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Atletas refugiados ganham caminho para LA28 e além por meio de bolsas olímpicas

Notas informativas

Atletas refugiados ganham caminho para LA28 e além por meio de bolsas olímpicas

No mês em que se comemora a resiliência dos refugiados em todo o mundo, a Fundação Olímpica para Refugiados anunciou 47 atletas refugiados que estão recebendo bolsas da Solidariedade Olímpica, o primeiro passo em sua jornada rumo à participação das Olimpíadas em Los Angeles 2028
25 Junho 2025
Grupo de pessoas vestidas com trajes formais posando em frente à escultura dos anéis olímpicos, com prédios altos e céu claro ao fundo.

Primeiro time de atletas refugiados olímpicos foi apresentado nos Jogos Rio 2016, no Brasil. 

Em anúncio feito no marco do Dia Mundial do Refugiado, a Fundação Olímpica para Refugiados (ORF, sigla em inglês) apresentou o nome, as modalidades e os países ondem treinam os 47 atletas refugiados que passarão pela seletiva para estarem nos Jogos Olímpicos de 2028, a ser realizado em Los Angeles, nos Estados Unidos.

O comunicado feito traz uma importante novidade: pela primeira vez, atletas juvenis foram incluídos no programa e receberão Subsídios de Desenvolvimento de Atletas Jovens com o objetivo de formar uma Equipe Olímpica de Refugiados Juvenis para os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026. Mais de 30 jovens atletas já estão recebendo esse apoio.

Acolhidos por 13 diferentes Comitês Olímpicos Nacionais e competindo em 15 modalidades esportivas, os bolsistas se juntaram ao Programa de Apoio a Atletas Refugiados, que os ajudará a treinar e competir no mais alto nível. Este programa, administrado pela Fundação Olímpica para Refugiados, concede bolsas para atletas refugiados que os apoiam a tornar elegíveis para inclusão na Equipe Olímpica de Refugiados nos Jogos Olímpicos e Jogos Olímpicos da Juventude.

Para se beneficiar do programa, os atletas devem ser competidores de elite em seus respectivos esportes e refugiados em seu país de acolhida, reconhecidos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Novas bolsas poderão ser concedidas e anunciadas continuamente, na medida em que outros atletas sejam identificados.

De medalhistas a novos esportes

A ORF trabalha em estreita colaboração com todos os 13 Comitês Olímpicos Nacionais anfitriões para garantir que os atletas refugiados recebam o apoio necessário para continuar seus treinamentos e preparação em seus países de acolhida. Além disso, a colaboração com Federações Internacionais é essencial para garantir que os atletas tenham a oportunidade de competir no mais alto nível das competições internacionais. Atualmente, 17 federações permitem a participação de atletas refugiados em suas competições internacionais, e muitas hospedam uma equipe de refugiados em seus campeonatos mundiais. Entre os 47 novos bolsistas anunciados estão:

  • Cindy Ngamba, boxeadora e a primeira medalhista da Equipe Olímpica de Refugiados em Paris 2024;

  • Ramiro Mora, halterofilista que conquistou um Diploma Olímpico na categoria 102kg em Paris 2024;

  • Farida Abaroge, ex-karateca que virou corredora dos 1500m e carregou a bandeira da Equipe Olímpica de Refugiados na Cerimônia de Encerramento de Paris 2024;

  • Matin Ghalami, o primeiro atleta de squash aceito no programa, esporte que fará sua estreia olímpica em LA28;

  • Afraa Mohammad, refugiada apátrida e a primeira atleta do programa na escalada esportiva.

Olhando adiante: Dakar 2026

Com o anúncio da ORF sobre a inclusão de atletas refugiados jovens no programa de subsídio de atletas jovens para que busquem competir nos Jogos Olímpicos da Juventude, Dakar 2026 será o primeiro Jogos Olímpicos da Juventude realizado no continente africano e representa um marco significativo no compromisso do Comitê Olímpico Internacional com o apoio a refugiados por meio do esporte.

Estes jovens receberão treinamento e apoio em esportes como atletismo, judô, baseball 5 e taekwondo, com forte foco na representação africana. O continente africano abriga mais de 47 milhões de pessoas em situação de deslocamento forçado, tornando a África um foco central dos esforços da ORF para apoiar refugiados por meio do esporte.

Os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026 representam uma oportunidade não apenas para elevar atletas refugiados jovens, mas para destacar o papel da África no enfrentamento do deslocamento forçado global e o compromisso do COI com o apoio a refugiados por meio da solidariedade e inclusão.

