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Dados: refugiados no Brasil e no mundo

Dados: refugiados no Brasil e no mundo

O ACNUR trabalha com dados e estatísticas que ajudam a compreender informações importantes para salvar, proteger e melhorar a vida das pessoas refugiadas, forçadas a se deslocar e apátridas. Com base em dados confiáveis, é possível tomar decisões informadas sobre nosso trabalho e planejar melhor as operações futuras. Os dados também nos permitem prestar contas a beneficiários, governos, parceiros e doadores de forma tangível e comparável. A confidencialidade dos dados dos refugiados é altamente respeitada pelo ACNUR e por nossos parceiros, e o processamento e a proteção de dados pessoais estão ancorados na Política de Proteção de Dados do ACNUR.

Deslocamento forçado no mundo

No final de 2025, havia 41,6 milhões de pessoas refugiadas em todo o mundo, incluindo refugiados sob o mandato do ACNUR, pessoas em situação semelhante à de refugiados, outras pessoas que necessitam de proteção internacional e refugiados palestinos sob o mandato da UNRWA, e outros 9 milhões de solicitantes de asilo aguardando uma decisão sobre seus pedidos. Além disso, havia 68,7 milhões de pessoas deslocadas dentro de seus próprios países devido a conflitos ou violência.

O número global de refugiados diminuiu em 2025, registrando uma queda de 3% em comparação ao final de 2024. Essa mudança reflete um aumento significativo no retorno de refugiados, principalmente para Afeganistão, Síria e Sudão. O número de deslocados internos (IDPs) também diminuiu devido ao retorno dessas pessoas, especialmente na República Democrática do Congo, no Sudão e na Síria. No entanto, muitos desses retornos ocorreram em circunstâncias adversas, e as condições para a reintegração permanecem extremamente desafiadoras.

Atualmente, uma em cada 70 pessoas no mundo, ou 1,4% da população global, encontra-se em situação de deslocamento forçado.

Acesse material - Tendências globais e Tendências nas Américas: Deslocamento forçado de pessoas em 2025

117,8 milhões

de pessoas foram forçadas a deixar suas casas até o final de 2025.

41,6 milhões

das pessoas forçadas a se deslocar são refugiadas.

7 em cada 10

pessoas refugiadas são de apenas seis países - Afeganistão, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Ucrânia e Venezuela.

Pessoas deslocadas à força em todo o mundo | 2015 - meados de 2025

Números em milhões
Alguns refugiados palestinos sob o mandato da UNRWA em Gaza também foram deslocados internamente em 2023 (1,2 milhão), 2024 (1,4 milhão) e 2025 (1,4 milhão). Neste gráfico, esses refugiados deslocados internamente sob o mandato da UNRWA são contabilizados apenas uma vez, na categoria “refugiados palestinos sob o mandato da UNRWA”.

Deslocamento forçado nas Américas

A crise global de deslocamento afeta profundamente as Américas, onde a população deslocada à força e assistida ou protegida pelo ACNUR, no final de 2024, alcançava 21,9 milhões de pessoas, ou seja, 17,6% do total mundial.

Globalmente, 60% das pessoas forçadas a fugir nunca cruzam as fronteiras de seus próprios países. Nas Américas, o crime e a insegurança tornaram-se as principais causas do deslocamento interno, desde a violência indiscriminada de gangues no Haiti até o impacto do conflito nas comunidades da Colômbia. O deslocamento interno no Haiti triplicou em 2024, passando de 313,9 mil para mais de 1 milhão de pessoas, enquanto a Colômbia possui uma das maiores populações de deslocados internos do mundo, com aproximadamente 7 milhões de pessoas.

21,9 milhões

Até o fim de 2024, 21,9 milhões de pessoas forçadas a se deslocar estavam nas Américas, o que representa 17,6% do total mundial.

Haiti

No Haiti, o deslocamento interno triplicou em um ano, passando de 313,9 mil em 2023 para mais de 1 milhão de pessoas em 2024.

Colômbia

A Colômbia possui uma das maiores populações de deslocados internos do mundo, com aproximadamente 7 milhões de pessoas.

Deslocamento forçado em números - Brasil

De acordo com dados divulgados na última edição do relatório Refúgio em Números, entre 2015 e 2024, o Brasil recebeu solicitações de reconhecimento da condição de refugiadas de pessoas oriundas de 175 países, totalizando 454.165 pedidos.

Das 454.165 pessoas que solicitaram asilo ao Brasil entre 2015 e 2024, as principais nacionalidades foram: venezuelanos (266.862), cubanos (52.488), haitianos (37.283) e angolanos (18.435). Juntas, essas quatro nacionalidades correspondem por 82,6% do total de solicitações registradas no país na última década.

Apenas em 2024, foram registradas 68.159 solicitações de asilo, um aumento de 9.531 (ou 16,3%) em relação a 2023, quando houve 58.628 pedidos. As nacionalidades que predominaram em 2024 nas solicitações de asilo foram venezuelanos (39,8%), cubanos (32,7%) e angolanos (5%).

Ao final de 2024, o Brasil contabilizava 156.612 pessoas reconhecidas como refugiadas, o que representa um aumento de 9,5% em relação a 2023.

Painéis interativos de dados do ACNUR Brasil

Painel de populaões em necessidade de proteção internacional no Brasil
Populações em necessidade de proteção internacional no Brasil
Apresenta o retrato das pessoas refugiadas e outras em necessidade de proteção internacional no Brasil, e compartilha informações sobre os compromissos firmados pelo Governo brasileiro e demais atores nacionais no marco do Fórum Global sobre Refugiados.
Painel das Populações Indígenas refugiadas e migrantes no Brasil
Populações indígenas
Informações sobre populações indígenas refugiadas e migrantes no Brasil, como dados de registro e perfil populacional.



Painel sobre revalidação de diplomas
Revalidação de diplomas (2016 - 2022)
O ACNUR iniciou uma parceria com a Associação Compassiva em 2016 para a revalidação de diplomas de Ensino Superior de pessoas refugiadas no Brasil. Esse painel traz dados sobre as revalidações no período de 2016 a 2022 e perfil populacional dos beneficiados.

Panéis relacionados à resposta ao fluxo de pessoas vindas da Venezuela

Painel Perfil dos abrigos em Roraima
Abrigos em Roraima
O ACNUR fornece apoio ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome na gestão de abrigos temporários e emergenciais em Roraima. Esse painel apresenta dados sobre os abrigos e perfis populacionais atendidos.
Painel de informações sociais sobre pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas
Informações sociais para refugiados e migrantes venezuelanos
Painel do Governo Federal com informações sobre programas sociais oferecidos e dados sobre população alcançada.
capa - painel interiorização
Estratégia de interiorização
Informações sobre a estratégia de realocação voluntária de pessoas venezuelanas, de Roraima para outros estados brasileiros, iniciada em 2018. Esse painel fornece dados como gênero, idade, nível educacional, experiência laboral e necessidades específicas das pessoas interiorizadas, assim como destino escolhido.
Painel da R4V sobre movimentos de saída
Monitoramento dos movimentos de saída
A Plataforma R4V realiza uma pesquisa contínua com pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela para analisar os movimentos de saída do Brasil.