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De deslocados a imparáveis: ACNUR lança campanha sobre jogadores refugiados que disputarão a Copa do Mundo de Futebol FIFA de 2026

Comunicados à imprensa

De deslocados a imparáveis: ACNUR lança campanha sobre jogadores refugiados que disputarão a Copa do Mundo de Futebol FIFA de 2026

Campanha global do ACNUR, capitaneada pelo refugiado e lateral canadense Alphonso Davies, inspira torcedores e refugiados a acreditarem que tudo é possível
25 May 2026
Onze jogadores. Onze histórias. Uma mensagem: porque o futebol é muito mais do que um jogo

Onze jogadores. Onze histórias. Uma mensagem: porque o futebol é muito mais do que um jogo

No Dia Mundial do Futebol e a 17 dias da abertura da Copa do Mundo da FIFA de 2026, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anuncia a criação de uma equipe simbólica formada por jogadores de futebol de todo o mundo cujas experiências de refúgio e deslocamento forçado moldaram suas vidas.

Essa equipe de atletas refugiados, que faz a diferença, personifica a esperança, a coragem e a resiliência, demonstra que tudo é possível quando jovens que fugiram da guerra e da perseguição encontram proteção, oportunidades e um ambiente solidário onde possam prosperar.

A equipe é capitaneada por Alphonso Davies, Embaixador da Boa Vontade do ACNUR e capitão da seleção canadense masculina de futebol, que nasceu em um campo de refugiados em Gana, depois que seus pais fugiram da guerra na Libéria e foram reassentados no Canadá. Juntando-se a ele está o jogador da seleção alemã Antonio Rüdiger, cujos pais fugiram do conflito em Serra Leoa e encontraram refúgio na Alemanha, país que ele agora representa.

A equipe é completada por outros importantes nomes de referência para as seleções de países que os acolheram, conforme destacado abaixo:

• Asmir Begović, jogador do Leicester City FC, que fugiu da Bósnia aos quatro anos de idade e representou a Bósnia e Herzegovina em sua primeira Copa do Mundo.
• Ali Al-Hamadi, do Luton Town FC, que fugiu do Iraque para buscar proteção no Reino Unido e ajudou seu país a se classificar para sua primeira Copa do Mundo em 40 anos.
• Eduardo Camavinga, jogador do Real Madrid, cujos pais viveram a guerra em Angola antes de recomeçarem a vida na França, país pelo qual ele joga atualmente.
• Victor Moses, do FC Kaisar, que fugiu da Nigéria para o Reino Unido e passou a representar seu país de origem.
• Mohamed Touré, do Norwich City FC, nascido como refugiado na Guiné e reassentado na Austrália, país pelo qual agora joga.
• Awer Mabil, do CD Castellón, nascido no campo de refugiados de Kakuma e jogador da Copa do Mundo pela Austrália.
• Nestory Irankunda, do Watford FC, nascido em um campo de refugiados na Tanzânia e reassentado na Austrália, país pelo qual joga.
• Bernard Kamungo, do FC Dallas, foi criado em um campo de refugiados na Tanzânia antes de ser reassentado no Texas, EUA. Ele representou a seleção dos EUA em diversas ocasiões.
• Ermedin Demirović, do VfB Stuttgart, cujo pai fugiu da Bósnia no início do conflito e reconstruiu sua vida na Alemanha. Ermedin nasceu e cresceu lá e também representa a Bósnia e Herzegovina, contribuindo para a segunda classificação do país para a Copa do Mundo.

Muitos desses jogadores estarão em campo nesta Copa do Mundo, que será realizada no Canadá, México e Estados Unidos, contando com o apoio de milhares de torcedores em todo o mundo.

