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7 motivos para apoiar pessoas refugiadas no Dia de Doar

Notas informativas

7 motivos para apoiar pessoas refugiadas no Dia de Doar

Sua solidariedade pode ser o que falta para uma família receber alimentos, uma menina voltar a estudar ou crianças terem acesso a saúde.
1 Dezembro 2025
Chade. Cortes no financiamento afetam negativamente as esperanças de educação de refugiados sudaneses

Crianças refugiadas sudanesas que vivem no campo de refugiados de Farchana, no leste do Chade, enfrentam um futuro incerto, já que os cortes no financiamento humanitário global tornaram impossível o pagamento dos salários dos professores do ensino secundário.

Nesta terça-feira, 2 de dezembro, pessoas e organizações ao redor do mundo celebram o Dia de Doar. Criada em 2012 nos Estados Unidos e realizada no Brasil desde 2013, a data mobiliza uma grande rede de solidariedade e aproxima pessoas de causas que transformam vidas. Neste espírito de união e generosidade, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reúne sete motivos para você apoiar pessoas refugiadas. Confira:

Funcionário do ACNUR entrega itens de ajuda humanitária a mulher no Chade. Milhares de refugiados sudaneses continuam a fugir através da fronteira.

Fatma aguarda para receber itens não alimentares após chegar ao assentamento de refugiados de Dougui.

  1. Doações de emergência garantem ajuda humanitária vital para refugiados de maneira rápida e eficiente

O ACNUR é uma agência de emergência e proteção e tem capacidade para atender pessoas refugiadas em tragédias humanitárias em até 72 horas, em qualquer lugar do mundo. Essa rapidez é resultado de uma presença global sólida, estoques de suprimentos emergenciais, rede de parceiros multilaterais e décadas de expertise em operações de campo. Graças a esse preparo, conseguimos levar abrigo, água potável, alimentos, itens de higiene, medicamentos e outros suprimentos essenciais às famílias que acabam de ser forçadas a fugir.

Agir durante as primeiras horas de uma emergência humanitária são crucial. E as doações garantem que o ACNUR leve proteção, segurança e dignidade para o maior número possível de pessoas afetadas.

Chile. Mural comunitário e ecológico: Esperança longe de casa

Após deixar seu país, Jennifer, junto com seus filhos, Juliana e Jerónimo, se uniu à campanha “Esperança Longe de Casa” do ACNUR em comemoração ao 40º aniversário da Declaração de Cartagena sobre Refugiados.

  1. Após o pico de uma emergência, o ACNUR continua em campo garantindo soluções de longo prazo para refugiados e deslocados.

Quando uma pessoa é forçada a deixar sua casa, muitas vezes ela não pode retornar por medo de perseguição ou violência. Essa situação, que deveria ser temporária, pode se estender por anos, décadas ou até mesmo por gerações, deixando famílias inteiras sem perspectivas de futuro e sem um lugar onde possam reconstruir suas vidas com segurança e dignidade.

Por isso, além de garantir proteção e assistência imediata, o ACNUR trabalha com governos e com a comunidade internacional para encontrar soluções duradouras, como o reassentamento, a integração local, ou o retorno voluntário quando for seguro. Paralelamente, contribuímos para que pessoas refugiadas retomem sua autonomia através do acesso à educação, ao trabalho e a oportunidades que fortalecem seus meios de vida. Promover caminhos para que refugiados possam viver com paz, estabilidade e dignidade é uma parte essencial e contínua do trabalho do ACNUR.

Chade. Refugiados afetados por inundações no distrito de N'Djamena.

Fatima Kofolo com o marido, Abba Appolinaira, e o bebê Weideing, em frente à sua casa no bairro de Mbayam, no Chade. Na confluência dos rios Chari e Logone, os habitantes de Mbayam foram severamente afetados por inundações. Desde setembro de 2024, eles vêm tentando se organizar diante da subida inexorável do nível da água, impulsionada por chuvas torrenciais que afetaram mais de 1.000 pessoas.

  1. Pessoas forçadas a se deslocar estão entre os mais afetados por desastres relacionados ao clima, embora tenham contribuído pouco para suas causas.

De acordo com o novo relatório do ACNUR, No Escape II: The Way Forward (Sem Escapatória II: O Caminho a Seguir), 250 milhões de deslocamentos internos foram causados por desastres relacionados ao clima na última década. Isso equivale a cerca de 70.000 por dia, ou 2 deslocamentos a cada 3 segundos.

Para enfrentar esse cenário, o ACNUR trabalha para fortalecer resiliência, adaptação e soluções sustentáveis em parceria com governos, organizações e comunidades locais. Na COP 30, foi lançado o Fundo de Proteção Ambiental para Refugiados (Refugee Environmental Protection - REP Fund), a primeira iniciativa financeira de grande escala do mundo voltada para os refugiados e centrada no carbono. A meta para os primeiros 10 anos é restaurar mais de 100 mil hectares de terra e expandir o acesso à energia limpa para 1 milhão de pessoas.

