Chegada da água transforma vida de refugiados na Etiópia

Com o apoio do ACNUR, a chegada da tão esperada água está transformando as vidas de refugiados e comunidades de acolhida na remota Região Somali da Etiópia.

Com o nascer do sol nas planícies remotas da Região Somali na Etiópia, surge uma nova esperança e promessa para os refugiados e agricultores locais.


Graças à parceria pioneira entre o ACNUR e a Fundação IKEA, um sistema hídrico está fornecendo irrigação aos agricultores, permitindo que uma região devastada pelas secas floresça com uma agricultura produtiva. Essa inovação oportuna beneficia refugiados e a comunidade de acolhida, dando-lhes a chance de se tornarem autossuficientes.

“Antes do sistema de canal ser construído, havia apenas arbustos aqui”, comentou Ibrahim Abdi Farah, Presidente do Esquema de Irrigação da Comunidade Sede, no campo de refugiados Kobe. “Nós não conseguíamos plantar nada aqui. Mal conseguíamos alimentos para sobrevivermos e, muito menos, para venderemos”.

Usando sementes, ferramentas e treinamento compartilhados, os refugiados somalis e os residentes locais estão cultivando a terra juntos.

“Nós somos todos irmãos e fazemos as coisas juntos”, disse Dahaba Hassan Ibrahim, um refugiado da Somália.

“Nós compartilhamos estas terras com os residentes locais porque antes eles dependiam de assistência externa. Agora podem ser independentes e ajudar outras pessoas também”.

O programa ilustra uma resposta mais ampla aos movimentos de refugiados, que dá maior ênfase à autossuficiência e independência do refugiado e maior suporte às comunidades de acolhida.

Graças a este projeto, os agricultores cultivam 13 plantações diferentes – de tomates a cebolas – que são vendidas nos mercados por todo o país, melhorando as vidas dos refugiados e dos residentes locais, conforme informações de Mohamed Kulow Hassan, Presidente da Comunidade Sede.

“As pessoas estão se tornando mais independentes, eles se entendem e apoiam uns aos outros”, disse com orgulho. “Meu sonho para o campo de refugiados de Melkadida é que continue a se desenvolver e, um dia, torne-se uma grande cidade.

Para Dahaba e sua família, refugiados somalis, a renda gerada com seu produtivo pedaço de terra foi a grande salvação de suas vidas.

“Esta plantação me deu liberdade. Antes, para prover o mínimo das necessidades dos meus filhos, eu dependia da venda de alguns legumes e da assistência que recebíamos”, ela explica. “Agora, com esta fazenda, eu posso comprar tudo o que preciso”.

Assim como muitos outros pais, Dahaba espera que seus filhos possam frequentar a escola. Com o apoio do ACNUR e da Fundação IKEA, este sonho está finalmente se tornando realidade. Jovens e crianças agora têm acesso à educação, incluindo Iqra, de 20 anos de idade.

“Eu quero aprender sobre administração para resolver os problemas contínuos do meu país”, Iqra diz, com muito otimismo. “Se eu for presidente da Somália, abrirei mais escolas para a sociedade. É o meu desejo, meu sonho e eu farei isto”.

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