Declaração do Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, sobre a crise da COVID-19

As irmãs gêmeas, Emeline e Eveline, lavam as mãos em uma estação pública de lavagem de mãos instalada como medida preventiva contra o coronavírus no Nyabugogo Bus Park, em Ruanda © Ritzau Scanpix

“Com o mundo se mobilizando para combater a disseminação da COVID-19, muitos países estão adotando, com razão, medidas excepcionais de limitação de viagens aéreas e dos movimentos transfronteiriços. 

Para muitas pessoas ao redor do mundo, a vida cotidiana parou ou está sendo transformada de maneiras que nunca havíamos imaginado. 

Mas guerras e perseguições não pararam – e hoje, em todo o mundo, as pessoas continuam fugindo de suas casas em busca de segurança. Estou cada vez mais preocupado com as medidas adotadas por alguns países que poderiam bloquear totalmente o direito de solicitar refúgio. 

Todos os estados devem gerenciar suas fronteiras no contexto desta crise única, como bem entenderem. Mas essas medidas não devem resultar no fechamento das vias para o refúgio ou forçar pessoas a voltarem para situações de perigo. 

Existem soluções. Se forem identificados riscos à saúde, medidas de triagem podem ser implementadas, juntamente com testes, quarentena e outras medidas. Isso irá permitir às autoridades que gerenciem a chegada de solicitantes de refúgio e refugiados de maneira segura, respeitando os padrões internacionais de proteção de refugiados que foram estabelecidos para salvar vidas. 

Nestes tempos difíceis, não devemos esquecer aqueles que fogem de guerras e perseguições. Eles precisam – todos nós precisamos – de solidariedade e compaixão agora mais do que nunca.” 

 

O coronavírus pode afetar qualquer pessoa e é nossa responsabilidade coletiva garantir que a resposta global inclua todos e todas. Faça uma doação hoje mesmo e nos ajude a proteger refugiados, pessoas deslocadas e comunidades que os acolhem!