Close sites icon close
Search form

Pesquisar o site do país.

Country profile

Country website

Em São Paulo, ACNUR forma equipes da Assistência Social para acolhimento de pessoas refugiadas e migrantes

Notas informativas

Em São Paulo, ACNUR forma equipes da Assistência Social para acolhimento de pessoas refugiadas e migrantes

Formação alcançou profissionais que trabalham nas Vilas Reencontro, equipamentos voltados para acolhimento humanizado e temporário de pessoas em situação de rua na capital paulista
7 May 2026
formações Vilas Reencontro

Formação é parte das atividades do Grupo de Trabalho de Gestão e Coordenação de Acolhimentos das Vilas Reencontro, coliderado por ACNUR e SMADS

Entender as diferenças culturais, cultivar a empatia, identificar riscos e desenvolver respostas sensíveis e guiadas por princípios humanitários no atendimento a pessoas refugiadas e migrantes em situação de vulnerabilidade. Esses estão entre os principais aprendizados apontados pelas equipes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) da capital paulista que participaram de formação oferecida pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) ao longo do mês de abril.

A formação teve duração de quatro semanas e alcançou 24 profissionais que trabalham nas Vilas Reencontro na Zona Norte da Capital. As Vilas Reencontro são equipamentos que integram a política municipal de atendimento da população em situação de rua, incluindo pessoas refugiadas e migrantes. São locais que disponibilizam acolhimento temporário e oferecem oportunidades para acessar soluções permanentes de moradia e trabalho.

Desde que foram inauguradas, em 2022, até o final de 2025, as Vilas Reencontro acolheram mais de 800 pessoas refugiadas e migrantes de 25 nacionalidades, de acordo com dados divulgados pela SMADS. Atualmente, são cerca de 600 pessoas acolhidas nas 10 Vilas instaladas na capital – o que representa 22% do total do público atendido.

“Durante a formação, abordamos temas de grande relevância no contexto de gestão e coordenação de abrigamento, como monitoramento de riscos, comunicação com as diferentes comunidades, registro e gestão de dados, violência baseada em gênero e proteção contra abuso e exploração sexual”, explica o assistente de campo do ACNUR, Felipe Santoro. “Também compartilhamos experiências e debatemos práticas mais sensíveis, qualificadas e atentas às demandas específicas das pessoas refugiadas e migrantes.”

A pedagoga Marcia Castro participou das formações e destaca a importância do respeito e da empatia no trabalho realizado diariamente. “O curso ajudou a gente a pensar no trabalho realizado de maneira automática muitas vezes. Quando atendemos uma pessoa que não é brasileira, a questão cultural precisa ser analisada antes de tudo, para se garantir o respeito entre a minha mediação e o contato com a pessoa. Com uma palavra mal colocada, uma falta de cuidado no falar, pode-se perder toda a relação construída. A pessoa precisa se sentir bem-vinda e sentir segurança na equipe que está atendendo”, afirma.

Para a assistente social Raianny Raissa Palandre, a formação permitiu a troca de experiências e o conhecimento das ferramentas disponíveis para superar as diferenças culturais. “Foi muito importante ter essa troca com a equipe do ACNUR, que tem mais experiência no atendimento de pessoas refugiadas. O curso tirou muitas dúvidas sobre que medidas podemos adotar, como garantir proteção, canais de informação e demais ferramentas importantes para nós, que atendemos muitas pessoas refugiada e migrantes”, declara.

formações Vilas Reencontro

Formação contou com duas turmas, totalizando 24 profissionais alcançados

Os treinamentos são parte das atividades do Grupo de Trabalho de Gestão e Coordenação de Acolhimentos das Vilas Reencontro, coliderado por ACNUR e SMADS, que tem como objetivo construção de capacidades e processos em comum para aprimoramento do acolhimento às pessoas refugiadas e migrantes acolhidas nas Vilas Reencontro. As formações iniciaram na segunda semana de abril e encerraram na primeira semana de maio, alcançando 24 profissionais, entre servidores e equipes de Organizações da Sociedade Civil que realizam atendimento nas vilas - Instituto Pilar e Associação Evangélica Beneficente (AEB). Foram formadas equipes que atuam nas Vilas Reencontro Armênia I e II e Cruzeiro do Sul. A intenção é que o curso seja replicado nas demais unidades das Vilas Reencontro ao longo do ano.