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Bangladesh acolheu 150.000 refugiados Rohingya nos últimos 18 meses

Comunicados à imprensa

Bangladesh acolheu 150.000 refugiados Rohingya nos últimos 18 meses

Mais do nunca, o apoio humanitário é urgentemente necessário. Veja a mensagem do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados sobre a importância das doações para ajudar essas pessoas.
6 Agosto 2025

O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, e parceiros humanitários estão se mobilizando para atender às necessidades de cerca de 150.000 refugiados Rohingya que chegaram a Cox’s Bazar, em Bangladesh, nos últimos 18 meses.

A violência direcionada e a perseguição no Estado de Rakhine, juntamente com o conflito contínuo em Mianmar, continuam forçando milhares de Rohingya a buscar proteção em Bangladesh. Esse movimento já dura meses e é o maior desde 2017, quando cerca de 750.000 pessoas fugiram da violência mortal em seu estado natal de Rakhine.

Bangladesh tem acolhido generosamente os refugiados Rohingya há gerações. Em Cox’s Bazar, ese novo grupo se junta a quase 1 milhão de refugiados Rohingya já aglomerados em apenas 24 quilômetros quadrados – tornando os campos da região um dos lugares mais densamente povoados do mundo.

Entre os recém-chegados nos campos já superlotados, quase 121.000 foram identificados biometricamente até o final de junho. A grande maioria são mulheres e crianças.

Sem apoio, vidas correm risco

A identificação biométrica permitiu que os parceiros humanitários em Bangladesh oferecessem aos recém-chegados serviços básicos, incluindo alimentação, cuidados médicos, educação e itens essenciais de socorro. No entanto, isso pode acabar em breve sem uma injeção imediata de recursos. O acesso a abrigo e outras necessidades essenciais também é insuficiente diante da limitação de recursos.

Com a crise aguda de financiamento global, as necessidades críticas tanto dos refugiados recém-chegados quanto dos que já estão presentes não serão atendidas, e os serviços essenciais para toda a população refugiada Rohingya correm o risco de colapsar.

A menos que fundos adicionais sejam garantidos:

Os serviços de saúde serão severamente interrompidos até setembro;

  • O combustível essencial para cozinhar (gás LPG) se esgotará;

  • Até dezembro, a assistência alimentar será suspensa;

  • A educação de cerca de 230.000 crianças – incluindo 63.000 recém-chegadas – corre o risco de ser descontinuada.

Os refugiados nos campos já sentem os impactos dessas reduções. Eles temem novos cortes iminentes. Isso está alimentando um sentimento de desespero e ansiedade, levando alguns a embarcar em viagens marítimas perigosas para outros países em busca de segurança e uma vida mais digna para suas famílias.

Ao longo dos anos, o apoio generoso de Bangladesh e da comunidade internacional tem sido fundamental para atender às necessidades mais básicas dos refugiados Rohingya e garantir sua proteção. Mas com o conflito em Mianmar persistindo, muitos podem ficar sem ajuda vital.

Você pode fazer a diferença! Faça uma doação agora e ajude refugiados com saúde, energia, alimentos e educação.