Em um mundo marcado por conflitos, onde mais de 117 milhões de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas, esta equipe de atletas do ACNUR simboliza o que pode ser alcançado quando os jovens encontram proteção e oportunidades em suas vidas. Unidos dentro e fora de campo, estes jogadores representam uma mensagem de esperança e se unem ao apelo do ACNUR por proteção e oportunidades para os 48,8 milhões de crianças deslocadas em todo o mundo.

Com a maior Copa do Mundo masculina da história atraindo a atenção global, esses jogadores estão comprometidos em usar sua plataforma para compartilhar suas histórias – da infância até os dias atuais – e demonstrar seu apoio aos jovens forçados a fugir.

Alphonso Davies, jogador da seleção canadense e capitão do time do ACNUR, disse: “É muito especial liderar esta equipe do ACNUR, formado por jogadores cujas infâncias foram marcadas pela guerra e pelo deslocamento forçado. Somos a prova do que é possível quando as crianças encontram ambientes seguros para prosperarem. Em momentos como este, espero que possamos transmitir esperança e a crença de que, por mais difícil que seja o caminho, é sempre possível superá-lo.”

Antonio Rüdiger, que integra a seleção alemã, acrescentou: “Meus pais vieram da Serra Leoa para a Alemanha em busca de proteção e um futuro melhor. Representar a Alemanha hoje é, para mim, um momento de fechamento de ciclo. É uma honra, mas também uma responsabilidade: dar o meu melhor em campo e contribuir para causar um impacto positivo fora dele. Através da minha fundação na Serra Leoa e de organizações como o ACNUR, jovens e famílias deslocadas têm maior acesso à educação, ao esporte e à saúde. Porque toda criança merece crescer, sonhar e ter sucesso.”

A atuação do ACNUR com esportes para refugiados no Brasil

O ACNUR Brasil também tem utilizado o esporte como uma ferramenta estratégica de proteção, inclusão e convivência solidária para pessoas refugiadas e outras deslocadas à força. Em diferentes regiões do país, iniciativas apoiadas pela Agência da ONU para Refugiados promovem atividades esportivas voltadas especialmente para crianças, adolescentes e jovens refugiados – incluindo indígenas refugiados, fortalecendo sua saúde mental, autoestima, aprendizagem socioemocional e integração com as comunidades de acolhida. Mais do que uma prática recreativa, o esporte se torna um espaço seguro de pertencimento, proteção e reconstrução de vínculos sociais após experiências marcadas por deslocamento, violência e ruptura familiar.

No contexto brasileiro, o ACNUR vem ampliando parcerias com clubes esportivos, federações, organizações sociais e atletas para combater a xenofobia e promover narrativas positivas sobre pessoas refugiadas. Projetos ligados a diferentes modalidades esportivas têm demonstrado como o esporte favorece a inclusão local, aproximando comunidades anfitriãs e pessoas refugiadas por meio do trabalho em equipe, da convivência e do reconhecimento mútuo.

Além do impacto social, o esporte também abre caminhos concretos para educação, formação e oportunidades profissionais. O fortalecimento dessas iniciativas depende cada vez mais do engajamento de novos parceiros do setor privado e esportivo.

Por isso, o ACNUR amplia o convite para que empresas, clubes, federações e instituições esportivas possam integrar o Fórum Empresas com Refugiados e a se somarem a uma rede que já reúne mais de 160 empresas e organizações comprometidas com a inclusão socioeconômica de pessoas refugiadas no Brasil. O esporte possui uma capacidade única de mobilizar audiências, inspirar solidariedade e transformar vidas – e pode ser um aliado fundamental na construção de uma sociedade mais acolhedora, diversa e livre da discriminação.

Mais informações estão disponíveis na página (em inglês) da Equipe de Atletas Refugiados.

Para consultas da imprensa, entre em contato com:

• Na Suíça/Genebra:
Sarah Epstein: [email protected] +44 7572 601088
Colin Kampschoer: [email protected] +44 7395 798527

• No Brasil/Brasília:
Miguel Pachioni: [email protected] +55 61 99914-4049