5 mães refugiadas que fizeram o impossível pelos seus filhos

Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que nos impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Elas cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que nos impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.


Tudo para proteger sua filha.

Opani, 28 anos, com sua filha Brenda, de menos de dois anos no colo. © ACNUR / David Azia

 

Opani percorreu 96 km com sua filha Brenda no colo para fugir da violência no Sudão do Sul. Elas dormiram ao ar livre, sob o constante medo de serem atacadas, até encontrarem segurança em um campo de refugiados do ACNUR em Uganda.

A força dessa mãe é impressionante, mas ela precisa de ajuda.

Maysaa se emociona ao falar sobre seus filhos. © ACNUR/ Houssam Hariri

 

“Quando fico doente e não posso cuidar deles, fico muito desesperada. Eu gosto de dar a eles tudo o que precisam”, diz Maysaa, mãe síria de dois filhos com paralisia cerebral.

Refugiados com deficiência podem estar entre os mais marginalizados, e suas vulnerabilidades são frequentemente agravadas pelo deslocamento forçado. O isolamento e a percepção de que eles são um fardo podem comprometer sua dignidade, segurança e acesso à serviços.

Elas acolhem mesmo quando não era sua obrigação.

Christie adotou Mercy, 4 anos, depois dela ter sido abandonada. © ACNUR/ David Azia

 

Mercy tem 4 anos e é uma refugiada do Sudão do Sul. Ela foi adotada por Christie, 28, no campo de refugiados de Bidibidi, no norte de Uganda, depois de ter sido abandonada por ter uma deficiência. A Uganda abriga uma das maiores populações de refugiados do mundo. Mais de um milhão de sul-sudaneses são refugiados registrados no país.

Elas enfrentam seus próprios medos.

Uma mãe rohingya atravessa um rio com seu filho no colo em busca de segurança em Bangladesh. © ACNUR / Roger Arnold

Uma mãe Rohingya atravessa a água enquanto atravessa a fronteira de Mianmar até Bangladesh.

Há um ano, mais de 700 mil refugiados rohingya caminharam durante dias até Bangladesh, fugindo da violência extrema em Mianmar. A maioria são mulheres e crianças. Estamos ao lado dessas pessoas desde o início da crise para que elas possam encontrar proteção e segurança.

“Ela era uma boa mãe para mim.”

Sarah com a bebê Mimi no colo. © ACNUR / Oli Cohen

 

Depois de perder sua mãe, Sarah, de 16 anos, se tornou responsável por cuidar dos seus irmãos mais novos: a bebê Mimi, Rose, 3, e Henry, 5. No campo de refugiados de Nguenyyiel, onde Sarah mora, existem mais de 1.600 famílias chefiadas por crianças.

 

Mães refugiadas precisam da nossa ajuda. E da sua.

Neste Dia das Mães, apoie o ACNUR e ajude mães refugiadas que fazem o impossível para proteger seus filhos.