UNHCR logo
  • Plataforma Help para pessoas refugiadas
  • Quero doar
UNHCR logo
  • Busca
  • ACNUR Brasil
  • Menu

Selecione um idioma para o nosso site global:

English Français Español عربي
Selecione um site nacional:
  • Plataforma Help para pessoas refugiadas
  • Quero doar
  • Seja um fornecedor do ACNUR

Compartilhar

  • Sobre o ACNUR
    • ACNUR no Brasil
    • Dados sobre Refúgio
    • Doadores do ACNUR Brasil
    • Apoiadores do ACNUR
    • Convenção de 1951
    • Histórico
    • Mandato do ACNUR
  • Quem ajudamos
    • Refugiados
    • Solicitantes de Refúgio
    • Deslocados Internos
    • Apátridas
    • Retornados
  • Emergências
    • Afeganistão
    • América Central
    • Burundi
    • COVID-19
    • Etiópia
    • Iêmen
    • Iraque
    • Nigéria
    • República Centro-Africana
    • República Democrática do Congo (RDC)
    • Rohingya
    • Sahel
    • Síria
    • Sudão do Sul
    • Ucrânia
    • Venezuela
  • O Que fazemos
    • Campanhas e Advocacy
    • Cátedra Sérgio Vieira de Mello
    • Empoderando Refugiadas
    • Esportes
    • Políticas Públicas
    • Pacto Global sobre Refugiados
    • Soluções Duradouras
    • Temas Específicos
  • Notícias e Publicações
    • Notícias
    • Imprensa
    • Publicações, documentos e relatórios
    • Podcast Refúgio em Pauta
  • Como Ajudar
    • Ajude os Refugiados
    • Assine nosso boletim
    • Baixe o e-book Prato do Mundo
    • Trabalhe no ACNUR
    • Seja um parceiro do ACNUR
    • Presente Consciente
Pesquisar ACNUR
Fechar Busca
 
  • Home

Jiu-jitsu une jovens brasileiros e venezuelanos em prática esportiva

Professor brasileiro abre as portas de sua academia de artes marciais para refugiados e migrantes venezuelanos aprenderem sobre companheirismo, respeito e disciplina por meio do esporte

Por Allana Ferreira  |  30 Dec 2019

Alunos brasileiros e venezuelanos se reúnem após o treino do dia, realizado pelo projeto Anjos do Esporte, do professor Tigrão (ao centro) ©ACNUR / Allana Ferreira

Pontualmente às seis da tarde os alunos do professor Tigrão já estão posicionados para começar mais uma aula de jiu-jitsu na pequena cidade de Pacaraima, que faz fronteira com a Venezuela. Essa poderia ser mais uma academia de artes marciais, mas o projeto Jiu-Jitsu Anjos do Esporte vem acolhendo mais de 25 alunos refugiados e migrantes venezuelanos do total de 65 alunos.

O projeto existe há nove anos e por estar em uma cidade fronteiriça sempre contou com a presença de alunos venezuelanos. Com o agravamento da situação no país vizinho e a consequente intensificação do fluxo de pessoas em busca de proteção internacional no Brasil, Pacaraima acabou se tornando o destino ou mesmo a passagem de muitos venezuelanos. Até novembro de 2019, mais de 224 mil venezuelanos entraram no Brasil, sendo que 119 mil deles são solicitantes da condição de refugiado.

Diante desta circunstância, o professor Elke Junior, mais conhecido como Tigrão, enxergou no esporte uma forma de poder contribuir para o convívio social de algumas das milhares de crianças e jovens que atualmente residem em Pacaraima.

“O esporte não é só entretenimento ou atividade física. O esporte é educação de todas as faculdades do ser humano”, enfatiza Tigrão. Para o professor, apaixonado por seu ofício, “o jiu-jitsu trabalha a disciplina, respeito e companheirismo, e em um contexto onde duas nacionalidades se misturam, isso é essencial para se desenvolver uma convivência respeitosa e pacífica”.

