Temor por venezuelanos desaparecidos em naufrágio no Caribe

Esse é um resumo do que foi dito pela representante do ACNUR Babar Baloch – a quem o texto citado pode ser atribuído – na coletiva de imprensa hoje no Palais des Nations, em Genebra

Vista de um barco na costa noroeste de Trinidade, olhando para o oeste através do Golfo de Paria em direção à Venezuela e as Ilhas Bocas entre os dois países. © Joshua Surtees

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está extremamente preocupada com o futuro de ao menos 21 venezuelanos desaparecidos após o   barco em que estavam afundar nesta semana na rota entre a Venezuela e Trinidade e Tobago.

Esse trágico incidente evidencia os riscos extremos de jornadas marítimas e outros movimentos irregulares de travessia de fronteiras utilizadas por refugiados e migrantes. Também ressalta o desespero dos que são obrigados a fugir de suas casas e as extraordinárias dificuldades enfrentadas em sua jornada.

De acordo com a Guarda Costeira de Trinidade e Tobago, um navio chamado “Jhonnaly Jose” transportando pelo menos 25 pessoas da cidade de Güiria, na Venezuela, em direção a Trinidade e Tobago, naufragou na madrugada desta quarta-feira, 24 de abril.

A Guarda Costeira de Trinidade e Tobago afirmou que quatro pessoas foram resgatadas em um esforço conjunto de busca e resgate com seus colegas venezuelanos, embora outros relatórios sugiram que um total de nove pessoas foram salvas. Ao menos 21 pessoas, entre elas mulheres e crianças, ainda não foram contabilizadas e os esforços de resgate continuam.

Mais de três milhões de refugiados e migrantes venezuelanos deixaram seu país desde 2015, a maioria foram para países vizinhos, incluindo ilhas do Sul do Caribe.