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Indígenas Taurepang recebem certificados de reconhecimento da condição de refugiado

Notas informativas

Indígenas Taurepang recebem certificados de reconhecimento da condição de refugiado

Brasil dá um importante passo na proteção de pessoas indígenas forçadas a fugir da Venezuela ao reconhecer formalmente como refugiados 62 indígenas da etnia Taurepang que vivem em Pacaraima (RR)
21 Agosto 2026
Representante indígena Taurepang discursa durante cerimônia de reconhecimento da condição de refugiado para integrantes de comunidades indígenas venezuelanas em Pacaraima, Roraima.

Vilma Sanchez, líder da organização Sakau Motá, discursou na cerimônia de entrega dos certificados aos refugiados recém-reconhecidos.

Indígenas venezuelanos receberam o certificado de reconhecimento da condição de refugiado em Pacaraima (RR), como conclusão do trabalho da missão de elegibilidade feita pela equipe da Coordenação-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados (CG-Conare) à cidade da fronteira, em maio de 2026.

Ao todo, 62 pessoas da etnia Taurepang, incluindo crianças, foram reconhecidas como refugiadas. Os certificados foram entregues por Janine Mello, Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, e por Maria Rosa Loula, Presidente do CONARE e Secretária Nacional de Justiça, ressaltando o compromisso do governo brasileiro com a proteção e a inclusão destas pessoas no país.

Foi realizada uma cerimônia com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para a entrega simbólica dos certificados de reconhecimento da condição de refugiado a sete membros das comunidades de Bananal, Sakau Motá, Tarau Paru e Sorocaima I. A cerimônia também contou com a participação de Vilma Sanchez, líder da organização Sakau Motá, que falou em nome dos refugiados recém-reconhecidos.

Integrantes de comunidades indígenas Taurepang exibem certificados de reconhecimento da condição de refugiado ao lado de representantes do Governo Federal e do ACNUR em Pacaraima, Roraima.

Integrantes de comunidades indígenas Taurepang em Pacaraima comemoram junto de Janine Mello, Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, e por Maria Rosa Loula, Presidente do CONARE e Secretária Nacional de Justiça.

Documentação é garantia de direitos

O reconhecimento da condição de refugiado garante um amplo marco de proteção, fortalecendo a segurança jurídica e o acesso a direitos e serviços públicos, além de permitir que as famílias reconstruam suas vidas com segurança e dignidade. Esse reconhecimento é o resultado de meses de coordenação e incidência envolvendo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), órgãos governamentais e lideranças indígenas, e representa um importante avanço de soluções de proteção para populações indígenas no norte do Brasil.

As missões do ACNUR às terras indígenas contam com o apoio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, iniciativa das Nações Unidas, Governo do Brasil e Consórcio Amazônia Legal, com financiamento do Governo do Canadá.