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Viúvas rohingya se preocupam com o futuro de suas famílias

Em Bangladesh, as chefes de família lidam com preocupações em relação à comida, abrigo e o bem-estar da próxima geração.

Por Tim Gaynor no assentamento de refugiados de Kutupalong, Bangladesh  |  23 Apr 2018

Sufia Khatun, de xale branco, senta-se com sua família Nur Begum, 20, Mohammad Hossen, o filho de três anos e meio de Nur, Fatema Khatun, 12, e Omar Faruq, 8, em seu abrigo em Kutupalong, Bangladesh. © ACNUR/Roger Arnold

Em uma cabana coberta de plástico perto de um esgoto a céu aberto, a viúva refugiada rohingya Sufia Khatun está fazendo tudo o que pode para cuidar da família da qual é chefe.

Seu marido, Nur Mohammad, foi golpeado com um facão e morto quando, em agosto do ano passado, foi investigar uma fumaça que viu ao redor de sua aldeia em Mianmar. Depois de ser forçada a fugir para Bangladesh, ela agora tem que cuidar de seus cinco filhos e de seu neto.

“O principal desafio é a comida… O que recebemos todo mês não é suficiente para atender as nossas necessidades e temos que pegar emprestados 10 quilos de arroz de nossos vizinhos”, diz, agachada no chão da cabana, com seu neto Mohammad Hossen de três anos de idade no colo.

Desde agosto de 2017, mais de 687 mil refugiados chegaram em Bangladesh após serem forçados a fugir de Mianmar. Sufia, de 48 anos, está entre as 31 mil mulheres refugiadas que agora são chefes de suas famílias, muitas delas viúvas cujos maridos foram mortos ou estão desaparecidos em Mianmar.

Elas enfrentam enormes desafios quando tentam recomeçar suas vidas na cidade repleta de abrigos de bambu que é, hoje, o maior assentamento de refugiados do mundo.

“Elas já são mulheres e eu tenho medo de mandá-las ir lá fora.”

Khatemunnesa, 40, é mãe de oito crianças e vive em uma barraca de bambu e plástico. Seu marido, Rahmat Ullah, de 50 anos, foi morto quando atearam fogo em sua aldeia natal seis meses atrás.

Ela se preocupa com a ameaçadora estação de chuvas e em como vai preparar sua frágil casa para as tempestades sem a ajuda de Rahmat ou do genro, que ela viu ser atacado em sua própria casa.

“Fortalecer o abrigo é algo que o meu marido teria feito. Agora com a chegada das tempestades tenho que fazer isso sozinha”, conta.

Outras mulheres têm preocupações diferentes. Rehena Begum, de 45 anos, diz que precisa de lenha para cozinhar, mas teme mandar as filhas adolescentes para buscar o combustível, que é cada vez mais escasso, no matagal ao redor do assentamento, que ela considera inseguro.

“Elas já são mulheres e eu tenho medo de mandá-las ir lá fora”, diz sobre as meninas de 17 e 18 anos. “Elas já estavam aterrorizadas com a violência em Mianmar. Elas testemunharam assédios”, conta, fazendo alusão ao estupro e agressão sexual, “e eu temo por elas caso precisarem sair”.

No vasto assentamento, que tem uma população maior do que a terceira maior cidade da França, Lyon, a diferença entre apenas sobreviver e alcançar a estabilidade para retomar a vida está continuamente em jogo.

Em busca de equilíbrio, o governo de Bangladesh, apoiado pelo ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, e seus parceiros, está trabalhando para garantir a assistência necessária a viúvas como Sufia, Khatemunnesa e Rehena. O objetivo é restaurar a autoconfiança dessas mulheres que se dissipa junto com suas casas, entes queridos e vidas perdidas em Mianmar.

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Rehena Begum, 45 anos, fotografada em um ponto de informação da Agência da ONU para Refugiados no assentamento de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh. © ACNUR/Roger Arnold

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Khatemunnesa, 40 anos, segura sua filha em um ponto de informação da Agência da ONU para Refugiados no assentamento de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh. © ACNUR/Roger Arnold

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Sufia Khatun caminha até seu abrigo no assentamento de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh. © ACNUR/Roger Arnold

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Sufia Khatun é a única responsável pelos cinco filhos e pelo neto. © ACNUR/Roger Arnold

 

“É muito importante dar às mulheres refugiadas, particularmente as viúvas e mães solteiras, a força que tinham antes para lidar e administrar uma família”, afirma Shirin Aktar, Coordenador de Proteção do ACNUR.

“Temos que empoderá-las, garantir que aprendam um ofício, para que possam restaurar a confiança e dignidade e seguir adiante, porque não estaremos lá para dar apoio para sempre”.

Estima-se que cerca de 16% das famílias de refugiados de rohingya que estão em Bangladesh sejam chefiadas por mães solteiras.

O governo do Bangladesh, o ACNUR e outros parceiros estão fornecendo assistência, incluindo abrigos mais seguros, cuidados médicos, aconselhamento e acesso a espaços para crianças e para mulheres. Oficinas de treinamento são fornecidas para ajudar as mulheres a desenvolver habilidades e ganhar renda com costura e fabricação de sabão ou creme dental.

“Temos que empoderá-las para que sigam adiante”.

Voluntários refugiados estão se disponibilizando para transportar sacolas e caixas para aqueles que têm dificuldade de carregar kits de ajuda pesados ou precisam de auxílio para mudar para o campo. Os voluntários também auxiliam viúvas e outras pessoas que precisam de ajuda para reformar seus abrigos com bambu e lonas a fim de suportar a estação das monções.

Depois de um voluntário ter encaminhado Khatemunnesa a um ponto de informação onde ela conversou com o ACNUR e com a equipe da Technical Assistance Inc, ela conta que ouviu falar sobre capacitação pela primeira vez e que gostaria de aprender a costurar.

Sufia também teve a chance de conversar com a equipe do ACNUR sobre suas preocupações e aprendeu mais a respeito dos treinamentos sobre meios de subsistência. “Eu me sinto melhor depois de explicar a minha situação”, diz. “Quando você ganha seu próprio dinheiro, você pode levar a vida que quer”, completa.

De volta a seu abrigo, que ela deixou mais aconchegante com uma cortina de flores e tapetes, Sufia releva as esperanças que tem para seu neto Mohammad Hossen. Ela quer que o garoto estude bastante “para que possa prosperar”. Pouco a pouco, ela começa a sorrir.

“Eu tenho que ser positiva porque, se eu me preocupar muito, a morte bate na minha porta”, conta. “Devemos ter esperanças. É vital”.

Detalhes adicionais de Mitra Suryono.

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