Solidariedade por meio do esporte

Atualmente, mais de 122 milhões de pessoas estão deslocadas à força em todo o mundo. O Dia Mundial do Refugiado homenageia a força e a resiliência daqueles que foram forçados a fugir de seu país devido a conflitos, desastres ou perseguições. O tema deste ano, “solidariedade com refugiados”, chama à ação para garantir que eles sejam apoiados e tenham oportunidades para prosperar em suas novas comunidades, sendo o esporte um importante vertente de inclusão e integração.

No contexto de um número crescente de pessoas forçadas a deixar suas casas, o esporte oferece esperança e uma oportunidade de reconstrução física e mental. Essa foi a ideia que levou o presidente do COI, Thomas Bach, a anunciar a criação da primeira Equipe Olímpica de Refugiados em 2015 na Assembleia Geral das Nações Unidas. Desde a estreia da Equipe Olímpica de Refugiados nos Jogos Rio 2016, a iniciativa cresceu. Gerenciado pela ORF, o Programa de Apoio a Atletas Refugiados já apoiou 102 atletas refugiados por meio das bolsas da Solidariedade Olímpica.

Veja abaixo a lista dos 47 atletas relacionados, as modalidades e os países de acolhida

  1. Abdifatah Aden Hassan, Atletismo, Quênia

  2. Adnan Khankan, Judô, Alemanha

  3. Afraa Mohammad, Escalada Esportiva, França

  4. Amir Arsalan Ansari, Ciclismo de Estrada, Suécia

  5. Amir Rezanejad Hassanjani, Canoagem, Alemanha

  6. Aron Gebremariam, Atletismo, Reino Unido

  7. Aryan Saed Panah, Boxe, Espanha

  8. Atefeh Ahmadi, Esqui Alpino, Alemanha

  9. Brhane Gebrebrhan, Atletismo, Reino Unido

  10. Cindy Winner Djankeu Ngamba, Boxe, Reino Unido

  11. Darya Dolidovich, Biatlo, Polônia

  12. Dorsa Yavarivafa, Badminton, Reino Unido

  13. Esrom Neyi, Taekwondo, Reino Unido

  14. Eyeru Tesfoam Gebru, Ciclismo de Estrada, França

  15. Farida Abaroge, Atletismo, França

  16. Farzad Mansouri, Taekwondo, Reino Unido

  17. Hadi Tiranvalipour, Taekwondo, Itália

  18. Iliya Nadernejad, Canoagem, Alemanha

  19. Jamal Valizadeh, Luta Livre, França

  20. Kadar Omar Abdullahi, Atletismo, Reino Unido

  21. Kavan Majidi, Judô, Reino Unido

  22. Kevin Ndahabonyimana, Judô, Quênia

  23. Kiruhura Emmanuel Ntagunga, Atletismo, Noruega

  24. Kun Waar Liem, Atletismo, Quênia

  25. Matin Balsini, Natação, Reino Unido

  26. Matin Ghalami, Squash, Reino Unido

  27. Melika Balali, Judô, Reino Unido

  28. Mohamad Akkash, Judô, Alemanha

  29. Mohammad Bakhtiyar Hamza, Judô, Canadá

  30. Mohammad Rashnonezhad, Judô, Países Baixos

  31. Mohammadreza Jafarzadeh Kenarsari, Squash, Canadá

  32. Mohammadreza Mokhtari, Taekwondo, Reino Unido

  33. Muhammed Hami, Taekwondo, Alemanha

  34. Musa Suliman, Atletismo, Suíça

  35. Omer Ahmed, Atletismo, Reino Unido

  36. Omid Ahmadisafa, Boxe, Alemanha

  37. Perina Nakang Lokure, Atletismo, Quênia

  38. Ramiro Mora Romero, Halterofilismo, Reino Unido

  39. Seare Weldezghi, Atletismo, Suíça

  40. Seyd Taha Ghafari, Atletismo, Reino Unido

  41. Seyfu Jamaal Tahir, Atletismo, Reino Unido

  42. Sibghatullah Arab, Judô, Alemanha

  43. Solomon Ayela, Atletismo, Quênia

  44. Susan Nakiru, Atletismo, Quênia

  45. Yahya Al Ghotany, Taekwondo, Jordânia

  46. Yekta Jamali Galeh, Halterofilismo, Alemanha

  47. Zohre Sajadi Hezave, Tiro Esportivo, Polônia