O jovem venezuelano Jhosniel Campos, o professor e idealizador do projeto, Elke Junior, conhecido como Tigrão e a adolescente brasileira Adileide Lopes, de 12 anos após o treino o projeto Jiu-jitsu Anjos do Esporte em Pacaraima, RR ©ACNUR / Allana Ferreira

O projeto é oferecido gratuitamente para os alunos, que devem estar comprometidos com a frequência, pontualidade e bons resultados – tanto no jiu-jitsu quanto na escola. O próprio professor é quem busca recursos para manter a escolinha acessível aos alunos e alunas com menos recursos financeiros.

Para auxiliar o projeto, o ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) doou kimonos (traje das lutas marciais) e bebedouros com o apoio financeiro da União Europeia, que investe no fortalecimento da resposta aos venezuelanos na região norte do Brasil com projetos que promovem a proteção de populações em maior situação de vulnerabilidade e a convivência pacífica com a comunidade de acolhida.

A troca de experiências entre os alunos ajuda a romper barreiras que possam ter sido formadas pelo desconhecimento da situação do outro. O jovem venezuelano Jhosniel Campos, de 15 anos, veio para o Brasil há quase um ano com sua família de cinco pessoas. Fugindo da situação em que se encontrava na Venezuela, Jhosniel afirma que “estar aqui me ajuda a não ficar pensando muito no futuro, além de aprender um pouco mais de português durante as aulas”.

Jhosniel ainda tem que ir todos os dias de Pacaraima para a cidade vizinha na Venezuela, Santa Elena Uairén, para continuar seus estudos – um percurso de 17 km. “Ainda preciso fazer esse caminho, mas ano que vem já estarei estudando aqui em Pacaraima”, afirma o jovem.

Jhosniel conheceu a escola do professor Tigrão por acaso, quando caminhava com sua mãe pelas ruas de Pacaraima.  A adolescente brasileira Adileide Lopes, de 12 anos, participa do projeto há mais de dois anos e acompanhou a crescente chegada dos novos alunos venezuelanos. “No começo, ficamos meio receosos de como seria praticar junto com eles. Não entendíamos porque eles estavam vindo para o nosso país, nem como era a sua cultura. Mas em poucos meses nos tornamos amigos”, lembra a garota.

Jovens brasileiros e venezuelanos praticam juntos jiu-jitsu em projeto de professor brasileiro com apoio do ACNUR ©ACNUR / Allana Ferreira

O professor explica que as crianças refugiadas venezuelanas chegam muito tímidas por conta do idioma e da situação que elas se encontram. Iniciativas como essas ajudam a diminuir as desavenças e as diferenças já que por meio do esporte, todos conseguem se comunicar em uma mesma língua.

“Acreditamos que o esporte é um ótimo vetor para quebrar barreiras entre as duas populações e promover uma convivência pacífica” afirma o Chefe do escritório do ACNUR em Pacaraima, Rafael Levy. “Durante as aulas, não só as crianças, mas as famílias acabam se conhecendo e convivendo em um ambiente seguro. Essa troca que é facilitada pelo esporte se espalha para as outras esferas da vida e da comunidade”, complementa Rafael.

As autoridades brasileiras estimam que cerca de 224 mil venezuelanos vivem atualmente no país. Uma média de 500 venezuelanos continua a atravessar fronteira com o Brasil todos os dias, tendo em Pacaraima a principal fronteira de entrada da população que busca proteção e garantia de seus direitos.

Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter

 

  • Sobre o ACNUR
  • Quem Ajudamos
  • Emergências
  • O Que Fazemos
  • Notícias
  • Ajude os Refugiados

© UNHCR 2001-2023

  • Fale conosco
  • Termos e Condições
  • Imprensa
  • Política de Privacidade
  • Trabalhe no ACNUR
  • UNHCR Data Portal
  • Seja um fornecedor do ACNUR
  • Conecte-se:
Assine o boletim mensal do ACNUR 

Terremoto + Inverno + Guerra. Uma combinação que requer nossa solidariedade!

Nós estamos no local apoiando os sobreviventes oferecendo itens de emergência, incluindo tendas, cobertores e itens de higiene.

Apoie esta onda de solidariedade e doe agora mesmo!

QUERO DOAR AGORA!