Close sites icon close
Search form

Pesquisar o site do país.

Country profile

Country website

Dados: refugiados no Brasil e no mundo

Dados: refugiados no Brasil e no mundo

O ACNUR trabalha com dados e estatísticas que ajudam a compreender informações importantes para salvar, proteger e melhorar a vida das pessoas refugiadas, forçadas a se deslocar e apátridas. Com base em dados confiáveis, é possível tomar decisões informadas sobre nosso trabalho e planejar melhor as operações futuras. Os dados também nos permitem prestar contas a beneficiários, governos, parceiros e doadores de forma tangível e comparável. A confidencialidade dos dados dos refugiados é altamente respeitada pelo ACNUR e por nossos parceiros, e o processamento e a proteção de dados pessoais estão ancorados na Política de Proteção de Dados do ACNUR.

Deslocamento forçado no mundo

Até junho de 2025, mais de 117,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a se deslocar devido a perseguições, conflitos, violência, violações de direitos humanos e eventos que perturbaram seriamente a ordem pública. 

Essa mudança reflete um aumento acentuado no retorno de refugiados e pessoas deslocadas internamente em algumas das maiores situações de deslocamento do mundo, incluindo Afeganistão, República Democrática do Congo, Sudão e Síria. No entanto, muitos dos retornos ocorreram em condições adversas e para áreas onde a insegurança persiste e o acesso a serviços básicos é inexistente ou severamente limitado, levantando preocupações sobre a sustentabilidade desses retornos.

Os retornos para e dentro de 7 países representaram 95% de todos os retornos de pessoas deslocadas à força durante o primeiro semestre de 2025:

  • República Democrática do Congo (1,9 milhões)
  • Síria (1,5 milhões)
  • Sudão (1,2 milhões)
  • Afeganistão (874.900)
  • Etiópia (438.100)
  • Mianmar (261.500)
  • Ucrânia (306.300)

117,3 milhões

de pessoas foram forçadas a deixar suas casas até junho de 2025.

1 em cada 70

Isso equivale a mais de 1 em cada 70 pessoas em todo o mundo.

13,4 milhões

O Sudão continua sendo o país com a maior situação de deslocamento, com 13,4 milhões de refugiados, solicitantes de asilo e deslocados internos.

Pessoas deslocadas à força em todo o mundo | 2015 - meados de 2025

Números em milhões
* Os dados relativos aos anos anteriores a 2025 provêm do IDMC. A estimativa para meados de 2025 é calculada com base nos dados do IDMC relativos ao final de 2024 (73,5 milhões de pessoas). Reflete apenas as alterações nas estatísticas dos 38 países em que o ACNUR registou deslocações internas durante os primeiros seis meses de 2025 (-4,3 milhões). Portanto, é provável que a estimativa para meados do ano esteja sub-representada em relação ao total global.
** Alguns refugiados palestinos sob a jurisdição da UNRWA em Gaza também foram deslocados internamente, aproximadamente 1,2 milhão em 2023 e 1,4 milhão em 2024 e meados de 2025. Neste gráfico, esses refugiados deslocados internamente sob a jurisdição da UNRWA são contados apenas uma vez, sob o número de “refugiados da Palestina sob o mandato da UNRWA”.

Deslocamento forçado nas Américas

A crise global de deslocamento afeta profundamente as Américas, onde a população deslocada à força e assistida ou protegida pelo ACNUR, no final de 2024, alcançava 21,9 milhões de pessoas, ou seja, 17,6% do total mundial.

Globalmente, 60% das pessoas forçadas a fugir nunca cruzam as fronteiras de seus próprios países. Nas Américas, o crime e a insegurança tornaram-se as principais causas do deslocamento interno, desde a violência indiscriminada de gangues no Haiti até o impacto do conflito nas comunidades da Colômbia. O deslocamento interno no Haiti triplicou em 2024, passando de 313,9 mil para mais de 1 milhão de pessoas, enquanto a Colômbia possui uma das maiores populações de deslocados internos do mundo, com aproximadamente 7 milhões de pessoas.

21,9 milhões

Até o fim de 2024, 21,9 milhões de pessoas forçadas a se deslocar estavam nas Américas, o que representa 17,6% do total mundial.

Haiti

No Haiti, o deslocamento interno triplicou em um ano, passando de 313,9 mil em 2023 para mais de 1 milhão de pessoas em 2024.

Colômbia

A Colômbia possui uma das maiores populações de deslocados internos do mundo, com aproximadamente 7 milhões de pessoas.

Deslocamento forçado em números - Brasil

De acordo com dados divulgados na última edição do relatório Refúgio em Números, entre 2015 e 2024, o Brasil recebeu solicitações de reconhecimento da condição de refugiadas de pessoas oriundas de 175 países, totalizando 454.165 pedidos.

Das 454.165 pessoas que solicitaram asilo ao Brasil entre 2015 e 2024, as principais nacionalidades foram: venezuelanos (266.862), cubanos (52.488), haitianos (37.283) e angolanos (18.435). Juntas, essas quatro nacionalidades correspondem por 82,6% do total de solicitações registradas no país na última década.

Apenas em 2024, foram registradas 68.159 solicitações de asilo, um aumento de 9.531 (ou 16,3%) em relação a 2023, quando houve 58.628 pedidos. As nacionalidades que predominaram em 2024 nas solicitações de asilo foram venezuelanos (39,8%), cubanos (32,7%) e angolanos (5%).

Ao final de 2024, o Brasil contabilizava 156.612 pessoas reconhecidas como refugiadas, o que representa um aumento de 9,5% em relação a 2023.

Painéis interativos de dados do ACNUR Brasil

Painel de populaões em necessidade de proteção internacional no Brasil
Populações em necessidade de proteção internacional no Brasil
Apresenta o retrato das pessoas refugiadas e outras em necessidade de proteção internacional no Brasil, e compartilha informações sobre os compromissos firmados pelo Governo brasileiro e demais atores nacionais no marco do Fórum Global sobre Refugiados.
Painel das Populações Indígenas refugiadas e migrantes no Brasil
Populações indígenas
Informações sobre populações indígenas refugiadas e migrantes no Brasil, como dados de registro e perfil populacional.



Painel sobre revalidação de diplomas
Revalidação de diplomas (2016 - 2022)
O ACNUR iniciou uma parceria com a Associação Compassiva em 2016 para a revalidação de diplomas de Ensino Superior de pessoas refugiadas no Brasil. Esse painel traz dados sobre as revalidações no período de 2016 a 2022 e perfil populacional dos beneficiados.

Panéis relacionados à resposta ao fluxo de pessoas vindas da Venezuela

Painel Perfil dos abrigos em Roraima
Abrigos em Roraima
O ACNUR fornece apoio ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome na gestão de abrigos temporários e emergenciais em Roraima. Esse painel apresenta dados sobre os abrigos e perfis populacionais atendidos.
Painel de informações sociais sobre pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas
Informações sociais para refugiados e migrantes venezuelanos
Painel do Governo Federal com informações sobre programas sociais oferecidos e dados sobre população alcançada.
capa - painel interiorização
Estratégia de interiorização
Informações sobre a estratégia de realocação voluntária de pessoas venezuelanas, de Roraima para outros estados brasileiros, iniciada em 2018. Esse painel fornece dados como gênero, idade, nível educacional, experiência laboral e necessidades específicas das pessoas interiorizadas, assim como destino escolhido.
Painel da R4V sobre movimentos de saída
Monitoramento dos movimentos de saída
A Plataforma R4V realiza uma pesquisa contínua com pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela para analisar os movimentos de saída do Brasil.