Equipe do ACNUR segue no apoio ao Governo do Paraná em atendimento a vítimas de tornado em Rio Bonito do Iguaçu
Equipe do ACNUR segue no apoio ao Governo do Paraná em atendimento a vítimas de tornado em Rio Bonito do Iguaçu
Município de Rio Bonito do Iguaçu (PR) teve 90% dos imóveis destruídos por tornado
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está desde segunda-feira, 10, em Rio Bonito do Iguaçu (PR) para apoiar o Governo do Paraná e organizações que estão atuando na resposta de abrigamento emergencial às famílias afetadas pelos tornados que atingiram a região na última sexta-feira, dia 7 — incluindo pessoas refugiadas e outras que podem necessitar de proteção internacional.
Três tornados atingiram a região Centro-Oeste do Paraná na última semana. O estado confirmou a morte de sete pessoas. Outras 233 estão internadas e mais de 870 precisaram de atendimento médico. A Defesa Civil do estado contabiliza mais de 4,3 mil pessoas desalojadas e outras 163 desabrigadas.
O município de Rio Bonito do Iguaçu foi o mais impactado, com ventos que superaram a velocidade de 300 km/h. Com cerca de 14 mil habitantes, a cidade teve 90% dos imóveis destruídos. Outros dois fenômenos foram registrados nas cidades próximas de Guarapuava e Turvo. Segundo dados divulgados pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e pela Defesa Civil Nacional, até agora, são 86 cidades e mais de 68 mil pessoas afetadas pelos tornados na última sexta-feira.
Equipes de ACNUR e Cáritas Paraná estão atuando com Defesa Civil e Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para identificar famílias atingidas e necessidades
Com experiência acumulada em respostas emergenciais humanitárias, incluindo a recente atuação no Rio Grande do Sul e em diversas outras partes do mundo afetadas por desastres e efeitos das mudanças climáticas, a equipe do ACNUR está contribuindo com conhecimento técnica para fortalecer os esforços locais de acolhimento e proteção, em alinhamento com as diretrizes e prioridades definidas pelas autoridades estaduais.
“Nossa equipe tem apoiado e compartilhado conhecimentos de atuação em emergências com técnicos e voluntários que estão atuando na região, em especial no acolhimento das pessoas desabrigadas”, explica a chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, que também atende a região Sul do Brasil, Maria Beatriz Nogueira. “Identificamos que a maioria das pessoas afetadas está abrigada em casa de familiares e amigos, mas existem ainda muitas famílias nos abrigos instalados pelo poder público local. Nossa equipe que está no território é a mesma que atuou na emergência no Rio Grande do Sul no ano passado e tem trocado experiências sobre modelos de gestão e operação de abrigos, considerando a realidade local”, completa.
Nossa equipe continuará atuando em coordenação com outras agências da ONU e organizações parceiras para apoiar e complementar o desenvolvimento de soluções adequadas de abrigamento emergencial e encaminhamento das demais necessidades identificadas.
Atendimento à imprensa:
Paola Bello, informação pública do ACNUR, +55 11 98875-3256