas sim toda a comunidade”.

Em 2011, a Corte Constitucional da Colômbia determinou a adoção de medidas cautelares para proteger o povo indígena awá. Finalmente, em abril do ano passado, depois de permanecerem deslocados internos por seis anos, o governo entregou 239 hectares de terra a 17 famílias awá deslocadas no município de Villagarzón, departamento de Putumayo, localizado ao sul da Colômbia, para que lá possam recomeçar suas vidas.

As famílias beneficiárias, as primeiras a serem remanejadas pelo governo, com o tempo puderam começar a construir suas casas de madeira sob palafitas. Porém, em suas novas casas faltam água e eletricidade, não há banheiros e o teto está coberto por sacos plásticos de lixo para protege-los das fortes chuvas da estação.

“Esta comunidade indígena não necessita apenas de território. Para viver, precisamos de casas, eletricidade, água, projetos produtivos para o cultivo. O governo tem sido displicente conosco”, disse Armando.

Para recomeçarem, Armando afirma que a comunidade necessita de apoio econômico para a semeadura de seus cultivos e compra de gado. “É por isso que, para nós, tem sido tão difícil viver aqui. Tem dias que temos comida, outros que passamos apenas com um café”, conta.

Mas além das duras condições de vida, para as comunidades indígenas, frequentemente ser deslocado significa mais do que perder seus territórios. “Muitas vezes por medo, ou como medida de autoproteção, não utilizam sua língua nativa fora de seu território”, disse Juajibioy. “Devido à discriminação nos entornos urbanos, suas tradições culturais, costumes e rituais começam a desaparecer.

Ainda que muitas das casas da comunidade de Villagarzón ainda não estejam concluídas, uma modesta, porém bem construída, casa de madeira se destaca entre as demais. É o centro cultural, estabelecido com o apoio do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, que pintou o emblema da reserva indígena que estão planejando.

No centro, foi instalada uma marimba, um instrumento de percussão de madeira, para que a comunidade possa fazer música. “Trouxemos a marimba de Nariño, para que a nossa cultura não se perda”.

O sol já está se pondo e Ignacio Cuasaluzan acaba de voltar de Mocoa, a 18 quilômetros de distância. Por seu longo dia de trabalho, recebeu 25 mil pesos, que equivalem a 8 dólares – o suficiente apenas para comprar 12 quilos de arroz que servirão para alimentar sua família. Agora já pode descansar com seus filhos e escutar Armando tocando marimba.

“Vivemos em harmonia com a natureza”, disse melancólico. “Escutamos o canto dos pássaros e com a marimba completamos sua melodia”.

Por Michelle Begue, da Villa Garzón, Colômbia.

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