Prêmio Nansen
Prêmio Nansen
Todos os anos, o Prêmio Nansen homenageia um indivíduo ou organização que dedicou seu tempo e fez a diferença na tarefa de proteger pessoas deslocadas à força de suas casas. O Prêmio recebeu o nome de Fridtjof Nansen – valente explorador norueguês dedicado às causas humanitárias que serviu como o primeiro Alto Comissário para Refugiados da Liga das Nações – e busca, por meio de seus homenageados, mostrar os valores de perseverança e compromisso de Nansen diante da adversidade. Além da premiação global, desde 2017, os vencedores regionais também são reconhecidos por seus esforços humanitários.
Vencedores em 2025
Martin Azia Sodea, líder tradicional da comunidade de Gado-Badzéré, em Camarões, é o premiado global do Prêmio Nansen para Refugiados do ACNUR em 2025.
Quatro pessoas extraordinárias e uma organização nacional que atua na linha de frente, reconhecidas pela coragem e compaixão ao ajudar pessoas forçadas a fugir, foram selecionadas como vencedoras do Prêmio Nansen para Refugiados deste ano, concedido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
Os vencedores de 2025 incluem: um líder comunitário em Camarões, que apoiou a integração de 36 mil refugiados; a fundadora de uma escola administrada por refugiados no Tajiquistão; uma organização de mulheres no Iraque, que alcançou 105 mil sobreviventes de conflitos; um executivo no México, que ajudou a empregar centenas de refugiados; e equipes de emergência na Ucrânia, que permanecem atuando no país, em locais de ataques.
Premiado Global de 2025
O premiado global deste ano, o líder Martin Azia Sodea, de Camarões, é um visionário que transformou milhares de vidas com sua humanidade e generosidade. Quando refugiados da República Centro-Africana chegaram ao vilarejo de Gado-Badzéré, a comunidade não os afastou. Guiados por Sodea e sua família, acolheram os recém-chegados, oferecendo terras para abrigo e agricultura. Sua liderança transformou um pequeno vilarejo em um símbolo de solidariedade, fundamentado na crença de que pessoas que chegam em situação de proteção internacional merecem apoio e a chance de recomeçar.
O líder Sodea também inspirou outras lideranças tradicionais na região, contribuindo para uma mudança ampla na forma como as pessoas refugiadas são acolhidas. Sua mensagem é simples e visceral: “somos todos seres humanos e precisamos cuidar uns dos outros.”
“Precisávamos começar atendendo as necessidades sociais. Essa abordagem foi o que salvou vidas, porque muitos já estavam morrendo no caminho. Tivemos de ir ao encontro deles, levar comida e resgatá-los”, afirmou. “Não podíamos assistir nossos irmãos morrerem. Não há distinção entre refugiados e população anfitriã. Vivemos juntos.”
Conheça os vencedores regionais:
Américas – Pablo Moreno Cadena (México)
Executivo empresarial que se tornou referência na inclusão de pessoas refugiadas no mercado de trabalho mexicano. Como líder sênior da MABE, importante fabricante de eletrodomésticos, incentivou a contratação proativa e a integração de refugiados na força laboral da empresa.
Europa – Proliska (Ucrânia)
Organização ucraniana que presta assistência vital a mais de 3,2 milhões de pessoas, muitas vezes em áreas remotas e perigosas. Após ataques aéreos e bombardeios, a Proliska costuma ser uma das primeiras a chegar, garantindo que ninguém deixe de ser atendido.
Oriente Médio e Norte da África – Taban Shoresh (Iraque)
Trabalhadora humanitária, defensora dos direitos das mulheres e fundadora da The Lotus Flower, organização liderada por mulheres que apoia sobreviventes de conflitos no Iraque. Ela própria sobrevivente de genocídio, Taban transformou sua experiência em ação concreta para mulheres e meninas deslocadas na região do Curdistão.
Ásia e Pacífico – Negara Nazari (Tajiquistão)
Refugiada afegã e cofundadora do Ariana Learning Centre. Ex-bolsista DAFI e formada em economia, escolheu dedicar-se à criação de uma escola para jovens refugiados afegãos que não tinham acesso à educação, em vez de seguir carreira no setor corporativo.
Quem foi Fridtjof Nansen?
Fridtjof Nansen serviu como o primeiro Alto Comissário para Refugiados na Liga das Nações após o deslocamento forçado de pessoas causado pela Primeira Guerra Mundial. Ele serviu de 1920 a 1930, reunindo esforços que ajudaram centenas de milhares de refugiados a retornar para casa e permitiram que muitos outros se tornassem residentes regulares nos países onde encontraram refúgio. Nansen viu que um dos maiores problemas enfrentados pelos refugiados era a falta de documentos de identificação reconhecidos internacionalmente. Ele estabeleceu o primeiro instrumento legal para conceder proteção internacional aos refugiados por meio de um documento que se chamou "passaporte Nansen". Como o primeiro Alto Comissário para Refugiados, Nansen organizou um programa de assistência para milhões de russos afetados pela fome de 1921-1922. Por seu trabalho crucial, ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1922.
Informações para a imprensa
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