ACNUR e LGBT+Movimento finalizam mapeamento de redes e serviços para pessoas refugiadas e migrantes LGBTQIA+ em todo o Brasil
ACNUR e LGBT+Movimento finalizam mapeamento de redes e serviços para pessoas refugiadas e migrantes LGBTQIA+ em todo o Brasil
Ringo Ayala Caballero, da Bolívia, durante a 30a Parada do Orgulho LGBT+ de SP
Ampliar o acesso a redes de acolhida, apoio e inclusão, sensíveis às necessidades e demandas específicas da população refugiada e migrante LGBTQIA+. Esse foi o principal objetivo de mapeamento de redes e serviços para essa população realizado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a organização LGBT+Movimento. As publicações com dados dos 26 estados e do Distrito Federal já estão disponíveis no site do ACNUR.
"Pessoas refugiadas LGBTQIA+ enfrentam desafios e ameaças em todas as fases do deslocamento, incluindo discriminação, violência, exploração e dificuldades no acesso a emprego, serviços básicos e políticas públicas. Ampliar o acesso a redes de acolhida sensíveis às suas necessidades é essencial para sua proteção e integração local", destaca o representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli.
O trabalho de mapeamento iniciou em 2021, com metodologia participativa e enfoque interseccional. Em 2022 e 2025, foram publicados os primeiros resultados, com informações mapeadas no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás. Em junho de 2026, o mapeamento dos demais 11 estados foi finalizado e disponibilizado para consulta, identificando serviços de referência, organizações, grupos e espaços comunitários em Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Piauí, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins e Mato Grosso do Sul.
Confira, a seguir, todos os mapeamentos realizados: