UNHCR logo
  • Plataforma Help para pessoas refugiadas
  • Quero doar
UNHCR logo
  • Busca
  • ACNUR Brasil
  • Menu

Selecione um idioma para o nosso site global:

English Français Español عربي
Selecione um site nacional:
  • Plataforma Help para pessoas refugiadas
  • Quero doar
  • Seja um fornecedor do ACNUR

Compartilhar

  • Sobre o ACNUR
    • ACNUR no Brasil
    • Dados sobre Refúgio
    • Doadores do ACNUR Brasil
    • Apoiadores do ACNUR
    • Convenção de 1951
    • Histórico
    • Mandato do ACNUR
  • Quem ajudamos
    • Refugiados
    • Solicitantes de Refúgio
    • Deslocados Internos
    • Apátridas
    • Retornados
  • Emergências
    • Afeganistão
    • América Central
    • Burundi
    • COVID-19
    • Etiópia
    • Iêmen
    • Iraque
    • Nigéria
    • República Centro-Africana
    • República Democrática do Congo (RDC)
    • Rohingya
    • Sahel
    • Síria
    • Sudão do Sul
    • Ucrânia
    • Venezuela
  • O Que fazemos
    • Campanhas e Advocacy
    • Cátedra Sérgio Vieira de Mello
    • Empoderando Refugiadas
    • Esportes
    • Políticas Públicas
    • Pacto Global sobre Refugiados
    • Soluções Duradouras
    • Temas Específicos
  • Notícias e Publicações
    • Notícias
    • Imprensa
    • Publicações, documentos e relatórios
    • Podcast Refúgio em Pauta
  • Como Ajudar
    • Ajude os Refugiados
    • Assine nosso boletim
    • Baixe o e-book Prato do Mundo
    • Trabalhe no ACNUR
    • Seja um parceiro do ACNUR
    • Presente Consciente
Pesquisar ACNUR
Fechar Busca
 
  • Home

Unidos por Pacaraima: brasileiros e venezuelanos atuam juntos para melhorar comunidade de acolhida

Ação promovida pelo ACNUR e parceiros reforma espaços públicos em cidade na fronteira do Brasil com Venezuela, por onde cerca de 500 venezuelanos chegam todos os dias

Por Alan Azevedo, de Pacaraima  |  20 Dec 2019

A manhã de atividades começou com rastelagem e coleta de lixo na praça esportiva de Suapi ©ACNUR/Alan Azevedo

Pacaraima, 19 de dezembro de 2019 – Começou cedo. No último sábado (14), enquanto os moradores de Pacaraima (RR) acordavam, um mutirão comunitário na cidade brasileira localizada na fronteira com a Venezuela iniciava a limpeza e reforma da praça esportiva do bairro de Suapi.

Promovido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), pela associação de moradores do bairro e a prefeitura, o mutirão contou com mais de 150 brasileiros e venezuelanos. Além da limpeza da praça, outras atividades promoveram a convivência pacífica no município que testemunha o impacto do maior fluxo de deslocamento forçado da história recente da América Latina.

Entre os mais interessados no resultado do mutirão estava o time de futebol do bairro de Suapi, o Real Pacaraima, formado por meninas e meninos brasileiros e venezuelanos que treinam quatro dias por semana na praça. “Usamos todo dia, mas a quadra está abandonada. Está cheia de mato, coisa quebrada, não é um local que acolhe as pessoas. Nem iluminação tem. Com essa arrumação, mais gente virá para cá”, conta a estudante brasileira Eduarda Araújo, de quinze anos e moradora do bairro.

Membros do ACNUR e moradores do bairro pintam o chão da praça ©ACNUR/Alan Azevedo

 

Foi o que aconteceu. O Mutirão Suapi deu uma nova cara à tão amada e utilizada praça esportiva da comunidade. Rafael Levy, chefe do escritório do ACNUR em Pacaraima, explica a importância da ação. “Pacaraima é primeira cidade brasileira a lidar com a chegada dos venezuelanos. A população local e venezuelana tem poucos espaços públicos para utilizar. Em conversas com a comunidade, identificamos que essa praça é muito utilizada e estava precisando de melhoras”, explica ele.

Rastelagem, pintura, soldagem, manutenção, iluminação, arte urbana e materiais esportivos. O mutirão atravessou o sábado com a presença de pessoas de ambas as nacionalidades, trabalhando juntas pelo bem da comunidade. Com o avanço dos trabalhos à tarde, começaram os campeonatos esportivos de futebol, vôlei e jiu-jitsu – com a entrega de trofeus e medalhas promovida pelo ACNUR – além de apresentação do coral infantil Canarinhos da Amazônia e performances de dança.

