ACNUR mobiliza apoio à Venezuela após terremotos devastadores
ACNUR mobiliza apoio à Venezuela após terremotos devastadores
Equipes de resgate realizam buscas entre os escombros de um edifício que desabou em Los Palos Grandes, no município de Chacao, em Caracas, em 25 de junho de 2026.
GENEBRA – A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está mobilizando rapidamente equipes e recursos para responder aos efeitos dos devastadores terremotos que atingiram a Venezuela no fim da quarta-feira (24/6), causando destruição em larga escala e deixando milhares de pessoas em necessidade urgente de assistência.
A resposta do governo ainda está concentrada nas operações de busca e resgate, no atendimento médico de emergência e na avaliação dos danos. O ACNUR está preparado para apoiar essa resposta, em conjunto com parceiros das Nações Unidas, e está mobilizando ajuda humanitária e organizando os suprimentos de emergência disponíveis para atender às necessidades que surgem.
Os terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, afetaram principalmente o Distrito Capital de Caracas e os estados de Miranda, Carabobo, Yaracuy e La Guaira. De acordo com informações preliminares divulgadas pelo presidente da Assembleia Nacional, 188 pessoas morreram, 1.520 ficaram feridas, 157 estão desaparecidas, mais de 200 permanecem soterradas sob os escombros e 2.927 pessoas foram afetadas. Esses números estão sendo constantemente atualizados e podem ser significativamente maiores do que os registrados até o momento.
O governo declarou estado de emergência, incluindo medidas de evacuação, suspensão de alguns serviços e mobilização de equipes de saúde e resgate. Foram registrados danos em residências e em infraestruturas e serviços públicos essenciais, incluindo oito hospitais, enquanto as avaliações continuam. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar sofreu danos significativos, e todos os voos foram suspensos ou cancelados.
Os terremotos devem agravar consideravelmente os riscos de proteção já enfrentados por pessoas em situação de vulnerabilidade em todo o país, incluindo refugiados, pessoas que retornaram ao país e outros grupos. Como líder do grupo temático de proteção humanitária, o ACNUR trabalha em estreita colaboração com as autoridades e parceiros humanitários para avaliar necessidades e lacunas nas áreas afetadas e coordenar uma resposta rápida, eficaz e complementar para todos os grupos envolvidos.
O ACNUR está particularmente preocupado com o impacto sobre as pessoas que retornaram recentemente à Venezuela, que já enfrentavam desafios para sua reintegração antes do desastre. Autoridades de La Guaira relataram o desabamento de um centro de acolhimento temporário que abrigava aproximadamente 140 pessoas retornadas, recém-chegadas em um voo vindo dos Estados Unidos. As operações de busca e resgate continuam em andamento.
Na Venezuela, o ACNUR trabalha com refugiados, solicitantes da condição de refugiado e outras pessoas sob seu mandato, além daqueles que retornam ao país após períodos vivendo no exterior. No fim de 2025, a Venezuela acolhia mais de 210 mil refugiados, solicitantes de asilo e outras pessoas de interesse do ACNUR. Além disso, 6,9 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos viviam em países da América Latina e do Caribe, dos quais 4 milhões necessitavam de assistência.
Uma pesquisa recente realizada pelo ACNUR com cerca de 1.300 venezuelanos que vivem em outros países da região revelou que um terço manifestou a intenção de retornar à Venezuela, sendo que 9% consideravam fazê-lo no prazo de um ano. A principal motivação apontada foi a reunificação familiar.
Antes dos terremotos, as necessidades financeiras do ACNUR na Venezuela para 2026 eram estimadas em US$ 44,7 milhões, dos quais apenas 11% haviam sido financiados. Um apoio rápido e flexível é essencial para que o ACNUR possa manter suas atividades de proteção e continuar apoiando as pessoas afetadas pelo deslocamento à medida que as necessidades evoluem após os terremotos.
Ajude agora mesmo refugiados e migrantes venezuelanos, doe agora.
Empresas também podem ajudar nossa ação de emergência
Para mais informações:
Brasil: Ana Paula Lisboa – [email protected] – +55 61 98588-4144
Genebra: Matthew Saltmarsh – [email protected] – +41 79 967 99 36
Panamá: Stefano Zanfardino – [email protected] – +507 6979-6818