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Mutirão em São Paulo atende mais de 200 pessoas refugiadas e migrantes

Notas informativas

Mutirão em São Paulo atende mais de 200 pessoas refugiadas e migrantes

7ª edição do Pop Rua Jud Sampa – Mutirão de Atendimento à População em Situação de Rua contou com apoio de mais de 30 organizações, entre elas, o ACNUR
20 Abril 2026
7a edição do Pop Rua Jud Sampa

O marroquino Mohamed Bniaich buscou o mutirão para protocolar o pedido de asilo ao Brasil e também foi encaminhado para um abrigo

Pessoas refugiadas e migrantes em situação de vulnerabilidade puderam ter atendimento especial na última semana em São Paulo (SP). O ACNUR esteve presente na 7ª edição do Pop Rua Jud Sampa – Mutirão de Atendimento à População em Situação de Rua, realizada entre os dias 13 e 17 de abril, na Praça da Sé, região central da capital paulista. No total, 207 pessoas refugiadas, migrantes, apátridas e solicitantes de asilo passaram por atendimento da equipe do ACNUR, a maioria, para regularização da documentação brasileira.

O Pop Rua Jud Sampa é uma ação coordenada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Nesta edição, mais de 30 instituições, entre órgãos do sistema de Justiça, governo e sociedade civil, apoiaram a ação, ampliando a oferta de serviços à população em situação de vulnerabilidade. A iniciativa reúne, em um único espaço, atendimentos essenciais como emissão e regularização de documentos, inclusão em programas sociais, orientação jurídica, serviços de saúde, alimentação e encaminhamentos para oportunidades de trabalho.

O ACNUR esteve presente em todas as sete edições do mutirão na capital, onde o principal serviço buscado é o de regulamentação da documentação brasileira. Por estarem na mesma tenda, dedicada a pessoas refugiadas e migrantes, diferentes organizações conseguem atender o público com mais rapidez e integração. Neste ano, ACNUR esteve no mesmo espaço que a Organização Internacional para as Migrações (OIM), Polícia Federal, Cáritas Diocesana de São Paulo, CDHIC e demais organizações da sociedade civil.

“A maioria das pessoas atendidas eram de Angola, Bolívia, Venezuela e Cuba. Além do apoio com a documentação brasileira, atendemos pessoas em busca de atendimento em serviços sociais e cadastro em programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Muitas pessoas estão em situação de rua, então também acionamos nossa rede de apoio e de proteção, na tentativa de oferecer abrigamento”, explica o associado de Proteção do ACNUR em São Paulo, William Laureano.

O marroquino Mohamed Bniaich foi uma das pessoas atendidas durante o mutirão. No Brasil há menos de um mês, ele se encontrava em situação de rua há dois dias, depois de ter todos seus documentos e pertences roubados. Durante o atendimento, ele formalizou o pedido de asilo e foi encaminhado para um abrigo.

“Fiquei muito emocionado com o atendimento que recebi. As pessoas foram muito gentis comigo, explicaram meus direitos e me ajudaram com a documentação. Aqui, os profissionais trabalham para dar a cada um o que lhe é de direito. Sou muito grato pela atenção que recebi”, afirmou.