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ACNUR e UNICEF realizam escuta para construção de caderno sobre impactos do racismo no desenvolvimento de crianças refugiadas

Notas informativas

ACNUR e UNICEF realizam escuta para construção de caderno sobre impactos do racismo no desenvolvimento de crianças refugiadas

Material irá integrar estratégia Primeira Infância Antirracista (PIA), voltada para profissionais brasileiros da educação, assistência social e saúde
22 Outubro 2026
Oficina realizada com lideranças de comunidades de pessoas refugiadas, migrantes e apátridas em São Paulo

Oficina realizada com lideranças de comunidades de pessoas refugiadas, migrantes e apátridas em São Paulo

Lideranças e membros de comunidades de pessoas refugiadas e migrantes em São Paulo, representantes de organizações da sociedade civil e gestores públicos ligados ao tema da primeira infância na capital paulista participaram de oficinas promovidas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nos dias 16 e 17 de outubro. No total, 45 pessoas de nove nacionalidades participaram das atividades, que irão direcionar a construção de caderno sobre impactos do racismo no desenvolvimento de crianças refugiadas, migrantes e apátridas no Brasil.

O caderno faz parte da estratégia PIA – Primeira Infância Antirracista, iniciativa do UNICEF Brasil em parceria com o Instituto Promundo que oferece materiais informativos e indutores de práticas antirracistas nos diferentes serviços de atendimento às gestantes, crianças negras e indígenas de até 6 anos, além de suas famílias. O material é direcionado prioritariamente a profissionais das áreas de educação, assistência social e saúde, com o objetivo de chamar a atenção sobre o tema e garantir atendimento qualificado e humanizado às crianças e suas famílias, levando em consideração suas especificidades étnico-raciais.

As oficinas em São Paulo contaram com a participação de lideranças refugiadas, migrantes e apátridas e de pessoas que integram comunidades de diferentes nacionalidades na capital paulista. No total, participaram 36 pessoas de nove diferentes nacionalidades – Haiti, Venezuela, Palestina, Colômbia, Afeganistão, Cuba, Síria e República Democrática do Congo. Também foram ouvidos nove gestores municipais, profissionais ligados a políticas públicas e representantes de organizações da sociedade civil que trabalham com crianças na capital paulista.

A iniciativa PIA já possui seis cadernos com quatro diferentes recortes – crianças negras, indígenas, quilombolas e povos de terreiros. As atividades de escuta em São Paulo irão basear a produção de um caderno específico sobre crianças refugiadas, migrantes e apátridas.

Para saber mais, acesse www.unicef.org/brazil/pia