Pequeno lutador de jiu-jitsu mostra sua medalha ©ACNUR/Alan Azevedo

 

A brasileira e líder comunitária Alexandra Feitosa vive em Suapi há quase vinte anos e tem um quiosque de lanches na praça. “Essa  quadra ajuda muito a convivência entre brasileiros e venezuelanos, pois os dois grupos se encontraram e têm uma comunicação melhor. As pessoas se unem bastante no esporte”, afirma ela, que participa do time de vôlei e sua filha joga futebol.

Sua vizinha, a venezuelana Crisaory Rondon, mora no bairro há oito meses. “As pessoas são muito carinhosas e sempre dão muito carinho aos meus filhos, que jogam juntos aqui”, conta ela, que reconhece as dificuldades de integração entre brasileiros e venezuelanos fora da quadra comunitária.

A brasileira Alexandra e suas filhas usam a praça esportiva de Suapi todos os dias ©ACNUR/Alan Azevedo

 

“Acontece de brasileiros e venezuelanos se estranharem nas ruas, no comércio. Mas entre os jogos, eles vão falando, compartilhando opiniões. Isso muda a maneira de pensar para se adaptar a um amigo, não importa a naconalidade. Aqui, jogam e compartilham juntos. E sem briga. Nunca teve problema aqui”, completa Crisaory.

Não só uma, mas duas – Apostando em espaços públicos para promover a convivência pacífica entre brasileiros e venezuelanos, o ACNUR está apoiando a reforma de uma segunda praça, ainda maior, que fica no centro de Pacaraima. A Praça Thelma Tupinambá, que fica em frente à prefeitura da cidade, também é utilizada diariamente pelos moradores e será entregue à comunidade no dia 20 de dezembro.

Time misto de venezuelanos e brasileiros após jogo na quadra reformada. Uma das dificuldades do espaço era a falta de iluminação, que foi providenciada pelo ACNUR ©ACNUR/Alan Azevedo

 

Um dos principais objetivos do projeto é promover uma melhor convivência entre a população refugiada e a comunidade local. Afinal, muitos dos venezuelanos estão de passagem e acabam não se estabelecendo em Pacaraima – mas utilizam os espaços públicos da cidade. Para isso, é preciso apoiar os brasileiros a receber os novos membros da comunidade de maneira digna e pacífica, ajudando sua integração de maneira mutuamente benéfica não apenas economincamente, mas social e culturalmente.

“Essa união que está revitalizando essas duas praças é para mostrar a força de uma comunidade mais coesa, que trabalha por um mesmo motivo comum. E mostrar que juntos, os brasileiros e venezuelanos, assim como as instituições e organizações que trabalham nessa situação humanitária, podem construir uma cidade melhor”, conclui o chefe do escritório do ACNUR em Pacaraima.

Fim de tarde em Pacaraima, com crinaças brincando em parquinho inflável durante mutirão ©ACNUR/Alan Azevedo

 

Esta iniciativa conta com o apoio financeiro da União Europeia, que investe no fortalecimento da resposta aos venezuelanos na região norte do Brasil, possibilitando promover a convivência pacífica entre a população venezuelana e a comunidade de acolhida por meio de diferentes projetos focados nesse objetivo.

7

Campeonato de Jiu-Jitsu da academia do bairro junta brasileiros e venezuelanos ©ACNUR/Alan Azevedo

8

Artistas fazem pintura urbana para colorir a quadra ©ACNUR/Alan Azevedo

9

Artistas fazem pintura urbana para colorir a quadra ©ACNUR/Alan Azevedo

10

Oficina de pipa com os pequenos ©ACNUR/Alan Azevedo

11

Meninos e meninas das duas nacionalidades se apresentaram em porformances de dança ©ACNUR/Alan Azevedo

12

Antes mesmo de instalar as redes do aro, os participantes já estavam aproveitando a nova tabela de basquete ©ACNUR/Alan Azevedo

13

O coral infantil Canarinhos da Amazônia se apresentou no fim da tarde©ACNUR/Alan Azevedo

Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter

 

  • Sobre o ACNUR
  • Quem Ajudamos
  • Emergências
  • O Que Fazemos
  • Notícias
  • Ajude os Refugiados

© UNHCR 2001-2023

  • Fale conosco
  • Termos e Condições
  • Imprensa
  • Política de Privacidade
  • Trabalhe no ACNUR
  • UNHCR Data Portal
  • Seja um fornecedor do ACNUR
  • Conecte-se:
Assine o boletim mensal do ACNUR 

Terremoto + Inverno + Guerra. Uma combinação que requer nossa solidariedade!

Nós estamos no local apoiando os sobreviventes oferecendo itens de emergência, incluindo tendas, cobertores e itens de higiene.

Apoie esta onda de solidariedade e doe agora mesmo!

QUERO DOAR AGORA!