Zâmbia. Ex-refugiado angolano cultivando Esperança em Meheba

O assentamento de refugiados de Meheba, Zâmbia, que por meio de iniciativas sustentáveis, tornou-se um modelo de subsistência para refugiados, demonstrando como assentamentos de refugiados podem evoluir de locais de mera sobrevivência para comunidades prósperas que contribuem economicamente.

  1. Em um mundo marcado pela fome crescente, conflitos e eventos climáticos extremos, combater a insegurança alimentar é também proteger pessoas refugiadas.

Hoje, cerca de 120 milhões de pessoas estão deslocadas de forma forçada no mundo. Entre elas, uma em cada três pessoas refugiadas vive em situação de insegurança alimentar aguda. A fome é uma emergência que exige ação imediata e colaboração contínua.

No mês passado, o ACNUR aderiu à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, reforçando seu compromisso em promover respostas urgentes e estruturantes para garantir alimentação adequada e dignidade a populações vulneráveis ao redor do mundo — defendendo que refugiados, solicitantes de asilo, apátridas, indígenas, pessoas com deficiência e crianças refugiadas não sejam deixadas para trás. Além disso, temos a campanha #ComidaPraViagem, em que a sua doação permite que famílias refugiadas comprem alimentos e itens básicos em países como Sudão do Sul, Malawi e Quênia. Ofereça alimentos para quem mais precisa.

Chade. Cortes no financiamento afetam negativamente as esperanças de educação dos refugiados sudaneses.

Cortes no financiamento afetam negativamente as esperanças de educação dos refugiados sudaneses.

  1. A educação de pessoas refugiadas vive entre o progresso e a pressão, avançando no acesso e na qualidade mesmo em um contexto desafiador.

Embora mais crianças e jovens refugiados estejam tendo acesso à educação, o aumento contínuo da população refugiada no mundo ultrapassa a capacidade de atendê-los. Como resultado, quase metade permanece fora da escola. Estima-se que existam 12,4 milhões de crianças e jovens refugiados em idade escolar, e calcula-se que 46% estejam fora das salas de aula — o que representa cerca de 5,7 milhões de estudantes sem acesso à educação.

Segundo o mais recente Relatório sobre Educação de Refugiados do ACNUR, houve um avanço significativo nas matrículas no ensino superior, que atingiu 9%, acima dos 7% registrados no ano passado, aproximando-se da meta de 15% até 2030. No entanto, cortes no financiamento humanitário colocam em risco conquistas recentes e ameaçam a continuidade desse progresso.

Chade. Refugiados sudaneses se preparam para a transferência para Dugui, um campo recém-construído pelo ACNUR.
  1. Sem financiamento, milhares de vidas serão afetadas.

O ACNUR enfrenta hoje a pior crise de financiamento de sua história, e as doações são fundamentais para garantir que continuemos fornecendo abrigo de emergência, alimentação e proteção às pessoas que mais precisam.

Pessoas refugiadas estão entre as mais vulneráveis do mundo, e enfrentam riscos ainda maiores de abuso, pobreza, retorno forçado para situações de perigo ou a possibilidade de novas e perigosas jornadas.

Mais do que nunca, as doações têm um impacto decisivo para que o ACNUR siga atuando na proteção e no apoio a pessoas refugiadas. Apoie a causa refugiada, torne-se um doador!

Burundi. O ACNUR amplia o apoio a mais de 60.000 refugiados que fogem da RDC.

O ACNUR amplia o apoio a mais de 60.000 refugiados em Burundi que foram forçadas a sair da da República Democrática do Congo

  1. 75 anos do ACNUR: os tempos mudam, nossa missão não.

O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, foi criado em dezembro de 1950 por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas. Iniciou suas atividades em janeiro de 1951, com um mandato inicial de três anos para reassentar refugiados europeus que estavam sem lar após a Segunda Guerra Mundial.

Sete décadas depois, com o deslocamento forçado atingindo níveis sem precedentes, seguimos com o mesmo compromisso que nos deu origem: proteger, acolher e apoiar milhões de pessoas obrigadas a deixar suas casas e trabalhar para poderem reconstruir suas vidas com segurança e dignidade. Por esse trabalho humanitário, recebemos duas vezes o Prêmio Nobel da Paz (1954 e 1981).

O trabalho do ACNUR de proteção às pessoas refugiadas é mantido por contribuições voluntárias de países e por doações de empresas e pessoas físicas.

Neste Dia de Doar, convidamos você a se juntar a esse movimento global de solidariedade. Sua doação fortalece a proteção e ajuda a garantir um futuro digno para milhares de famílias refugiadas.