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Promotores comunitários fortalecem rede de proteção a refugiados e migrantes em Manaus

Em parceria com a Caritas Manaus, voluntários fazem a ponte entre necessidades e serviços, garantindo direitos à comunidade de novos refugiados que se estabelece no Amazonas

Por Isabela Menezes e Victoria Hugueney  |  24 Dec 2019

Omar faz o acompanhamento de pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade, como é o caso da jovem Johanny Castillos*, grávida de 8 meses ©ACNUR/Victoria Hugueney

Aos 70 anos de idade, Omar percorre as ruas de Manaus há mais de dois anos prestando assistência a refugiados e migrantes que chegam à cidade. Seja no acompanhamento de pessoas para emissão de documentos ou indicando acesso à serviços públicos, Omar está sempre a postos para ajudar seus conterrâneos no que for preciso.

No Brasil desde agosto de 2017, ele já passou por situações semelhantes às das pessoas que hoje ajuda, e hoje trabalha como voluntário transformando suas vidas. “Todos os que chegam, eu apoio. Ajudo a tirar o protocolo, ver as documentações… Viramos uma comunidade e nos ajudamos mutuamente”, afirma.

Omar é um dos dez promotores comunitários que fazem parte do projeto Outreach Volunteers em Manaus, uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com a Cáritas Manaus, que promove oficinas de capacitação para que mais líderes comunitários, como Omar, possam levar adiante informações sobre direitos e auxiliar pessoas em situação de deslocamento forçado que necessitam de apoio.

O projeto é financiado pela União Europeia por meio do seu Instrumento de Contribuição para a Estabilidade e a Paz (IcSP), que tem como objetivo melhorar o ambiente de proteção para venezuelanos no Brasil e contribuir para uma convivência mais pacífica desta população nas cidades de acolhida. Além de Manaus, o projeto é também implementado em Boa Vista. No total, o país contém mais de 20 voluntários e já impactou milhares de pessoas.

Engajando líderes comunitários para disseminarem informações confiáveis sobre documentação, acesso à saúde, educação, empregabilidade e outras necessidades para refugiados e pessoas em vulnerabilidade, o projeto consegue alcançar um maior número de pessoas recém-chegadas e ampliar o acesso à rede de proteção local.

Foi assim que Omar encaminhou à Cáritas a refugiada venezuelana Johany Castillos(*). Grávida e com um filho pequeno, ela e o marido sustentam a família vendendo água nas ruas. Com a ajuda do promotor, ela conseguiu que seus filhos gêmeos de três anos pudessem frequentar a escola. “O Omar e a Cáritas nos ajudaram muito! Graças a eles, meus filhos agora podem estudar. É uma preocupação a menos”, afirma.

Quando chegou em Manaus, Omar começou a sistematizar as informações sobre venezuelanos e venezuelanas que encontrava em uma planilha. Anotava, no papel que guardava delicadamente no bolso de sua camisa, números de telefone, endereço, protocolo, cartão do SUS, CPF, carteira de trabalho e até as vacinas que já tinham tomado.

Ele organizou uma lista para garantir que todos os seus conhecidos pudessem ter acesso a tudo. A informação se espalhou e ele passou a ajudar cada vez mais pessoas. “Sempre que posso, acompanho as pessoas na polícia federal, nos órgãos que fazem as documentações e até em hospitais. Fazer isso me traz uma sensação boa, sinto que posso realmente contribuir para algo bom para a sociedade”.

A integração social e econômica de refugiados e migrantes venezuelanos tem sido uma das prioridades do trabalho do ACNUR no Brasil. A chegada desta população ao país, mais intensa desde 2017, é resultado da situação política, socioeconômica e de direitos humanos na Venezuela – que, segundo estimativas da ONU, já forçou mais de 4,7 milhões de pessoas a buscar proteção além das fronteiras venezuelanas.

Dados da Polícia Federal indicam que cerca de 225 mil pessoas venezuelanas se encontram no Brasil. Quase 120 mil solicitaram o reconhecimento da situação de refúgio, sendo 21 mil solicitações já confirmadas e aprovadas pelo governo brasileiro. Outros 105 mil possuem vistos de residência temporária no país.

Assim como Omar, Cristina Lucena também é promotora comunitária e bastante ativa na comunidade – principalmente por meio das redes sociais. “Antes de ser promotora, eu já ajudava as pessoas passando informações corretas pelo WhatsApp”. Agora, com um celular com conexão à internet garantida pelo projeto, a voz de Cristina é ampliada para o restante do país. “Converso com pessoas em Porto Velho, Florianópolis, Curitiba, Minas Gerais, além de participar de muitos grupos.  Como muitos não têm acesso a internet, eu consigo orientá-los através da minha conexão”, afirma.

E assim, entre uma mensagem e outra, Danelys Valerá, refugiada venezuelana de 42 anos, conheceu Cristina. Na época, ela estava em busca de tratamento para o câncer que seu marido enfrentava. Graças à promotora, o acesso ao tratamento se tornou viável. Em tempo recorde, Cristina contatou o Instituto Nacional do Câncer de Manaus e viabilizou o acesso da família ao auxílio financeiro do ACNUR necessário para que tivessem atendimento prioritário. “Cristina teve um papel fundamental na nossa vida. Hoje somos muito amigas!”, afirma.

 

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“Cristina teve um papel fundamental na nossa vida. Hoje somos muito amigas!”, afirma a venezuelana Danelys, cujo marido foi referenciado ao hospital de referência da cidade em tempo recorde pela promotora ©ACNUR/Victoria Hugueney

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Em atividade de inclusão com a comunidade local, promotores comunitários e outros venezuelanos se juntaram a brasileiros para limpeza de igarapé em Manaus ©ACNUR/Victoria Hugueney

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Omar e Cristina participam, com outros promotores comunitários, de oficina de primeiros socorros em Manaus ©ACNUR/Victoria Hugueney

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Johany Castillos e sua família vivem no centro de Manaus, no mesmo apartamento em que Omar vivia quando chegou à cidade, no início de 2017 ©ACNUR/Victoria Hugueney

 

Para Cristina, que hoje está estabilizada no Brasil com seus dois filhos e alguns parentes próximos, “é importante que essas pessoas saibam que têm direito a educação e saúde. Sabemos que não é fácil, mas dá para informá-las e conseguir com que tenham acesso. Elas precisam entender que têm esses direitos e deveres como qualquer brasileiro.”

Tanto Cristina, quanto Omar fazem parte do primeiro grupo de promotores comunitários da operação o ACNUR em Manaus, selecionados pelo mérito da função que já desempenhavam com a comunidade venezuelana.

“Cada um deles passou por uma entrevista e seleção, onde foram analisados perfis de pessoas que já estavam sob proteção e fora de situação vulnerável. Os selecionados recebem auxílio transporte e um celular, para facilitar a comunicação com a equipe do ACNUR e da Cáritas, assim como com refugiados e migrantes e a comunidade de acolhida”, afirma a Oficial de Proteção do ACNUR em Manaus, Raquel Casellato.

“Criamos um vínculo de confiança com eles que funciona muito bem como ferramenta de proteção. Nós abrimos espaços, promovemos capacitação e informações confiáveis. E eles disseminam esse conhecimento a pessoas onde não conseguimos estar”, completa.

Para as próximas seleções, serão abertos editais que vão analisar novos perfis, visando a região onde moram, para que possam alcançar mais pessoas e garantir, assim, que ninguém seja deixado para trás.

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