ACNUR e UNICEF realizam escuta para construção de caderno sobre impactos do racismo no desenvolvimento de crianças refugiadas
ACNUR e UNICEF realizam escuta para construção de caderno sobre impactos do racismo no desenvolvimento de crianças refugiadas
Oficina realizada com lideranças de comunidades de pessoas refugiadas, migrantes e apátridas em São Paulo
Lideranças e membros de comunidades de pessoas refugiadas e migrantes em São Paulo, representantes de organizações da sociedade civil e gestores públicos ligados ao tema da primeira infância na capital paulista participaram de oficinas promovidas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nos dias 16 e 17 de outubro. No total, 45 pessoas de nove nacionalidades participaram das atividades, que irão direcionar a construção de caderno sobre impactos do racismo no desenvolvimento de crianças refugiadas, migrantes e apátridas no Brasil.
O caderno faz parte da estratégia PIA – Primeira Infância Antirracista, iniciativa do UNICEF Brasil em parceria com o Instituto Promundo que oferece materiais informativos e indutores de práticas antirracistas nos diferentes serviços de atendimento às gestantes, crianças negras e indígenas de até 6 anos, além de suas famílias. O material é direcionado prioritariamente a profissionais das áreas de educação, assistência social e saúde, com o objetivo de chamar a atenção sobre o tema e garantir atendimento qualificado e humanizado às crianças e suas famílias, levando em consideração suas especificidades étnico-raciais.
As oficinas em São Paulo contaram com a participação de lideranças refugiadas, migrantes e apátridas e de pessoas que integram comunidades de diferentes nacionalidades na capital paulista. No total, participaram 36 pessoas de nove diferentes nacionalidades – Haiti, Venezuela, Palestina, Colômbia, Afeganistão, Cuba, Síria e República Democrática do Congo. Também foram ouvidos nove gestores municipais, profissionais ligados a políticas públicas e representantes de organizações da sociedade civil que trabalham com crianças na capital paulista.
A iniciativa PIA já possui seis cadernos com quatro diferentes recortes – crianças negras, indígenas, quilombolas e povos de terreiros. As atividades de escuta em São Paulo irão basear a produção de um caderno específico sobre crianças refugiadas, migrantes e apátridas.
Para saber mais, acesse www.unicef.org/brazil/pia