“Com o apoio dos doadores, somos capazes de atuar mesmo nas situações mais difíceis”

Catia Lopes é chefe do sub-escritório do ACNUR em La Guajira, Colômbia, e relembra os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus em 2020

Catia Lopes e o governador de La Guajira, Nemesio Roys Garzón, visitam o centro de assistência a refugiados e migrantes venezuelanos, reaberto depois de seis meses © ACNUR/Nicolo Filippo Rosso

Como você descreveria 2020 em apenas três palavras?
Este ano foi imprevisível, desafiador e transformador.

Trabalhando em campo, qual foi o momento mais difícil que você enfrentou neste ano?
Pra mim, o momento mais difícil neste ano foi ser capaz de encontrar um equilíbrio entre a segurança dos meus colegas e a resposta aos refugiados no campo.

2020 foi desafiador em muitos aspectos. O que você acha que são alguns dos aprendizados desse ano?
Aprendemos que podemos ser criativos na forma como trabalhamos e que um forte espírito de equipe é essencial para uma resposta de emergência bem-sucedida.

Como você descreveria a situação atual de nossa população de interesse em seu posto de trabalho?
Com o fechamento das fronteiras devido à pandemia, as pessoas estão chegando a La Guajira por trilhas informais. Elas estão expostas à extorsão, redes de tráfico de pessoas, abuso sexual e violência. As famílias que chegam hoje são as mais vulneráveis.

Como você se sente agora?
Tenho uma grande sensação de realização e orgulho pelo trabalho que conseguimos continuar em campo. Protegemos os refugiados, reabrimos todos os nossos abrigos e continuamos a apoiar as comunidades anfitriãs e os governos locais na resposta a emergências que afetam a todos nós, como o furacão Iota, que devastou a região do Caribe nas últimas semanas.

O que você gostaria de dizer para alguém que doou para ACNUR em 2020? Qual foi o impacto dessas contribuições?
A todos que doaram para ACNUR em 2020, gostaria de agradecer muito. Seu apoio nos permitiu ficar no campo para proteger os refugiados, para prestar nossos serviços, para apoiar as comunidades locais, tudo ao mesmo tempo em que trabalhávamos para conter o novo coronavírus.

Quais são seus maiores medos para o próximo ano?
Meu maior temor para o próximo ano é um influxo maciço com a reabertura das fronteiras, com uma população cada vez mais vulnerável por não conseguir sair durante todos esses meses de pandemia.

Quando você pensa no ano que vem, o que deixa você esperançosa?
Saber que sobrevivemos este ano. Sei que, com o apoio dos doadores, seremos capazes de responder mesmo nas situações mais difíceis.

Por que é mais importante do que nunca para os doadores apoiarem o trabalho do ACNUR?
Esta pandemia afetou a todos. Afetou a mim, você, nossas famílias, nossos vizinhos, nossas comunidades. Mas afetou muito mais os refugiados e as populações deslocadas. Os refugiados nem sempre têm meios para lavar as mãos constantemente e para se protegerem. Portanto, seu apoio agora é mais importante do que nunca.


O ACNUR segue atuando no Brasil e no mundo para proteger refugiados, pessoas deslocadas e comunidades que os acolhem do novo coronavírus.

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