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ACNUR e Prefeitura de São Paulo promovem evento sobre justiça climática e mobilidade humana

Notas informativas

ACNUR e Prefeitura de São Paulo promovem evento sobre justiça climática e mobilidade humana

Painel nesta segunda, 22, reuniu representantes de diferentes secretarias da prefeitura, além de representações diplomáticas, sociedade civil e academia
23 Setembro 2025
Evento com Prefeitura de São Paulo sobre justiça climática e mobilidade humana

Evento trouxe a discussão sobre justiça climática e mobilidade humana a partir da agenda de diferentes secretarias do município de São Paulo (SP)

Os impactos das mudanças climáticas na mobilidade urbana e os desafios para políticas públicas que alcancem pessoas impactadas e forçadas a se deslocar. Esses foram os principais pontos de debate de evento promovido pela Secretaria Municipal de Relações Internacionais de São Paulo (SP) em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) nesta segunda-feira, 22, na capital paulista.

O evento Mobilidade humana, justiça climática e fortalecimento das parcerias institucionais para proteção e integração de pessoas refugiadas e imigrantes em São Paulo contou com a participação de representações diplomáticas e profissionais de diferentes secretarias do município, além de sociedade civil e academia. O evento integra o calendário da cidade rumo à COP 30 e teve objetivo promover o diálogo e estimular a reflexão sobre os caminhos da mobilidade humana no contexto das mudanças climáticas, bem como sobre o papel das cidades e das parcerias internacionais.

“Esse evento é uma reflexão para a ação”, destacou a secretária de Relações Internacionais do município, Angela Gandra. “A mobilidade humana em termos ligados a pessoas migrantes e refugiadas tem que ter um olhar mais carinhoso, mais humano. Nós temos que ser humanos para não termos que ser humanitários. Se houvesse justiça humana antes, não precisaria de ações humanitárias”, completou.

A chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Maria Beatriz Nogueira, parabenizou a gestão atual do município pelos avanços no debate da agenda e da inserção do tema entre as prioridades para 2025. “Estamos em ano de COP30 no Brasil e chegamos nesse evento com a presença de diferentes secretarias, falando de justiça climática como uma premissa para a discussão, acreditando que as mudanças no clima afetam desproporcionalmente as pessoas, a depender de quem são, de onde vêm e onde moram na cidade. E estamos falando da interligação de ações concretas, tanto para pessoas que já estão aqui quanto das que podem chegar”, destacou.

Também estiveram presentes na mesa de abertura as secretárias de Direitos Humanos e Cidadania, Regina Santana, e de Assistência e Desenvolvimento Social, Eliana Gomes, e o coordenador da Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas, Alessandro Bender. O evento contou ainda com o painel O papel das cidades como espaços de acolhimento, onde foram apresentadas diferentes iniciativas e equipamentos disponíveis no município voltados tanto para questões climáticas quanto para o atendimento específico de populações forçadas a se deslocar.

Painel O papel das cidades como espaços de acolhimento

Mesa do painel "O papel das cidades como espaços de acolhimento" ressaltou equipamentos e iniciativas disponíveis no município para pessoas forçadas a se deslocar