O ACNUR contabiliza e monitora o número de refugiados, deslocados internos, retornados, solicitantes da condição de refugiado e pessoas apátridas. O Relatório Semestral fornece estatísticas e números importantes sobre os primeiros seis meses de 2021 para ajudar as organizações e os Estados a planejarem suas respostas humanitárias.

RELATÓRIO SEMESTRAL DE 2021      

RELATÓRIO DE TENDÊNCIAS GLOBAIS DE 2020

Pessoas deslocadas à força

O termo pessoas deslocadas à força abrange refugiados, solicitantes da condição de refugiado, pessoas deslocadas internamente e venezuelanos deslocados para o estrangeiro. Inclui refugiados e outras pessoas deslocadas não cobertas pelo mandato do ACNUR e exclui outras categorias, como repatriados e apátridas não deslocados.

No primeiro semestre de 2021, milhões de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas devido a conflitos armados, violência generalizada ou violações dos direitos humanos. Muitas delas enfrentaram desafios adicionais devido à  COVID-19, desastres, condições meteorológicas extremas e outros efeitos das mudanças climáticas.

Como descreve o relatório de Relatório Semestral de 2021, o ACNUR estima que o deslocamento forçado global teve um aumento acentuado em relação aos 82,4 milhões relatados no final de 2020.

Refugiados e solicitantes da condição de refugiado

No final de junho de 2021, o número de refugiados sob o mandato do ACNUR ultrapassou 20,8 milhões, ou seja 172.000 pessoas a mais do que no final de 2020. Mais da metade dos novos reconhecimentos vieram de cinco países: República Centro-Africana (71.800), Sul Sudão (61.700), Síria (38.800), Afeganistão (25.200) e Nigéria (20.300). No mesmo período, havia 92.100 novos venezuelanos deslocados na América Latina e no Caribe.

O número de solicitantes da condição de refugiado subiu para 4,4 milhões, em comparação com os 4,1 milhões no final de 2020.

 

Pessoas deslocadas internamente

O ACNUR continua respondendo às situações de deslocamento interno em 33 países. Em meados de 2021, o número de pessoas deslocadas internamente aumentou para quase 50,9 milhões. A intensificação da violência levou a novos deslocamentos significativos no Afeganistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Moçambique, Mianmar, Sudão do Sul e países da região do Sahel, entre outros locais.

A pandemia de COVID-19

A pandemia de COVID-19 trouxe novos desafios para os países e também para as populações deslocadas. A transição dos governos de tentar conter a disseminação da COVID-19 para conviver com ela foi possível principalmente pela implementação de programas de vacinação. Para o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, a campanha global de vacinação representou “a maior prova moral dos nossos tempos”.

É encorajador que quase todos os países tenham incluído refugiados, solicitantes da condição de refugiado e outras pessoas que precisam de proteção internacional em seus planos nacionais de vacinação contra a COVID-19.

 

Encontrando soluções

Voltar para casa em segurança e dignidade, com base em uma escolha livre e informada, continua a ser a solução preferida para a maioria dos refugiados do mundo. Embora o número de pessoas que retornaram tenha aumentado em comparação com o mesmo período de 2020 (tanto refugiados como pessoas deslocadas internamente), a taxa permaneceu bem abaixo dos níveis pré-COVID-19 durante o mesmo período de 2019.

No primeiro semestre de 2021, cerca de 126.700 refugiados voltaram para 23 países de origem. Alguns desses retornos foram facilitados pelo ACNUR e seus parceiros, enquanto outros foram auto-organizadas. Conforme mostrado neste gráfico, a maioria dos repatriados no primeiro semestre de 2021 eram sul sudaneses, retornando principalmente do Sudão, Etiópia e Uganda.

Conforme enfatizado no Pacto Global sobre Refugiados, identificar e apoiar soluções duradouras que permitam aos refugiados reconstruir suas vidas é uma prioridade estratégica para o ACNUR e para a comunidade humanitária. Tradicionalmente, as soluções duradouras incluem repatriação voluntária, integração local e reassentamento em um terceiro país e status legal em países de acolhida de refugiados. No entanto, como tem acontecido há vários anos, apenas uma pequena fração das populações deslocadas foi capaz de encontrar uma solução segura e duradoura no primeiro semestre de 2021.

RELATÓRIO SEMESTRAL DE 2021      

Os números apresentados aqui foram coletados de governos e escritórios do ACNUR em todo o mundo e complementados, quando necessário, com dados de organizações não governamentais. Salvo indicação em contrário, os valores referem-se apenas a eventos ocorridos até 30 de junho de 2021.

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