Educação de refugiados: 5 dados que você precisa saber

A educação é um direito humano fundamental e para as crianças refugiadas significa também a chance de recomeçar suas vidas

Jovem refugiada do Burundi estudando Kirundi na Escola Primária Jugudi, no Campo de Refugiados Nyarugusu, na Tanzânia © ACNUR / Farha Bhoyroo

Para a maioria de nós, educação é como alimentamos nossas mentes curiosas e descobrimos as paixões de nossas vidas. É também como aprendemos a nos cuidar, a adentrar no mundo do trabalho, a organizar nossos lares e a lidar com as taferas e desafios diários. No entanto, milhões de refugiados ainda enfrentam barreiras que os impedem de ter acesso à educação.

1. 3,7 milhões de crianças refugiadas estão fora da escola

Shehana estuda no Diamond Adolescent Club, criado pelo parceiro do ACNUR com CODEC. Elas não têm mesas ou cadeiras, mas em uma sala de bambu decorada com cores vivas no campo de Kutupalong, 30 meninas Rohingya adolescentes, de 14 anos ou mais, sentam-se no chão escrevendo em seus livros de exercícios, enquanto uma fórmula matemática é colocada na lousa © ACNUR/Iffath Yeasmine

Em um mundo de conflitos, estamos perdendo um dos melhores investimentos que existem: a educação de jovens refugiados. Isso não é uma despesa, mas uma oportunidade de ouro.

 

2. No nível primário, o número de crianças refugiadas matriculadas nas escolas é de 63%, enquanto o número global para todas as crianças é de 91%

Estudante em frente à sua sala de aula em uma escola em Paraguachon © ACNUR/Vincent Tremeau

Apesar do grande investimento no ensino primário, o aumento contínuo de deslocamentos forçados em todo o mundo – incluindo refugiados, solicitantes de refúgio, pessoas deslocadas dentro de suas próprias fronteiras e apátridas – significa que existem grandes lacunas entre refugiados e seus pares não refugiados quando se trata de acesso à educação.

 

3. A proporção de refugiados matriculados no ensino médio é mais de dois terços inferior ao nível de não-refugiados

Alamuddin fugiu para o Iêmen depois de perder os pais e, quando chegou, a barreira do idioma e a falta de documentação escolar anterior o impediram de concluir seus estudos © SDF/Majed Al-Zomaly

O efeito é devastador. Sem uma continuidade do ensino na escola secundária, o progresso alcançado nos anos anteriores terão vida curta, e o futuro de milhões de crianças refugiadas será jogado fora.

 

4. Apenas 3% dos refugiados estão matriculados no ensino superior

Alunas jogam videogame no campus em BeirutWeam. À esquerda, com 19 anos, está Weam, estudante de Ciência da Computação na Universidade Libanesa (UL). Ela é uma das beneficiadas pela bolsa de estudos DAFI © ACNUR/Antoine Tardy

O ensino superior transforma os alunos em líderes. Aproveita a criatividade, energia e idealismo dos jovens, modelando e desenvolvendo habilidades cruciais para a tomada de decisões, ampliando suas vozes e permitindo mudanças geracionais rápidas.

 

5. Entre 2014 e 2018, escolas de 34 países sofreram 14 mil ataques violentos

Estudantes leem em um espaço seguro para meninas em Paysannat L, no campo de refugiados de Mahama, Kirehe, leste de Ruanda. © ACNUR/Georgina Goodwin

As escolas devem ser refúgios seguros. É por isso que todos devemos condenar os atos de violência contra escolas, alunos e professores que continuam a ser praticados em países afetados por conflitos. Houve 14 mil desses incidentes em 34 países entre 2014 e 2018, incluindo bombardeios, ocupação parcial ou total de grupos armados, sequestro, estupro e recrutamento forçado. Tal violência contra inocentes é imperdoável e deve parar.

Seja um doador do ACNUR e dê aos refugiados a chance de construir um futuro melhor!