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Lançado o guia para proteção de crianças e adolescentes refugiadas e migrantes no Brasil

Notas informativas

Lançado o guia para proteção de crianças e adolescentes refugiadas e migrantes no Brasil

Publicação reúne procedimentos da Resolução CONANDA 232/2022 para órgãos de proteção e redes locais de atendimento de crianças desacompanhadas, separadas ou indocumentadas no Brasil
15 Abril 2026
Crianças sentadas em um auditório. Em primeiro plano, uma criança aparece desfocada. Ao fundo, duas crianças próximas uma da outra olham em direção à câmera, vestindo camisetas claras com ilustrações. Há outras pessoas sentadas atrás, em ambiente interno bem iluminado.

Crianças e adolescentes compõem 40% das pessoas deslocadas à força.

Está no ar o Guia para Identificação, Atenção e Proteção de Crianças e Adolescentes de outros países no Brasil. A publicação estabelece procedimentos de identificação, atenção e proteção para crianças e adolescentes refugiadas e migrantes que se encontram desacompanhados, separados ou indocumentados em território brasileiro. O guia é de autoria do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ministérios dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Unicef. Foi lançado nesta terça-feira (14) no evento da Caravana Nacional pelos Direitos da Criança e do Adolescente do MDHC.

Crianças e adolescentes são prioridade para o ACNUR. No mundo, embora representem cerca de 30% da população total, elas compõem mais de 40% de todas as pessoas deslocadas à força. São as mais vulneráveis a riscos de exploração e violência.

No contexto brasileiro, dados do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e do ACNUR mostram que crianças e adolescentes representam uma parcela expressiva e crescente dos solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado. Em 2025, eram delas 35% dos novos pedidos de refúgio. Muitas vezes, chegam ao país com documentação precária ou em situação de separação familiar, agravando ainda mais suas vulnerabilidades.

“A falta de documentos torna-se uma barreira para o acesso das crianças refugiadas a direitos básicos como saúde, escola, acolhimento. Este guia é o resultado de um esforço conjunto e o lançamento não encerra um ciclo, mas inicia uma estratégia muito mais ampla. Estamos entusiasmados com os próximos passos, como as oficinas locais com as redes de proteção, com a sensibilização e capacitação dos atores sobre o fluxo prático de documentação e proteção”, destaca Davide Torzilli, Representante do ACNUR no Brasil, em discurso na mesa de abertura.

Duas pessoas sentadas lado a lado atrás de uma mesa em um ambiente de conferência. Uma pessoa segura um microfone enquanto a outra olha em sua direção. À frente da mesa há placas com nomes, garrafas de água e copos. Cortinas decorativas aparecem ao fundo.

Segundo Torzilli, no que se refere a crianças, a proteção deve ser uniforme em todo o território nacional.

Estavam presentes também a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania Janine Mello, Deila do Nascimento Presidenta do CONANDA, Pilar Lacerda secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do MDHC, Adriana Marques Conselheira do Conanda (MJSP) e Coordenadora do Grupo Temático responsável pela elaboração do Guia, Joaquin Gonzalez-Aleman Representante do UNICEF no Brasil e Paulo Thadeu Conselheiro do Conanda e Relator do Grupo Temático.

A ministra Janine Mello reiterou o compromisso do governo federal com a vida e com o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes: “É isso que nos reúne aqui. E é isso que deve orientar a nossa ação. Transformar escuta em política. Transformar compromisso em ação concreta. E garantir que toda criança e todo adolescente tenham o direito de sonhar. E, mais do que isso, transformar esses sonhos em realidade”.

O guia traduz a norma em prática. É uma ferramenta que permite ao conselheiro tutelar, ao juiz e ao assistente social, dentre outros, agirem com a celeridade e agilidade que o princípio do Melhor Interesse da Criança exige. Para ler o guia para proteção de crianças e adolescentes refugiadas e migrantes no Brasil, clique aqui.

Grupo de pessoas posicionadas atrás de uma mesa comprida coberta com toalha branca, em uma sala de eventos. Algumas pessoas seguram documentos impressos. Há garrafas de água e taças sobre a mesa, além de placas de identificação com nomes. Ao fundo, cortinas em tons escuros e claros.

Conanda liderou a publicação do guia com apoio dos parceiros.