Ministério do Esporte e ACNUR firmam parceria para ampliar inclusão de refugiados no esporte
Ministério do Esporte e ACNUR firmam parceria para ampliar inclusão de refugiados no esporte
O Representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli, assina documento de parceria junto ao Ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro
O Ministério do Esporte e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) firmaram, nesta terça-feira (2), uma Carta de Intenções para promover ações voltadas à inclusão de pessoas refugiadas e outras populações em necessidade de proteção internacional por meio do esporte. Assinado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, e pelo representante da ACNUR no Brasil, Davide Torzilli, o acordo reforça o compromisso do governo do Brasil com os direitos humanos, a diversidade e a ampliação do acesso às políticas públicas esportivas.
A iniciativa está alinhada às ações do governo federal para promover inclusão social e ampliar oportunidades para populações em situação de vulnerabilidade. A parceria reconhece o potencial transformador do esporte como ferramenta de integração social, fortalecimento da convivência comunitária, promoção da diversidade e combate à discriminação. O documento também estabelece bases para futuras cooperações entre as instituições em programas e projetos que ampliem oportunidades de participação esportiva e fortaleçam ações de acolhimento e inclusão.
Segundo o ministro Paulo Henrique Cordeiro, a iniciativa está alinhada aos princípios constitucionais e aos compromissos assumidos pelo Governo Federal na promoção dos direitos humanos.
“O Brasil sempre foi reconhecido por sua vocação para o acolhimento e a solidariedade. Sob a liderança do presidente Lula, o Governo Federal tem reafirmado seu compromisso com a dignidade da pessoa humana, o respeito à diversidade e a promoção da paz. Ao unir esporte e inclusão, transformamos esses princípios em ações concretas que impactam vidas e fortalecem comunidades”, afirmou.
“O esporte tem a capacidade única de aproximar pessoas, derrubar barreiras e construir pertencimento. É uma ferramenta poderosa para acolher, integrar e garantir dignidade àqueles que precisaram deixar seus países em busca de proteção”, completou o ministro.
Ao destacar a importância da cooperação entre as instituições, Davide Torzilli afirmou que a iniciativa representa um avanço na inclusão de pessoas refugiadas nas políticas públicas esportivas do país.
“Esta Carta de Intenções marca o início de um trabalho conjunto para ampliar a participação de pessoas refugiadas nas políticas públicas de esporte e em outras iniciativas esportivas no Brasil. O esporte contribui para a integração social, fortalece vínculos comunitários e cria oportunidades para a construção de novas trajetórias”, ressaltou.
Participaram da reunião as pessoas venezuelanas Ambar Blanco e Enmanuel Matute, que atuam na comunidade de São Sebastião, no Distrito Federal, por meio de projetos que visam a integração local de refugiados.
“Sabemos que o esporte tem um potencial muito grande de incluir as pessoas em formação e tenho vivenciado isso dentro de casa, com meus próprios filhos se dedicando como atletas em diferentes modalidades. Pela prática do esporte, nos sentimos mais acolhidos, mais protegidos e ampliamos nossos vínculos com as comunidades onde estamos, construindo laços (sociais) mais fortes”, disse Ambar.
Para a chefe da Assessoria Internacional do Ministério do Esporte, Wanja Campos da Nóbrega, a parceria amplia as possibilidades de inclusão social por meio das políticas esportivas.
“Foi uma excelente reunião, na qual os diversos comitês presentes demonstraram o potencial de inclusão de pessoas refugiadas em diferentes ações esportivas. Em um contexto que reúne cerca de um milhão de refugiados de 160 nacionalidades, a inserção dessas pessoas em situação de vulnerabilidade nos programas oferecidos pelo Ministério do Esporte e pelos comitês representa um avanço significativo. A presença do ministro Paulo Henrique reforça a importância e a força dessa parceria”, destacou.
A Carta de Intenções terá vigência inicial de seis meses, com possibilidade de prorrogação mediante acordo entre as partes. O documento não prevê transferência de recursos financeiros, mas estabelece diretrizes para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas voltadas à inclusão social, à convivência comunitária e à ampliação do acesso ao esporte.
A iniciativa integra os esforços do Governo Federal para consolidar o esporte como uma política pública capaz de contribuir para a educação, a saúde, a inclusão social e a promoção dos direitos humanos, fortalecendo a construção de uma sociedade mais democrática, diversa e acolhedora.