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Geração de renda e inclusão dos refugiados no mercado de trabalho

Geração de renda e inclusão dos refugiados no mercado de trabalho

27 Janeiro 2022
Trabalhadores descarregam um caminhão de entrega no depósito da DOXS Logística em Guarulhos, São Paulo, que emprega refugiados venezuelanos entre seus funcionários © ACNUR/Gabo Morales

O trabalho é uma forma humana de reconstruir a vida, ajudar os familiares e construir um lar cheio de amor e afeto no país de acolhida para os refugiados. Ter renda garantida todo mês, com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada é o objetivo de muitos, inclusive dos refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado. Sim, eles podem obter a CTPS e trabalhar regularmente no país.

O ordenamento jurídico brasileiro garante o acesso aos direitos trabalhistas a pessoas em condição de refúgio, como previsto na Convenção de das Nações Unidas de 1951, da qual o Brasil é signatário.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

Para ter acesso ao mercado de trabalho, basta que o refugiado tenha o Protocolo de Solicitação de Refúgio, emitido pela Polícia Federal. Esse é o primeiro documento de identificação que o solicitante da condição de refugiado recebe no Brasil. A validade inicial do protocolo é de um ano, mas o documento é renovado durante todo o período em que o solicitante aguardar a decisão do seu processo, sem qualquer prejuízo ao seu status regular no Brasil. Com este documento em mãos, também é possível realizar abertura de conta bancária.

Os jovens de 14 a 23 anos podem participar do Programa Jovem Aprendiz, sendo obrigatória a frequência escolar daqueles matriculados no ensino fundamental.

O venezuelano Johnny José Gonzalez (à esquerda) conhece Vanderlei Cardoso, Diretor Executivo da empresa brasileira DOXS Logistica, que emprega Johnny em um depósito em Guarulhos, São Paulo © ACNUR/Gabo Morales

POR QUE CONTRATAR UM REFUGIADO?

Contratar uma pessoa refugiada enriquece o ambiente de trabalho. São profissionais que frequentemente dominam mais de um idioma e possuem conhecimentos, experiências e qualificações variadas. Empresas que promovem atividades para refugiados/as relatam múltiplos benefícios, entre eles: maior engajamento dos colaboradores e o desenvolvimento de habilidades de liderança para os funcionários que atuam como mentores de refugiados/as. Além de trazer mais diversidade ao ambiente de trabalho, as empresas relatam que os refugiados contratados motivam seus colegas, demonstram alto comprometimento com suas funções e costumam ficar mais tempo em seus cargos (menores taxas de rotatividade).

A sua empresa também pode fazer parte dessa corrente ajudando um refugiado a aplicar suas habilidades e crescer profissionalmente. Clique aqui e anuncie sua vaga dando oportunidade para pessoas refugiadas para se redescobrir no ambiente de trabalho, levando diversidade para sua empresa.

COMO O ACNUR ATUA

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) atua em conjunto com autoridades nacionais e locais, organizações da sociedade civil e o setor privado para que todas as pessoas refugiadas, deslocadas internas e apátridas encontrem segurança e apoio para reconstruir suas vidas.

Para auxiliar os refugiados com nível superior para recolocação no mercado de trabalho no Brasil, o ACNUR possui um projeto de abrangência nacional que apoia o processo de revalidação de diplomas de graduação de pessoas refugiadas em parceria com a organização Compassiva, em São Paulo.

Em seus 70 anos de atuação, a Agência da ONU para Refugiados já protegeu e ajudou milhões de pessoas a recomeçarem suas vidas. Por esse trabalho humanitário, recebeu duas vezes o Prêmio Nobel da Paz (1954 e 1981).

Abra as portas para pessoas refugiadas e redescubra crescimento, inovação e diversidade no ambiente de trabalho.