UNHCR logo
  • Plataforma Help para pessoas refugiadas
  • Quero doar
UNHCR logo
  • Busca
  • ACNUR Brasil
  • Menu

Selecione um idioma para o nosso site global:

English Français Español عربي
Selecione um site nacional:
  • Plataforma Help para pessoas refugiadas
  • Quero doar
  • Seja um fornecedor do ACNUR

Compartilhar

  • Sobre o ACNUR
    • ACNUR no Brasil
    • Dados sobre Refúgio
    • Doadores do ACNUR Brasil
    • Apoiadores do ACNUR
    • Convenção de 1951
    • Histórico
    • Mandato do ACNUR
  • Quem ajudamos
    • Refugiados
    • Solicitantes de Refúgio
    • Deslocados Internos
    • Apátridas
    • Retornados
  • Emergências
    • Afeganistão
    • América Central
    • Burundi
    • COVID-19
    • Etiópia
    • Iêmen
    • Iraque
    • Nigéria
    • República Centro-Africana
    • República Democrática do Congo (RDC)
    • Rohingya
    • Sahel
    • Síria
    • Sudão do Sul
    • Ucrânia
    • Venezuela
  • O Que fazemos
    • Campanhas e Advocacy
    • Cátedra Sérgio Vieira de Mello
    • Empoderando Refugiadas
    • Esportes
    • Políticas Públicas
    • Pacto Global sobre Refugiados
    • Soluções Duradouras
    • Temas Específicos
  • Notícias e Publicações
    • Notícias
    • Imprensa
    • Publicações, documentos e relatórios
    • Podcast Refúgio em Pauta
  • Como Ajudar
    • Ajude os Refugiados
    • Assine nosso boletim
    • Baixe o e-book Prato do Mundo
    • Trabalhe no ACNUR
    • Seja um parceiro do ACNUR
    • Presente Consciente
Pesquisar ACNUR
Fechar Busca
 
  • Home

Brasil recebe refugiados da América Central

Programa de reassentamento do Governo Federal é uma iniciativa inédita no país e conta com o apoio de agências do sistema das Nações Unidas

31 May 2019

Agências da ONU recebem reassentados no Rio Grande do Sul © Matheus Kiesling / ASAV

O Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e com a Agência da ONU para as Migrações (OIM) recebe, nesta quinta-feira (30), no Rio Grande do Sul, três famílias de refugiados originários de Honduras e de El Salvador. O Programa de Reassentamento de Centro-Americanos, coordenado pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), acolhe os onze primeiros refugiados com o objetivo de oferecer ajuda humanitária a pessoas que sofreram, em seus países de origem, perseguições por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas.

A capital gaúcha, Porto Alegre, e o município de Esteio, localizado na região metropolitana de Porto Alegre, serão a nova casa dessas famílias: duas serão reassentadas na capital e uma, em Esteio. Para que fosse possível a concretização do Programa de Reassentamento de Centro-Americanos, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou um edital de licitação para buscar parceiros na sociedade civil – o processo de escolha da instituição se deu nos termos da Lei nº 13.019/2014 – Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil. A Associação Antônio Vieira, mantenedora vinculada à Companhia de Jesus, com sede em Porto Alegre, foi a vencedora. A ela, por meio do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, caberá a execução da parceria, dando a assistência e o apoio necessários aos refugiados assentados.

Políticas públicas humanitárias

O Programa de Reassentamento de Centro-Americanos é uma parceria entre Ministério da Justiça e Segurança Pública com ACNUR e com OIM. Ao ACNUR cabe a prestação do apoio técnico, auxiliando no desenho de programas e políticas de reassentamento, identificar as pessoas nos países de origem e apresentar para os países que irão recebê-las, bem como apoiar com a recepção dos refugiados e monitorar as atividades de integração local, oferecendo orientação sobre documentação, alimentação, moradia, saúde, emprego, educação e treinamento profisional, e ensino de português.

Fica a cargo da OIM o desenvolvimento de protocolos de saúde e realização de avaliações médicas para identificar e tratar condições de saúde pré-existentes e garantir que os refugiados viajem com segurança. A Agência da ONU para as Migrações também foi responsável por conduzir orientações culturais para auxiliar os refugiados a desenvolverem habilidades e atitudes que facilitem a integração, bem como informá-los sobre direitos, cultura, educação, saúde e mercado de trabalho no Brasil, entre outras áreas.

Esta é a primeira vez que o Governo Federal está dando aporte financeiro para um projeto desse tipo. O aluguel para essas famílias será pago durante um ano, eles receberão assistência psicológica, social e jurídica para auxiliá-los em procedimentos como, por exemplo, a confecção de documentos como carteira de trabalho. Os refugiados receberão também ajuda de custo, serão inseridos no Sistema Único de Saúde e as crianças das famílias serão inseridas na rede pública de ensino local.

O reassentamento é um importante instrumento de proteção e mecanismo de compartilhamento de responsabilidades, e vem proporcionando, desde 1951, o acolhimento internacional a milhões de refugiados e a oportunidade para que essas pessoas construam suas novas vidas em paz e segurança.

No continente americano, o Programa de Reassentamento de Centro-Americanos faz parte do Marco Regional de Proteção e Soluções, adotado pela Declaração de San Pedro Sula em outubro de 2017. Países localizados no Norte da América Central, como El Salvador, Honduras e Guatemala, têm enfrentado uma grande escalada da violência nos últimos anos, relacionada à atuação de gangues e grupos criminosos organizados impulsionadores do aumento de deslocamentos forçados dentro e fora dos países.

A partir de 2016, 2443 pessoas com necessidade de proteção internacional foram identificadas por parceiros para serem beneficiadas, das quais 1213 foram submetidas a países de reassentamento. Além do Brasil, participam do Programa, desde 2016, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Uruguai, que já receberam, respectivamente, 30, 11, 310 e 24 pessoas provenientes do Norte da América Central até março de 2019.

Números globais

Segundo dados do ACNUR, apesar do recorde de deslocamento forçado no mundo, apenas 4,7% dos refugiados que buscam reassentamento foram atendidos em 2018: dos 1,2 milhão de refugiados que necessitavam de reassentamento em 2018, apenas 55,6 mil conseguiram.

De um total de 81,3 mil encaminhamentos, o maior número de refugiados reassentados são originários da República Árabe da Síria (28,2 mil), da República Democrática do Congo (21,8 mil), da Eritreia (4,3 mil) e do Afeganistão (4 mil).

No último ano, 68% dos reassentamentos incluíram sobreviventes de violência e tortura, pessoas com necessidades de proteção física e legal, e mulheres e meninas em situação de risco. Mais da metade, 52% dos reassentados em 2018, foram crianças. Normalmente, menos de 1% dos 19,9 milhões de refugiados sob o mandato do ACNUR são reassentados.

Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter

 

  • Sobre o ACNUR
  • Quem Ajudamos
  • Emergências
  • O Que Fazemos
  • Notícias
  • Ajude os Refugiados

© UNHCR 2001-2023

  • Fale conosco
  • Termos e Condições
  • Imprensa
  • Política de Privacidade
  • Trabalhe no ACNUR
  • UNHCR Data Portal
  • Seja um fornecedor do ACNUR
  • Conecte-se:
Assine o boletim mensal do ACNUR 

Terremoto + Inverno + Guerra. Uma combinação que requer nossa solidariedade!

Nós estamos no local apoiando os sobreviventes oferecendo itens de emergência, incluindo tendas, cobertores e itens de higiene.

Apoie esta onda de solidariedade e doe agora mesmo!

QUERO DOAR AGORA!