Prêmio CICV de Cobertura Humanitária chega a quarta edição com categoria especial e abertura para reportagens sobre Covid-19

A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) participa neste ano com uma categoria especial sobre refugiados e apátridas; inscrições vão de 1° de julho a 1° de setembro

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O Prêmio CICV de Cobertura Humanitária, iniciativa do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para dar voz às vítimas, chega a sua quarta edição neste ano (inscrições aqui) e busca reconhecer o trabalho de jornalistas e veículos de comunicação brasileiros que tenham se dedicado à cobertura de temas humanitários. O objetivo desta iniciativa é incentivar a produção de mais conteúdo jornalístico de qualidade sobre esses assuntos voltados ao público brasileiro.

Além da tradicional categoria “CICV de Reportagens e Documentários”, neste ano teremos como novidade a categoria especial “ACNUR 70 anos”, que premiará produtos jornalísticos, ou de caráter documental, voltados exclusivamente a temas relacionados a refúgio e apatridia. A categoria é oferecida pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), parceira do Prêmio, que neste ano completa 70 anos de fundação.

“O jornalismo tem um papel fundamental na nossa sociedade e tem uma enorme responsabilidade de visibilizar de dar voz às pessoas, de aproximar diferentes realidades ao público”, afirma a chefe da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Simone Casabianca-Aeschlimann. “É essa cobertura que vai conectar um brasileiro à história de um iraquiano. Porque não se trata da distância geográfica e cultural entre Brasília e Bagdá. A cobertura humanitária diz respeito a história de pessoas contada para outras pessoas, não importa de onde elas são”, complementa a chefe da Delegação.

Em 2020, diante da pandemia do novo coronavírus, o Prêmio também aceitará inscrições de reportagens que abordem o impacto da COVID-19 sobre as vítimas, mesmo que o foco seja totalmente brasileiro – para os demais temas, o foco segue sendo o internacional. Caso a reportagem sobre impactos da COVID-19 faça um recorte do tema de refúgio e apatridia, deverá ser inscrita na categoria especial ACNUR 70 anos. Do contrário, ela concorrerá na categoria CICV de Reportagens e Documentários.

O primeiro colocado de cada categoria ganhará uma viagem com despesas pagas e agenda organizada para cobrir uma realidade humanitária onde o CICV ou o ACNUR tenham atuação. Não havendo condições sanitárias de realizar a viagem no primeiro trimestre de 2021, o prêmio será revertido em dinheiro. O segundo e o terceiro lugar da categoria CICV também receberão prêmios em dinheiro. Nesta quarta edição, poderão ser inscritas reportagens produzidas para meios impresso, televisão, rádio ou multimídia para ambas as categorias. O período de inscrição será entre 1° de julho a 1° de setembro de 2020. Os finalistas serão anunciados em novembro de 2020.

A banca de jurados analisará de maneira isenta o material inscrito seguindo os seguintes parâmetros: qualidade técnica; pertinência da temática ou assunto; e abordagem qualificada. O período de inscrições começa em 1° de julho e termina em 1° de setembro de 2020. Para mais informações e regulamento, acesse a página do Prêmio.

 

Categoria Especial ACNUR 70 anos

Parceira desde a terceira edição como parte da banca de jurados, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), oferece em caráter especial dentro do Prêmio neste ano a categoria ACNUR 70 anos, alusiva ao aniversário da organização. Na categoria, serão avaliadas reportagens humanitárias com foco nos temas de refúgio e apatridia. São encorajadas publicações de abrangência nacional que retratem o impacto do fluxo de refugiados nas comunidades de acolhida de forma inovadora e humana.

“Com os números de deslocamento forçado alcançando novos recordes a cada ano, é cada vez mais necessário que possamos dar voz às pessoas que foram forçadas a sair de suas casas por motivos de guerras, perseguições ou violações dos direitos humanos”, afirma o Representante do ACNUR no Brasil, José Egas. “O jornalismo é uma ferramenta valiosa para provocar reflexões sobre os efeitos e possíveis soluções para as crises humanitárias que assolam o mundo há anos ou mesmo décadas.”

O prêmio para o vencedor será uma viagem a alguma cidade brasileira no contexto de trabalho do ACNUR no âmbito da Operação Acolhida (Boa Vista ou Manaus), incluindo passagem aérea, hospedagem e diárias durante o período da visita. Caso o ACNUR verifique que não há condições de segurança para realizar a viagem-prêmio até o dia 31 de março por causa da pandemia de COVID-19, a premiação será oferecida em dinheiro.

Mais informações

Diogo Alcântara, CICV Brasília, (61) 98115-7610, [email protected]
Victoria Hugueney, ACNUR Brasília, (61) 98416-3044, [email protected]
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Websites: www.cicv.org.br e www.acnur.org.br