Número de refugiados e migrantes venezuelanos chega a 3 milhões

De acordo com dados de autoridades nacionais de imigração e outras fontes, os países da América Latina e do Caribe abrigam cerca de 2,4 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos, enquanto as outras regiões receberam o restante.

Venezuelanos cruzam a Ponter Internacional Simon Bolivar International até a cidade de Cúcuta, na Colombia, Outubro 2018. © ACNUR/Fabio Cuttica

O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados e a OIM, a Agência da ONU para as Migrações, anunciaram hoje que o número de refugiados e de migrantes oriundos da Venezuela já atingiu a soma de três milhões de pessoas no mundo todo.

De acordo com dados de autoridades nacionais de imigração e outras fontes, os países da América Latina e do Caribe abrigam cerca de 2,4 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos, enquanto as outras regiões receberam o restante.

“Os países da América Latina e do Caribe mantiveram uma louvável política de portas abertas para os refugiados e migrantes venezuelanos. No entanto, sua capacidade de recepção está severamente comprometida, exigindo uma resposta mais robusta e imediata da comunidade internacional, para que essa generosidade e solidariedade possam continuar”, disse Eduardo Stein, Representante Especial Conjunto ACNUR/IOM para Refugiados e Migrantes da Venezuela.

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela, um total de mais de um milhão de pessoas. Em seguida vem o Peru, com mais de meio milhão de venezuelanos, o Equador com mais de 220 mil, a Argentina com 130 mil, o Chile com mais de 100 mil e o Brasil com 85 mil.

Além dos países da América do Sul, os países da América Central e do Caribe também registraram aumento na chegada de refugiados e migrantes da Venezuela. O Panamá, por exemplo, hospeda 94 mil venezuelanos atualmente.

Com o aumento dos fluxos migratórios, as necessidades dos refugiados, migrantes e comunidades de acolhida aumentaram significativamente.

Os governos da região estão liderando a resposta humanitária e coordenando seus esforços, inclusive por meio do processo de Quito, um importante passo em direção a uma abordagem regional que amplie e harmonize as políticas de acolhimento. A segunda reunião de Quito entre os governos da região acontecerá nos dias 22 e 23 de novembro.

Para apoiar essa resposta, a Plataforma Regional de Coordenação Interagencial, estabelecida em setembro e composta por 40 parceiros e participantes, incluindo agências da ONU, organizações internacionais, sociedade civil e organizações religiosas, está fortalecendo a resposta operacional e trabalhando em um Plano Regional de Resposta Humanitária para Refugiados e Migrantes da Venezuela (RMRP), que será lançado em dezembro.

O RMRP se concentrará em quatro áreas estratégicas: assistência emergencial direta, proteção, integração socioeconômica e cultural e capacitação para os governos dos países de acolhida.

FIM

 

Este comunicado de imprensa está disponível aqui, em inglês.

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Para obter informações básicas, consulte o site da Plataforma Regional de Coordenação entre as Agências: R4V.info