Mais 122 venezuelanos são transferidos nesta quinta-feira para São Paulo e Rio Grande do Sul

122 pessoas foram transferidas nesta quinta-feira (27) em voos para o Rio Grande do Sul (40 venezuelanos para a cidade de Cachoeirinha e 52 para a cidade de Chapada) e para São Paulo (30 venezuelanos).

© MDS / Rafael Zart

Brasília, 27 de setembro de 2018 – A estratégia de interiorização alcança hoje um total de 2.328 venezuelanos migrados para outros estados da federação. 122 pessoas foram transferidas nesta quinta-feira (27) em voos para o Rio Grande do Sul (40 venezuelanos para a cidade de Cachoeirinha e 52 para a cidade de Chapada) e para São Paulo (30 venezuelanos).

O Boeing 767 da Força Aérea Brasileira (FAB) com os venezuelanos decolou por volta das 8h (horário local) do aeroporto de Boa Vista. A aeronave deve chegar em Porto Alegre às 13h40, onde desembarca um total de 70 venezuelanos. Em São Paulo desembarcam 30 pessoas e o pouso está previsto para as 16h20.

A interiorização busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros Estados brasileiros. Todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil – inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Para aderir à interiorização, o ACNUR identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis e o perfil dos abrigos participantes. A agência assegura que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida. A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.

O UNFPA promove diálogos com mulheres e pessoas LGBTI para que se sintam mais fortalecidas neste processo, além de trabalhar diretamente com a rede de proteção de direitos nas cidades destino com o objetivo de fortalecer a capacidade institucional. Já o PNUD trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada.

Reuniões prévias do governo e da ONU com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Fonte: ASCOM/Casa Civil