Dados: refugiados no Brasil e no mundo
Dados: refugiados no Brasil e no mundo
Deslocamento forçado no mundo
Até junho de 2025, mais de 117,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a se deslocar devido a perseguições, conflitos, violência, violações de direitos humanos e eventos que perturbaram seriamente a ordem pública.
Essa mudança reflete um aumento acentuado no retorno de refugiados e pessoas deslocadas internamente em algumas das maiores situações de deslocamento do mundo, incluindo Afeganistão, República Democrática do Congo, Sudão e Síria. No entanto, muitos dos retornos ocorreram em condições adversas e para áreas onde a insegurança persiste e o acesso a serviços básicos é inexistente ou severamente limitado, levantando preocupações sobre a sustentabilidade desses retornos.
Os retornos para e dentro de 7 países representaram 95% de todos os retornos de pessoas deslocadas à força durante o primeiro semestre de 2025:
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117,3 milhões
de pessoas foram forçadas a deixar suas casas até junho de 2025.
1 em cada 70
Isso equivale a mais de 1 em cada 70 pessoas em todo o mundo.
13,4 milhões
O Sudão continua sendo o país com a maior situação de deslocamento, com 13,4 milhões de refugiados, solicitantes de asilo e deslocados internos.
Pessoas deslocadas à força em todo o mundo | 2015 - meados de 2025
Deslocamento forçado nas Américas
A crise global de deslocamento afeta profundamente as Américas, onde a população deslocada à força e assistida ou protegida pelo ACNUR, no final de 2024, alcançava 21,9 milhões de pessoas, ou seja, 17,6% do total mundial.
Globalmente, 60% das pessoas forçadas a fugir nunca cruzam as fronteiras de seus próprios países. Nas Américas, o crime e a insegurança tornaram-se as principais causas do deslocamento interno, desde a violência indiscriminada de gangues no Haiti até o impacto do conflito nas comunidades da Colômbia. O deslocamento interno no Haiti triplicou em 2024, passando de 313,9 mil para mais de 1 milhão de pessoas, enquanto a Colômbia possui uma das maiores populações de deslocados internos do mundo, com aproximadamente 7 milhões de pessoas.
21,9 milhões
Até o fim de 2024, 21,9 milhões de pessoas forçadas a se deslocar estavam nas Américas, o que representa 17,6% do total mundial.
Haiti
No Haiti, o deslocamento interno triplicou em um ano, passando de 313,9 mil em 2023 para mais de 1 milhão de pessoas em 2024.
Colômbia
A Colômbia possui uma das maiores populações de deslocados internos do mundo, com aproximadamente 7 milhões de pessoas.
Deslocamento forçado em números - Brasil
De acordo com dados divulgados na última edição do relatório Refúgio em Números, entre 2015 e 2024, o Brasil recebeu solicitações de reconhecimento da condição de refugiadas de pessoas oriundas de 175 países, totalizando 454.165 pedidos.
Das 454.165 pessoas que solicitaram asilo ao Brasil entre 2015 e 2024, as principais nacionalidades foram: venezuelanos (266.862), cubanos (52.488), haitianos (37.283) e angolanos (18.435). Juntas, essas quatro nacionalidades correspondem por 82,6% do total de solicitações registradas no país na última década.
Apenas em 2024, foram registradas 68.159 solicitações de asilo, um aumento de 9.531 (ou 16,3%) em relação a 2023, quando houve 58.628 pedidos. As nacionalidades que predominaram em 2024 nas solicitações de asilo foram venezuelanos (39,8%), cubanos (32,7%) e angolanos (5%).
Ao final de 2024, o Brasil contabilizava 156.612 pessoas reconhecidas como refugiadas, o que representa um aumento de 9,5% em relação a 2023.
Painéis interativos de dados do ACNUR Brasil
Panéis relacionados à resposta ao fluxo de pessoas vindas da Venezuela