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No Chile, crianças refugiadas viram jogadores de futebol profissionais por um dia

A iniciativa foi realizada no âmbito do Dia Mundial do Refugiado, organizado pelo ACNUR, pela equipe de futebol da Universidade Católica e pela Fundação de Ajuda Social das Igrejas Cristãs.

Por Stephanie Rabi   |  29 Jun 2018

No Chile, cerca de 30 crianças refugiadas e solicitantes de refúgio viveram a experiência de serem jogadores de futebol da equipe da Universidade Católica, no âmbito do Dia Mundial do Refugiado. © ACNUR/Eugenia Paz

SANTIAGO, Chile – “Gosto de jogar futebol desde pequeno! Quando eu crescer, quero ser muito bom nesse esporte, eu gostaria de jogar no exterior!”, afirmou Einer Felipe, garoto colombiano de doze anos, enquanto brincava com uma bola de futebol. Ele e outras dezenas de crianças da Colômbia, Venezuela, Síria e Iraque participaram de uma atividade comemorativa do Dia Mundial do Refugiado, durante a qual puderam visitar as instalações do Estádio San Carlos de Apoquindo, da equipe da Universidade Católica do Chile.

As crianças também vivenciaram a experiência de se tornarem futebolistas profissionais: entraram nos vestiários, colocaram o uniforme da Universidade Católica e foram para o campo enquanto suas famílias torciam. Depois disso, eles jogaram uma partida de futebol com os renomados jogadores Milovan Mirosevic e Ignacio Prieto como diretores técnicos.

“Como clube, estamos muito felizes em receber essas crianças refugiadas hoje. Eles estavam muito felizes em viver uma experiência semelhante à vivida pelos jogadores profissionais, por isso estamos muito satisfeitos por terem vindo nos visitar”, disse Mirosevic.

O evento contou com a participação dos renomados jogadores de futebol Milovan Mirosevic e Ignacio Prieto, além de Mikhail Bonito, assessor do Ministério do Interior, e Delfina Lawson, chefe do escritório do ACNUR no Chile. © ACNUR/Eugenia Paz

 

“Eu tive a oportunidade de morar na França, onde muitas crianças refugiadas chegaram de países africanos, conheci suas realidades e trabalhei com elas em escolas de futebol. Portanto, participar desta atividade hoje foi muito bonito e significativo para mim”, disse Ignacio Prieto, jogador histórico da Universidade Católica.

De acordo com os últimos números do relatório “Tendências Globais” do ACNUR, existem no Chile mais de 10 mil refugiados e solicitantes de refúgio, a maioria deles da Colômbia. “O esporte é uma excelente ferramenta para promover a integração local de pessoas que foram forçadas a fugir da violência ou da perseguição em seus países de origem”, afirmou Delfina Lawson, chefe do escritório do ACNUR no Chile. “Gostaríamos de ver mais atividades como essa promovidas, que empoderem os refugiados, deem a eles voz, permitam que eles fortaleçam suas redes comunitárias e os encha de esperança para o futuro”, acrescentou.

No Dia Mundial do Refugiado, celebrado todo dia 20 de junho, o ACNUR comemora a força, a coragem e a perseverança de dezenas de milhões de pessoas que são forçadas a fugir de suas casas devido a guerras, violência, perseguição e insegurança em geral.

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