ACNUR intensifica ações de preparação, prevenção e resposta ao COVID-19

Um retornado da Costa do Marfim lava as mãos depois de chegar ao Centro de Trânsito Voluntário do ACNUR, Tabou, Distrito de Bas-Sassandra, Costa do Marfim. ; © ACNUR / David Azia

A resposta global à crise do COVID-19 deve abranger todas as pessoas, inclusive as forçadas a fugir de suas casas. Os idosos que compõem a população mundial deslocada à força são particularmente vulneráveis, alertou hoje a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que lançou seu apelo inicial ao COVID-19.

O ACNUR pede urgentemente a quantia inicial de 33 milhões de dólares para aumentar as atividades de preparação, prevenção e resposta. O objetivo é atender as necessidades imediatas de saúde pública dos refugiados em decorrência do COVID-19.

“Até o momento, com base nas evidências disponíveis, não houve relatos de infecções por COVID-19 entre refugiados e solicitantes de refúgio. No entanto, o vírus pode afetar qualquer pessoa e é nossa responsabilidade coletiva garantir que a resposta global inclua todas as pessoas”, afirmou Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados.

“Permitir acesso total aos serviços de saúde, inclusive para os membros mais marginalizados das comunidades, é a melhor maneira de proteger todos nós. Todos neste planeta, incluindo refugiados, solicitantes de refúgio e deslocados internos, devem ter acesso a serviços de saúde.”

Mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a fugir de suas casas para escapar de perseguição, conflito, violência e violações dos direitos humanos. Desses, mais de 20 milhões são refugiados, dos quais 84% ​​estão abrigados em países de renda baixa ou média, que possuem sistemas de saúde e água e saneamento mais fracos.

Atualmente, o ACNUR está fortalecendo suas medidas de preparação, prevenção e resposta ao COVID-19 em todo o mundo. A saúde e o bem-estar de refugiados e da nossa equipe que atua em mais de 130 países ao redor do mundo são fundamentais para esses esforços.

O surto é um desafio global que deve ser enfrentado por meio da solidariedade e cooperação internacional. Juntamente com outras agências da ONU e organizações parceiras, o ACNUR tem acompanhado de perto os desdobramentos e trabalhado nos níveis global e nacional, seguindo a orientação emitida pela Organização Mundial da Saúde para COVID-19.

A resposta do ACNUR ao COVID-19 se baseia na experiência anterior da agência em surtos de SARS, Ebola e influenza. Essas medidas de preparação protegem os refugiados antes, durante e após emergências globais de saúde.

Nesse sentido, o ACNUR defende que refugiados, solicitantes de refúgio e deslocados internos sejam incluídos nos planos nacionais de preparação e resposta ao COVID-19. Em particular, o ACNUR solicita aos Estados que garantam que os direitos dessas populações sejam igualmente respeitados, caso restrições à entrada, viagens e liberdade de movimento sejam impostas.

Até o momento, mais de 100 países já relataram transmissão local do COVID-19. Desses, 34 abrigam populações de refugiados superiores a 20 milpessoas e atualmente não são afetadas pelo vírus. Nesses contextos, prevenção, preparação e comunicação são fundamentais. Como os refugiados e as pessoas deslocadas internamente geralmente se encontram em lugares superlotados ou onde a saúde pública e outros serviços já estão sobrecarregados ou com poucos recursos, todas as operações do ACNUR foram aconselhadas a implementar planos e mecanismos de contingência em colaboração com governos e parceiros. Eles monitoram, relatam, mitigam e respondem de perto aos riscos de proteção e saúde pública para os deslocados à força.

Onde aplicável, e se houver necessidade de complementar as respostas nacionais, o ACNUR está contribuindo com a vigilância epidemiológica, relatórios, rastreamento de contatos e investigação de alertas em colaboração com os ministérios da saúde, a OMS e parceiros, inclusive nos pontos de entrada e nos locais que abrigam refugiados. Além disso, as operações do ACNUR estão contribuindo ativamente para os esforços gerais da ONU e analisando a capacidade dos parceiros de saúde pública de responder no caso de um surto em campos ou assentamentos de refugiados e/ou deslocados internos.

As operações também estão sendo aconselhadas a verificar seus estoques de suprimentos médicos e outros itens de higiene, equipamentos e kits de proteção individual.

Sabendo o valor de informações oportunas, precisas e relevantes, o ACNUR está fortalecendo as comunicações com as comunidades de refugiados e deslocados internos, particularmente no que diz respeito a medidas de higiene e saneamento. Esses materiais estão sendo adaptados para atender as necessidades linguísticas e culturais locais.

O ACNUR também está analisando questões como acesso adequado a água potável, descarte de lixo e disponibilidade de sabão em estabelecimentos de saúde, abrigos coletivos e na comunidade em geral e providenciando o treinamento de equipes para garantir o controle de infecções nos centros de saúde.

 

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